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Isaías no Benfica!


Primeira Liga 2017/18



Um conto do Benfica

por Admirador do Isaías, em 19.01.18

Reafirmo, em nota prévia, que não gosto da personalidade de Luis Filipe Vieira, como não gosto da personalidade de grande parte dos empresários modernos - pois ser empresário bem sucedido hoje, pressupõe ter traços de personalidade que condeno, pessoalmente. Como o mundo é que me contém e não eu que contenho o mundo, aceito bem que apontem que sou eu que estou errado, pois, dessa perspectiva, estou desfazado, em termos de valores, do mundo.

 

Posto isto, acho pertinente fazer mais um intervalo neste meu silêncio para comentar aquilo que têm sido os últimos tempos do blog mais visitado pelos Benfiquistas (e não só), o NGB. E faço-o servindo-me de um paralelismo com a parábola criada por Charles Dickens, "Um Conto de Natal". Neste caso, de Benfica.

 

Mas antes disso, um esclarecimento.

 

O actual Presidente do Sport Lisboa e Benfica, diga-se o que se disser, de facto revolucionou a instituição, modernizou-a (com o que de bom e de mau isso tem, dependendo da tabela de valores de cada um). Note-se, contudo, que a obra feita na vertente empresarial é relativa ao contexto mundial à sua volta - e aí, Vieira percebeu que ou consolidava o potencial empresarial deste nosso símbolo ou, eventualmente, cairíamos num novo fosso, materialmente. Aqui, tenho de concordar.

É verdade que o Benfica tornou-se mais impessoal, os seus sócios mais clientes e investidores a fundo perdido do que participantes activos e obreiros, contudo, esta é a realidade do mundo actual, não foi criação de Vieira nem do Benfica. Poderia o Benfica manter-se forte perante a pressão de um mundo cada vez mais mercantil e impessoal, sem encetar mudanças? Se o tipo de empreendedorismo dos seus sócios também mudou, como poderia Vieira não mudar o Benfica e deixá-lo ao acaso de uma perspectiva associativista e democrática, que depende de valores que se perderam e que são quase extintos na actualidade humana? Cosme Damião manteve-se íntegro e incorruptível nos seus valores quando perdeu a eleição em 1926 para Ribeiro dos Reis, mas poderia o Sport Lisboa e Benfica sobreviver às mudanças que já se viam em curso no mundo e em Portugal, no que concerne ao desporto, se a sua lista tivesse saído vitoriosa? Com clubes (encabeçados pelo Sporting) a começar a pagar cada vez mais a jogadores, poderia a ideologia pura e elevada do desporto amador de Damião manter o Benfica vivo? Não. A derrota do pai do Benfiquismo, um exemplo para todos nós, significou na realidade uma nova fase de ascensão, agora que o Benfica dispunha das mesmas ferramentas modernas (à época) e que conseguiria equilibrar as contas.

 

Serei, posto isto, apologista da maleabilidade ideológica? Não. Entendo é que, por exemplo, por muito que eu considere que os impostos são altos e mal aplicados (para ser leve na adjectivação) as consequências de não os pagar, por integridade ideológica, seriam destrutivas na minha realidade.

Não há rocha que resista à erosão das vagas do oceano das eras.

 

Serão tais mudanças no nosso Benfica, encetadas por Vieira face ao mundo, o fim do Benfica ideológico? Claro que não. O espírito do Benfica, a mística que nos une, só pode subsistir se o corpo que habita for forte. Esse espírito somos nós e só desapareceremos se quisermos, se desistirmos, se nos deixarmos corromper sem perceber a diferença entre uma casa e um lar. Vieira reconstruiu a casa à modernidade, com tudo o que tal acarreta, mas cabe a nós transformá-la em lar. É que as outras eras já não voltam, já não as veremos. Nós não somos como os nossos pais e os nossos filhos não serão como nós.

 

Com isto esclarecido, quero então falar do blog NGB e comparar as assombrações de Luis Filipe Vieira aos seus escribas. Não é minha intenção menorizar qualquer das opiniões ou autores que referirei, mas apenas, de forma individual e pessoal, formar uma opinião comparativa.

