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Isaías no Benfica!


Primeira Liga 2017/18



"Bem prega Frei Tomás..."

por Admirador do Isaías, em 18.04.17

 

Após um fim de semana no qual a equipa de futebol do Sport Lisboa e Benfica alargou um pouco a vantagem em relação ao Porto na segunda posição - tendo vencido o Marítimo enquanto que o Braga empatou com o segundo classificado - assistimos agora a mais um desfile de vitimização desresponsabilizante por parte de quem já poucos argumentos vai tendo para fazer vingar os seus ideais (se é que os tem de todo).

 

Com isto dito, não pretendo validar os cânticos dos adeptos Benfiquistas referentes ao trágico acidente de 1996 no Jamor. Bem pelo contrário.
São condenáveis e nada condizentes com o que o Benfica é.
Contudo, todos nós, Benfiquistas, Sportinguistas, Portistas, etc, partilhamos esta condição humana, com tudo o que tal acarreta. Alguns de nós pretendem transcendê-la, outros usufruí-la, por a favorecerem, outros apenas vão existindo. Estamos todos seguramente cientes, apesar de alguns moralismos fáceis que surgem sempre nestas alturas, que partilhamos todos desta tentação retaliatória perante a provocação, perante o insulto que, por vezes, parece nos ofender mais que uma agressão física. Faz parte da condição humana que todos partilhamos.

 

Os que agora se exibem na procissão da beatificação de vítimas destes horrendos cânticos (e reafirmo que são horrendos sem qualquer ironia), querem limpar seus próprios pecados, desviando atenções sobre as pedras que eles próprios lançaram sobre humanos, que, tal como eles mesmos, retaliaram. Para além do que se ouve abaixo, não esqueçamos aquele vídeo de há uns anos em que se apelava ao genocídio dos Benfiquistas, por exemplo, nem tão pouco do que tem sido a comunicação oriunda da instituição Sporting Clube de Portugal (particularmente desde a tomada de posse de Bruno de Carvalho) e da instituição Futebol Clube do Porto.

 

 

"Bem prega Frei Tomás! Faz o que ele diz, não faças o que ele faz!"

 

Melhor teria sido não retaliar desta forma absurda, mas que surjam então os santos entre os demais para nos mostrar como se faz com os seus actos, mais que com as suas palavras recheadas de falsa moral. Que aqueles que agora choram as palavras ofensivas não sejam aqueles que acossam o pior lado que todo o ser humano tem, seja ele adepto de que clube for ou tenha ele o ideal que tiver.

A equipa do Sport Lisboa e Benfica, os tais rapazes com o Fogo Sagrado, esses têm de se focar no seu trabalho somente. O barulho à sua volta é somente o reflexo do sucesso do seu caminho. Caminhá-lo é não ceder à tentação de competir contra os outros, mas sim manterem-se em competição consigo mesmos, com os seus próprios limites, transcendendo-os.

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rematado às 08:54


Messiglou!

por Admirador do Isaías, em 20.02.17

A paciente capacidade de sofrimento que esta equipa demonstrou esta semana, entre o Dortmund e o Braga revela um estofo que só os campeões demonstram ter.

 

Não fizemos um grande jogo, mas notou-se que os jogadores quiseram sim evitar o erro, até porque jogaram tacticamente em risco, normalmente em assumida inferioridade numérica no meio-campo central. Fizemos sim, um jogo de grande luta, de alma, de esforço para oferecer mais 3 pontos a todos os Benfiquistas que desejam o 36, o histórico Tetra, mesmo contra os hábitos imutáveis de "burros velhos".

Mitroglou foi Messi e inventou espaço entre três defesas do Braga, para meter a bola pela "cueca" de Marafona e dar a explosão de alegria que todo um país desejava e precisava. Este nosso Grego vale ouro! Ontem foi Messiglou!

 

Veja o golo de outro ângulo.


Quanto a tudo o que rodeou este jogo, há poucos aspectos sociais mais graves que a Polícia estar politizada e é isto que claramente acontece, principalmente a norte de Portugal (e não é só com os adeptos do Sport Lisboa e Benfica, contudo são os mais numerosos e mais visíveis pela notoriedade do clube). Só em sociedades destruídas é que é possível que criminosos organizados se passeiem e pavoneiem livremente. Portugal é já uma sociedade destruída, não se enganem, e o que se passa ao redor do futebol é somente sintoma disso.

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rematado às 11:41


Mitroglicerina!

por Admirador do Isaías, em 20.09.16

Era indispensável vencer esta difícil partida diante do Sporting de Braga, numa jornada em que os dois habituais concorrentes ao título de campeão perderam pontos e dado que o próprio Braga, que intromete-se na luta por vezes, perderia também pontos, consequentemente.

 

A equipa esteve muito bem. Mesmo quando pressionada, não se desmontou e manteve a cabeça e a estrutura táctica. Gostei de ver a espécie de losango mais firmado, sendo que no vértice direito precisa de jogar Pizzi (quando mudou de lado, perto do fim, notou-se diferença no seu movimento) em vez de Sálvio. Contudo, entendo que Rui Vitória queira recuperar o Toto o máximo possível e, para isso, precisa de jogar e sentir-se confiante.