 

---

 

Fantasma do Benfica Futuro:

 

O Fantasma do Benfica Futuro é o plano que envolve o Seixal: um Benfica made-in-Benfica, capaz de se auto-sustentar de forma geral, que eventualmente consiga manter os seus jogadores por forma a lutar, até, por um título Europeu.

 

Fantasma do Benfica Presente:

 

O Fantasma do Benfica Presente é Rui Gomes da Silva e as suas opiniões e conselhos, interpretados de variadíssimas formas. Rui Gomes da Silva acredita no melhor dos dois mundos - o do Passado e o do Futuro - e situa-se, por isso, num Presente de meio-termo entre os bastidores do futebol, a tasca popular e a empresa profissional.

 

Fantasma do Benfica Passado:

 

O Fantasma do Benfica Passado é o Shadows e também o Redmoon, cada um na sua medida.

O Shadows é o idealista por excelência, fiel a uma cultura de Terceiro Anel que mobilizou o apoio às equipas do Benfica durante um período temporal passado.

O Redmoon é, como apelidado pelo seu colega Benfica by GB, um romântico, defendendo a noção de que a honra de jogar no Benfica deve ser a principal motivação dos jogadores.

 

---

 

Não sei se Luís Filipe Vieira lê o NGB ou não, mas é óbvio que alguém no Benfica o faz e lhe relata sumariamente o que por lá se escreve. No entanto, formam-se à sua volta, qual a Ebenezer Scrooge (personagem da tal obra de Charles Dickens), estas três assombrações que quererão ter peso na sua consciência. Que peso? Que influência?

 

Penso que Vieira quer de facto materializar a assombração do Futuro que ele próprio formulou. Mesmo para  quem considera que Vieira não é Benfiquista como afirma, não há nada que um mercador deseja mais que um grande negócio - que melhor negócio há no Benfica do que materializar essa visão que agora assombra o Futuro do clube?

 

Vejo também que no Presente só há um caminho a seguir pelos Benfiquistas: que é o de unirem-se à equipa, ao clube e até à empresa. Não porque concordem ou não com tudo o que se passa, se faz e se decide, mas porque as únicas ferramentas eficazes que os inimigos do ideal Benfiquista têm são os próprios Benfiquistas.

 

Considero por isso que o Passado não volta mais, por muito que a nostalgia nos bata (eu incluído). A realidade que compreendo em retrospectiva, pessoalmente, é que se a mentalidade do Terceiro Anel se tem mantido intacta durante a Presidência de Vieira como se manteve até esse ponto, hoje para além de não termos sido Tetra, não teríamos sequer condições para poder haver uma assombração de Futuro como a que Vieira formulou. Há que lembrar, numa auto-análise, que foi durante o tempo dessa cultura do Terceiro Anel que se permitiu que uma mafia se instalasse e tomasse conta das estruturas do futebol e se elegeu Damásio e Vale e Azevedo, que se maltratou equipas nossas e jogadores-símbolo.

 

Este nova incarnação do Benfica, impessoal e empresarial, pode não ser ao meu gosto, seguramente que não, mas é um corpo que garante de tal forma vitalidade para que nós, seu espírito e mística, habitem através dele para o Futuro, que os nossos inimigos desesperam de MEDO da nossa real FORÇA - e por isso mentem, conspiram e nos querem dividir. O que eles não entendem é que nós já somos e sempre fomos divididos - uns são ricos, outros pobres, uns antiquados, outros modernos, uns conservadores, outros liberais - mas somos unos no Amor a esse símbolo que jamais deixaremos cair.

 

Seremos nós que transportaremos aos ombros o nosso ideal Benfica rumo ao Penta.

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rematado às 11:53


"Vamos ganhar o campeonato, com certeza!"

por Admirador do Isaías, em 03.01.18

Disse Krovinovic, há momentos.

 

Eu concordo: com tamanho Fogo Sagrado, reafirmo - "com certeza"!

 

De notar que ainda mantenho um silêncio geral, propositado, mas aproveito o derbi e o ano novo para deixar uma nota, para relembrar que a vitória do Benfica, perante tudo o que tem sido alvo (até o próprio videoárbitro neste jogo!), está acima de quaisquer preferências ou opiniões sobre pessoas, indivíduos ou decisões; umas com razão, outras, meras repetições da propaganda dos nossos inimigos, outras com agenda própria e não em prol do Benfica.