 

Os laterais, que tem sido muito criticados pelo que tenho lido por aí, estiveram impressionantes. Grimaldo, digam o que disserem, tem um cultura posicional madura e consciente. Depois oferece uma velocidade e técnica ao jogo que Eliseu não consegue dar.

Nélson Semedo fez o seu melhor jogo desta época, nunca comprometendo e saindo bem para o ataque, mostrando que o que é preciso é que a aposta seja firme e não uma questão de ocasião.

 

André Horta tentou encher o campo e esteve muito bem, sendo que deve aprender a dosear o seu esforço, pois acabou fatigado cedo demais. Guedes esteve bem, lutador e abnegado, mas falta-lhe alguma clarividência por vezes.

Fejsa é... Fejsa, indispensável. Nem se dá por ele de tão importante que é para o equilíbrio.

 

Os centrais saíram com pouco a apontar e Júlio César mostra que ainda "existe", que não é fama. Seria tão fácil para este senhor do futebol vir para Lisboa gozar um fim de carreira tranquilo, mas não é disso que o um campeão é feito. Parece trabalhar agora como quando começou.

 

Quem, no entanto, desbloqueou o jogo e serviu de farol ao golo foi Mitroglou. A intimidação que os centrais do Braga sentem com a sua presença não é de descurar, mas ele nunca complicou. Jogou de primeira, rematou de primeira, guardou a bola quando preciso - foi um autêntico pilar que sustentou o jogo ofensivo Benfiquista! E aquela bomba enroscada... teria sido tão fácil acertar "nas orelhas da bola" e aquele lance ter acabado na bancada! Saiu Mitroglicerina que nem um inspirado Marafona conseguiu suster!

 

Análise Eu Visto de Vermelho e Branco

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rematado às 09:29


O ataque será a melhor defesa do título

por Admirador do Isaías, em 08.08.16

A Supertaça é o primeiro troféu da época, apesar de se desenrolar cedo de mais na época para que se perceba o que aí vem com garantia. Consegue ver-se quem está melhor naquela fase, poderá prever-se o potencial, mas a época será longa e difícil de prever.

 

Posto isto, a verdade é que ontem se verificou que o Benfica 2016/17 de Rui Vitória será tão ou mais atacante que o de 2015/16.

Por um lado, tem a coesão de quem joga junto há bastante tempo: Pizzi dá à equipa um jogo central que nenhum outro extremo do plantel tem para dar e complementa Jonas de olhos fechados, enquanto Mitroglou, apesar de ontem me parecer mal fisicamente, percebe o que tem de fazer para que Jonas se solte. Ah! E habemus Júlio César! Que exibição do nosso guarda-redes!

Por outro, tem qualidade nos reforços: Cervi é craque, fazendo lembrar o melhor Saviola, e ganhou confiança com o seu primeiro golo. André Horta começa a entender melhor a sua função e a desempenhá-la bem, libertando-se da comparação com Sanches. Grimaldo dá muito mais técnica à equipa que Eliseu, perdendo na componente física para o seu colega de posição.

Parece-me, no entanto (e se ficar no plantel), que Jardel deverá jogar por Luisão. O capitão é importante psicologicamente, mas obriga a que Lindelöf corra por dois e esteja sempre na dobra. Jardel é, nesta fase da carreira, uma melhor solução... se ficar no plantel.

 

De qualquer modo, verifica-se que a melhor defesa ao título que o Benfica poderá aplicar estará no ataque. Afinal, se se conseguir fazer dois a três golos por jogo, dificilmente não se conquistarão três pontos. Há muito a melhorar defensivamente, mas penso que isso virá com tempo, sinceramente.

 

Venha lá o Tondela!

 

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rematado às 08:55


Reflexões sobre o SC Braga e a História do futeluso

por Admirador do Isaías, em 23.05.16

As aspirações de António Salvador em promover o seu Sporting Clube de Braga para um estatuto superior são perfeitamente legítimas. É um homem ambicioso e claramente dedicado ao seu clube, quer se goste dele ou não.

Depois da habitual ironia caustica antes do jogo, em que achou bem lançar umas "bocas" aos rivais que não estavam na final, o presidente do FC Porto tem mantido um estranho e constrangedor silêncio após a derrota. É que vejamos: Pinto da Costa surgiu no Futebol Clube de Porto como o arauto de uma necessidade de combater o "imperialismo" Lisboeta, em particular do Sport Lisboa e Benfica (apenas porque era o que mais ganhava na altura, nada mais). Tomou de assalto o poder no seu clube (literalmente, como se sabe) e desde então que mantém o seu discurso coerente (apesar de absurdo) no qual afirma que o FC Porto é a "alternativa do norte ao centralismo do sul".