 

Se o ano do Tri foi importante para que percebêssemos quem de entre os nossos amigos que são Sportinguistas apoiou os esquemas e posturas de "vale-tudo" de alguém como Bruno de Carvalho (e por isso, não digno de amizade, digo eu), este ano do Penta será importante para distinguir de entre os Benfiquistas quem, apesar de opiniões sobre os seus, coloca o mais importante à frente das trafulhices e esquemas não só do Presidente do Sporting, como do seu mentor, Pinto da Costa. Os outros, esses ficarão à vista.

 

E o mais importante é, claro, a Luz: o BENFICA.

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rematado às 23:42


Marinho Neves - A Minha Chama

por Admirador do Isaías, em 20.12.17

«Num tempo de fraude universal, dizer a verdade é um acto revolucionário.»
- George Orwell


O blog "A Minha Chama", publicou um artigo excepcional em homenagem a Marinho Neves que, por considerar que merece o destaque, transcrevo aqui.

 

Em homenagem a quem tanto lutou e sofreu pela sua integridade, distribua-se a informação acerca do que é e sempre foi o verdadeiro "caso dos emails" ou dos "vouchers": a factual, comprovada e provada associação mafiosa de Pinto da Costa e seus comparsas.

O corpo de Marinho Neves terá agora sobre si uma tabuleta, mas a sua alma, essa, deixou-nos os versos bem vivos sobre a verdade que viu.

 

«Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.»
- Álvaro de Campos

 

Marinho Neves entrou, talvez sem querer, na História. Contudo, somente será verdadeiramente lembrado e aceite como merece, quando a espuma do tempo levar consigo os detritos de um momento de contexto social, moral e ético de particular falsidade.

 

Eis aqui o artigo publicado pelo "A Minha Chama", a quem agradeço, que merece destaque e divulgação amplos:

 

Marinho Neves

 
Faleceu, no passado fim de semana, Marinho Neves...
 
Só um cancro o venceu.
 
Marinho Neves (ler pequena biografia), doravante MN, foi um jornalista destemido com quem tive o prazer de dialogar algumas vezes online numa das falecidas contas de Facebook desta página. Em 1996, lançou o conhecido livro "Golpe de Estádio", onde colocava a descoberto todas as tácticas que o fc porto de pdac utilizava para alcançar as suas vitórias desportivas.
Também trabalhou para o Sporting:
A sua visão ainda... Muito actual:
Como é do conhecimento geral, este sporting, sabe-se lá porquê, decidiu aliar-se ao fc porto.

Estas imagens, são excertos de uma entrevista que MN concedeu ao blog Cabelo do Aimar em Fevereiro de 2012. Podem ler a mesma aqui. Podem ainda ver uma entrevista de MN concedida à SIC aqui.
 
 
Nota 1: De facto... Não se estranha porque:
Nota 2: Atestar a veracidade destes relatos inseridos na entrevista... Não há muitas provas... Há pelo menos uma que por razões mais do que expectáveis, só revelo sem nomes. Fica aqui uma prova sobre o caso do restaurante:
Uma história engraçada. Outra aqui. E esta:
Histórias que por acaso retratei aqui.

Claro que podem ler o "Golpe de Estádio".
 

Interessante o artigo/link da anterior Nota 1:
Perante as ameaças, suspeito que o volume 2 não chegou a sair porque... Há muito que se sabe disto.
 
MN era também pintor. Fiquem com as suas obras relativas ao futebol:

Quem quiser conhecer mais a sua obra, é só entrar aqui.
 
E Pluribus UNUM!

 

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rematado às 16:27


Karl Humanus tem razão

por Admirador do Isaías, em 15.12.17
Karl Humanus tem razão e tudo depende do que nós permitimos que aconteça entre nós.
Não se trata de quem gostamos ou deixamos de gostar, porque "valores mais altos se levantam e o valor mais alto, em termos futebolísticos, é o Benfica".
 
Através do Papoila Saltitante:

Eis o decálogo, eis os dez grandes objetivos das campanhas desestabilizadoras levadas a cabo pelo Futebol Clube do Porto e pelo Sporting Clube de Portugal de mãos dadas na Santa Aliança:
 
1. Fabricar e estabilizar um forte dispositivo de propaganda múltipla que produza e reproduza nas representações sociais a crença de que o Benfica é um clube corrupto que só vence pela chantagem e pelo condicionamento de instituições desportivas, árbitros e imprensa;
 
2. Produzir massivamente, através dos mais variados canais escritos e audiovisuais, ambiências emocionais acríticas que transformem pela repetição falsidades-estímulo em verdades indiscutíveis, sob execução dos directores de comunicação Francisco Marques e Nuno Saraiva e comando permanente de Pinto da Costa e Bruno de Carvalho;
 
3. Transformar os emails do Benfica obtidos através de crime informático em material incriminador, deixando na penumbra o crime de invasão da privacidade alheia e o crime de roubo económico em favor dos diálogos entre pessoas que são criminosamente transformados em cartilhas de corrupção activa pela descontextualização, pela deturpação e pela falsificação;
 
4. Linchar moralmente, da maneira mais torpe, quadros directivos do Benfica, dotando-os de malignidade e anti-cidadania nas percepções populares;
 
5. Colocar e/ou aliciar nas instâncias desportivas e nos jornais pessoas que sirvam os propósitos do programa propagandístico criado, fazendo com que a justiça e as penas sejam desse exclusivo foro e por essa via e nesse sentido fidelizem lógicas populares de pensamento e de acção;
 
6. Criar um ambiente decisório judicial e judiciário que criminalize severamente o Benfica e o ampute do seu poderio desportivo-financeiro, originando a ruptura dos apoios e dos parceiros internos e externos;
 
7. Provocar uma fractura entre adeptos e direção, levando aqueles a forçar o afastamento da actual direção modernizadora e do treinador e por esta via arruinar o futuro neste momento em construção através de uma nova direção que deSEIXALaria o que existe e viveria unicamente do futebol de onze e da aquisição onerosa de jogadores estrangeiros;
 
8. Enfraquecer a auto-estima dos atletas de todas as modalidades do Benfica e levá-los à desmoralização e às derrotas em campo;
 
9. Conduzir o Benfica a extremos de emoção, desânimo e revolta activa susceptível de originar castigos severos;
 
10. Incentivar directa e indirectamente a produção de falsos benfiquistas cavalos-de-tróia que ataquem o clube através de blogs e redes sociais, contribuindo desta maneira para ampliar a rede de desestabilização de nível central a cargo dos comandos da Santa Aliança. 
 
 
Karl Humanus in oubenficaouracha

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rematado às 13:41


Inesquecível

por Admirador do Isaías, em 28.11.17

Jamais me esquecerei, quando a baliza mais precisava de um fora-de-série, que tu apareceste.

Serás sempre um dos nossos, Júlio César!

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rematado às 18:15


Parabéns, Isaías!

por Admirador do Isaías, em 17.11.17

Parabéns, Isaías!

 

Um forte abraço e votos de saúde e felicidade, deste teu admirador Benfiquista!

«««»»»

Isaías, o Pé-Canhão que vibra com o Benfica em dia de aniversário

 

Cinco dos 54 anos de vida do ex-jogador brasileiro foram passados no Benfica na década de 1990. Em entrevista ao Site Oficial, regressa ao dia em que percebeu que ia ser águia e fala dos golos que valeram títulos, nomeadamente em 1993/94, quando a equipa "jogou contra tudo e contra todos".

 

Isaías, o Pé-Canhão da década de 1980 e 1990, comemora 54 anos. Cinco deles passou-os ao serviço do Benfica e foi no Clube que se tornou um dos futebolistas que marcaram o campeonato português. Deixou o seu nome gravado na história do emblema benfiquista, de onde levou recordações para a vida.

Isaías Marques Soares, ou simplesmente Isaías. Era assim o seu nome de guerra nos relvados portugueses. Uma ameaça a todos os guarda-redes, com os seus inconfundíveis remates fulminantes que, invariavelmente, davam aqueles golos de bandeira.

Um ano em Vila do Conde, com a camisola do Rio Ave, foi suficiente para dar o salto para o Boavista – onde esteve duas temporadas (1988/89 e 1989/90). Dois anos de alto nível no Bessa garantiram uma transferência memorável para o Estádio da Luz

"Aconteceu naturalmente, pelos jogos que eu tinha feito pelo Boavista, onde tinha mostrado qualidade. Foi essa a principal razão da minha transferência para o Benfica. Joguei no Bessa e marquei um golo num jogo em que ganhámos 1-0 e, nesse momento, ficou praticamente cimentado o acordo entre as duas direções", contou o ex-jogador em entrevista ao Site Oficial.

"Na semana anterior, o presidente do Boavista tinha-me dito que os três grandes estavam interessados na minha contratação. Atualmente, penso que nesse momento já estava tudo certo com o Benfica. Os jogadores de referência que o Benfica tinha – Ricardo Gomes, Mozer, Valdo... – também pesaram na minha decisão. As direções entraram num acordo e eu fui assinar o contrato", recordou.

Aquele que ficou também conhecido como Profeta foi aposta do então treinador encarnado, Sven-Goren Eriksson, e o médio rapidamente provou que tinha valor para se impor como titular na equipa encarnada.

"Eu estava a chegar a Portugal, não conhecia muito. Não sabia ainda diferenciar os clubes, as camisolas. Eu era o patinho feio que estava a chegar a uma ilha maravilhosa. Comecei a perceber, através da Imprensa e do convívio com os jogadores – principalmente os estrangeiros –, e foi contagiante esta mística. Surgiu de uma forma muito rápida", descreveu.

"Sabia que, se quisesse ser titular no Benfica, teria de trabalhar muito. Focar simplesmente no trabalho. Foi isso que eu fiz", referiu.  

Isaías a jogar no antigo Estádio da Luz

"É sempre contagiante vestir uma camisola como a do Benfica. Depois, eu passei a acompanhar mais o historial, a mística do Benfica e é realmente um privilégio de poucos vestir essa camisola. E eu, com o meu trabalho, consegui honrar a camisola. Não tenho arrogância, tenho uma satisfação muito grande em contar aos meus amigos os tempos que passei no Benfica."

Ao falar-se de Isaías não há quem não recorde os fortíssimos remates de longe que lhe valeram a alcunha Pé-Canhão.

"Apesar de termos conquistado só dois títulos nacionais e uma Taça de Portugal nesses cinco anos, foi maravilhoso. Consegui atingir um patamar dentro do Benfica que é privilégio de poucos. Vinha de Cabo Frio, uma cidade que ninguém conhecia e conquistei logo parte do Benfica… Ganhar jogos já era maravilhoso, ganhar títulos era melhor ainda. O primeiro título no primeiro ano já foi uma coisa fantástica", salientou.

Esteve ao serviço das águias durante cinco anos, entre 1990/91 e 1994/95. Nesse período, realizou 178 jogos e apontou 71 golos, alguns dos quais verdadeiramente memoráveis e fundamentais para o títulos conseguidos em 1990/91 e em 1993/94.

"Ficámos muito felizes com o título conquistado em 1993/94, porque foi uma altura em que tínhamos de jogar contra tudo e contra todos. Com muita dificuldade, soubemos dar a volta às adversidades e conquistámos o campeonato. Foi marcante, até pelo percurso que fizemos. A conquista da Taça de Portugal também foi muito bonita, numa festa maravilhosa no Jamor. É um ambiente incrível, com pessoas a acampar na rua de um dia para o outro, a vibrarem… E acreditavam que íamos ganhar o jogo, claro", afirmou.

"Nessa minha segunda casa deixei um bom legado e uma história maravilhosa", assegura.

O Pé-Canhão tem pelo Estádio da Luz – marcou 36 golos no antigo recinto – o afeto de quem que ali viveu alguns dos momentos mais marcantes da carreira. Apesar do carinho e da nostalgia com que recorda a velha Catedral, onde jogou e marcou perante 120 mil espectadores, Isaías aprecia a modernidade e o conforto do novo estádio.

"A sensação de jogar com 120 mil pessoas nas bancadas é, obviamente, muito maior do que jogar com 65 mil. O Estádio da Luz é o mais bonito de Portugal e, neste novo, as pessoas estão mais perto dos jogadores, mas nunca é igual jogar perante o dobro dos adeptos", opinou.

"A única coisa que o estádio antigo perde para o novo são as estruturas, não dentro do campo, mas tudo o que está em torno do relvado. A estrutura dentro do próprio Estádio é uma coisa espetacular, muito bem pensada", elogiou.

Isaías a jogar com os croatas do Hadjuk Split

O Penta, na Liga NOS, é o grande objetivo do Benfica na temporada. Isaías confessa que, "por incrível que pareça", tem acompanhado a equipa liderada por Rui Vitória de forma "superficial", mas acredita que "o Benfica está a começar a engrenar novamente".

"Temos de continuar a trabalhar, a acreditar no míster e mostrar em campo a qualidade que os jogadores do Benfica têm, sem se precipitarem. Vamos chegar ao título. O importante é não perdermos pontos em casa. Acho que o Benfica está no caminho certo", afirmou.

Para isso, muito tem contribuído Jonas. O avançado é, para Isaías, quem se destaca na equipa do Campeão Nacional, ele que já ultrapassou o Pé-Canhão, tornando-se o maior goleador brasileiro do Benfica aos 72 golos.

"O jogador do Benfica que está constantemente em destaque é o Jonas. O homem que marca e continua a marcar. Que continue a marcar porque é um jogador com muita qualidade e que faz a diferença. Claro que não trabalha sozinho e não faz a diferença sozinho, precisa da ajuda e da entrega dos companheiros, mas penso que está no caminho certo", disse.

Em dia de aniversário, Isaías assume que "receber presentes é sempre bom, seja um carinho, um abraço, tudo o que seja de coração".

Com a entrada de Artur Jorge no Benfisa, Isaías saiu do plantel, indo então para Inglaterra, onde assinou pelo Coventry. Por lá ficou duas temporadas e, apesar da sua idade (já com 34 anos), ainda assinava exibições de qualidade, voltando a Portugal para jogar pelo Campomaiorense. Um jogador que deixou saudades em todos os clubes por onde passou e que fará sempre parte da história de um dos melhores períodos do Benfica.

"Penso que 80 por cento dos adeptos do Benfica se lembram do Isaías e têm um carinho especial por mim", disse.

"O que eu posso dizer aos Benfiquistas é que continuem a acreditar que o Benfica vai conquistar o título. Claro que é preciso trabalho, muito trabalho. Quando se trabalha, conquista-se. O Benfica tem potencial e tem estrutura", finalizou.

 

Texto: Filipa Fernandes Garcia

Fotos: Arquivo / SL Benfica

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rematado às 14:33


Passo a passo

por Admirador do Isaías, em 06.11.17

Três pontos em zona de guerra conquistados sem espinhas. Passo a passo.

 

Mesmo defrontando mais que o futebol, mais que as outras equipas, mais que uma coligação de clubes que continua a acusar os outros daquilo que beneficia. Passo a passo.

 

Eu mantenho um silêncio de respeito, que poderá ser desfeito mais à frente.

Os meus posts têm sido e serão, por isso, parcos de palavras, mas recheados de significado.

 

Contra tudo e todos, passo a passo.

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rematado às 10:28


Não mudo uma vírgula

por Admirador do Isaías, em 01.11.17

Mantenho o silêncio quanto aos jogos da equipa, por respeito e crença absolutos.

Já aqui defendi a minha opinião e mantenho-a: não mudo uma vírgula.

 

É com este treinador, Rui Vitória, que manteremos o sucesso.

Estou orgulhoso dele e da equipa, mesmo sabendo que alguns elementos estão em sub-rendimento.

Peças que possam melhorar esta equipa estão já na equipa B.

 

Ponto.

 

O Shadows afirma que o Rui Vitória perdeu a massa associativa.

Bom, eu sou sócio e estou com ele em absoluta confiança.

Não sou muito gordo, não tenho muita "massa", mas faço parte da parte "associativa".

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rematado às 08:22


Orgulhoso com a Equipa e Treinador

por Admirador do Isaías, em 18.10.17

Até ao golo (que foi um lance entre o azar e a inexperiência daquele que é o grande sucessor de Preudhomme, o Svilar), o United foi zero. Bolas longas e consistência defensiva, nada mais.

 

Mas este United de Mourinho foi zero porque esteve atado por um Benfica, pleno de juventude, muito bem montado tactica e estrategicamente por Jorge Jesus - ah, perdão, por Rui Vitória, é verdade, enganei-me. Os elementos que entraram na equipa corresponderam (Douglas precisa de mais trabalho defensivo) e a equipa esteve sólida e foi a única a criar perigo, contra uma defesa que quase não sofre golos.

 

Não foi um bom resultado, claro que não, mas foi uma resposta à altura de um plantel que disse presente, frente a uma grande equipa, contra a qual fizeram um grande jogo.

 

Uma nota minha para o Shadows e o seu post que inclui um comentário quanto ao que Graeme Souness disse em tempos:

 

Os Benfiquistas de outra época não pensavam ter o direito de vencer por mérito divino! Eles sabiam que o Benfica, o Glorioso, é especial, mas davam tudo (reafirmo TUDO) para vencer, para apoiar, para respeitar, para ser digno, para erguer o Símbolo. A construção do Estádio da Luz, o primeiro, é verdadeiramente exemplo dessa dedicação.

 

Os Benfiquistas de hoje sim, no geral pensam que têm o decreto divino de vencer, muitas vezes sem noção da realidade à sua volta, muitas vezes sem respeito por si mesmos e pelos seus, muitas vezes, até, insultuosos e impacientes (tal e qual um miúdo mimado que mora aqui no prédio). É fruto do mundo actual.
Atenção que não me refiro a ninguém em particular, mas se a carapuça servir a alguém... que se acuse. Os que se acusarem, vá, insultem-me então, como tão bem sabem fazer. Insultar mais um ou menos um dos nossos não vos deve custar nada. Quanto a mim, tenho estado em silêncio de respeito aqui no blog, mas estou farto de ler lenga-lenga e insultos de supostos Benfiquistas dirigidos a outros.

 

Eu reafirmo:

 

ESTOU COM ESTA EQUIPA E ESTE TREINADOR ATÉ AO FIM.

ESTOU COM O GLORIOSO SPORT LISBOA E BENFICA ATÉ AO FIM.

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rematado às 21:40


O Sporting aprova. É isto que querem?

por Admirador do Isaías, em 03.10.17

Retirado de um blog Sportinguista:

http://tuvaisvencer.blogspot.pt/2017/10/rui-malheiro-destroi-rui-vitoria.html

 

É isto que querem afinal? A lagartagem toda contente e sorridente por prestarmos atenção a esta campanha?

 

Sim, venham dizer-me que têem dois olhos na cara para ver e que este "artigo" (tão oportuno no seu aparecimento, não foi?) não influencia a vossa opinião, quando leio o seu sumário repetido vezes sem conta em comentários e posts (como este num blog do Sporting)!

 

Todos temos o direito de gostar ou não gostar de Presidente, Estrutura, Treinador e Jogadores, mas nenhum de nós Benfiquistas quer, com certeza, ser a antena repetidora da lenga-lenga que interessa ao INIMIGO (pois são bem mais que meros adversários neste momento, afirmo-o com toda a racionalidade e convicção).

 

Parém de repetir estas tretas e acolham a mesma Equipa e o mesmo Treinador que vos levou ao Marquês, neste momento em que eles mais precisam!

 

Se tivermos de perder que o seja porque fomos à luta, todos juntos, e perdemos o jogo (porque se trata de um jogo, o futebol).

No entanto, para podermos vencer, temos de estar juntos e imunes à comunicação do INIMIGO. Ponto!

 

Não me oponho a opiniões. Oponho-me a repetições de ideias que são semeadas por quem nos quer ver derrotados!

 

Eles fazem isto porque têm MEDO DA NOSSA UNIÃO, medo do que somos capazes de alcançar, como já fomos, com esta mesma equipa e treinador! Se fossem superiores (tanto Sporting como Porto) e nós fracos, eles enalteciam-se comunicacionalmente e deixavam-nos no buraco, como que não contando, tal como aconteceu nos fins de 90's e inicíos de 2000's! Entendam o que se está a passar!

 

VIVA O BENFICA!

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rematado às 15:23




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