É óbvio, para quem tiver olhos para ver sem ser turvado por clubismos ou sentimentos regionalistas, que este discurso não tem sentido. Em primeiro lugar, o Sport Lisboa e Benfica não é um clube imperialista ou centralista, é sim um clube com uma ética de esforço e superação Histórica que lhe permitiu obter imensas vitórias, o que o torna num clube cativante - daí ser o clube com maior número de adeptos, não só em Portugal. De notar que o Benfica surge sem qualquer ideia de identificação local ou regional. Tinha o nome de Lisboa, tinha o nome de Benfica, mas não queria suportar-se numa representação local ou regional. Sempre quis ser maior e abrangente, recusou sempre definições que o limitassem ao local do seu nascimento, apesar de nunca renunciá-lo.

Pelo contrário, é o Sporting Clube de Portugal que nasceu desde logo com o intuito de ser representante (qual "clube único") de uma ideia de união nacional em torno de um clube que fosse a bandeira de Portugal no estrangeiro. A sua origem aristocrata e o seu mote fundador são sinais evidentes desse intento. O Sporting não contou foi com o facto de que a vitória, a glória e o carisma não são obtidos por decreto, nem tão pouco se compram. Deparando-se com um chato empecilho encarnado, com o nome pobre e plebeu de Benfica e que não negava a sua origem em Lisboa (ainda hoje é um problema para o Sporting ser associado a Lisboa no estrangeiro, por se considerar, à nascença, nacional), o clube de Alvalade procurou impôr-se pelo poder financeiro dos seus fundadores e pela ideia de que o que o Benfica tinha e conquistava, era, por direito inerente à sua condição de nascença, seu. Daí que tantos tivessem sido os jogadores e treinadores aliciados pelo Sporting após terem mostrado valor no Benfica - o Benfica não tinha o direito de ter os melhores, porque esses pertenciam ao Sporting por decreto.

Só que o Benfica, munido, como disse, de uma ética de esforço e superação incríveis, uniu-se sob a ideia de que o desporto era um mundo onde o poder político e financeiro não ditavam vencedores antecipados. Por isso é que, apesar de tantas vezes dado como ultrapassado ou derrotado, o Benfica se reergueu, sempre mais forte, pelo esforço e dedicação dos seus simpatizantes e sócios interventivos. O Sporting foi sendo consecutivamente atirado para segundo plano, quando julgava seu o direito de ser primeiro - é daqui que advém o sentimento dos Sportinguistas de que há um eterno "roubo" por parte do Benfica, a origem da questão é de que se trata de um "destino roubado", na realidade.


Posto isto, seria de esperar que o Futebol Clube do Porto, clube que nasceu para representar orgulhosamente a região da sua cidade, tivesse mais admiração pelo Sport Lisboa e Benfica que pelo Sporting Clube de Portugal - o que se verificou, de facto, durante décadas de rivalidade sadia e admiração mútua (como o provam, por exemplo, as inaugurações de ambos os Históricos estádios, tendo o Benfica participado na inauguração das Antas e o Porto na inauguração da Luz). Essa admiração advinha precisamente do facto de que o Benfica, à semelhança do Porto, era sustentado e engrandecido pelo orgulhoso trabalho dos seus sócios e não por uma ideia de direito à vitória, como era apanágio do Sporting.

Só que o Futebol Clube do Porto tinha, à partida, um limitador que não estava presente em nenhum dos outros dois clubes: a assumida representação da sua cidade como valor máximo da sua vontade de vencer. Este é que foi o verdadeiro limitador do FC Porto na sua ascensão perante o Benfica e o Sporting e não a adulteração histórica que Pinto da Costa promoveu, quando acusou os rivais de origem Lisboeta de vencerem pelo poder instituído. O que proporcionou a explosão vitoriosa do FC Porto após a chegada de Pinto da Costa e Pedroto foi que, com a liberdade da revolução, chegaram também "outras liberdades" a que o país não estava habituado e com as quais não sabia lidar. Nem todos os Portistas são Pintistas, por este motivo.

Assim, é de facto de estranhar que Pinto da Costa não tenha dado os parabéns ao Sporting Clube de Braga pela vitória na Taça de Portugal. O Braga é um clube do norte, da região que ele pretendia que o seu Porto representasse contra o "centralismo de Lisboa" e, por isso, uma parte de uma vitória sua, seguramente? Só que António Salvador e os Braguistas já há muito entenderam que para o presidente do FC Porto esse discurso de simpatia pelos outros clubes "do norte" só se aplica quando estes são subservientes aos interesses verdadeiramente centralistas de Pinto da Costa e, particularmente, só quando não ganham ao FC Porto. Há muito que se pode atribuir na promoção impressionante de clubes do norte à Primeira Liga, em particular daqueles possuidores de poucos sócios e de ainda menos recursos, a esta rede de interesses que ele soube montar, apelando a essa ideia de "clube único do norte", ao longo de quarenta anos do presidente do FC Porto. Já para não referir a adulteração e desrespeito dele para com a História do seu clube, o que, de fundo, envergonha os verdadeiros Portistas em relação a Pinto da Costa.

O SC Braga tem aspirações legítimas e tem todo o direito de lutar e trabalhar por elas. Muitas vezes, o seu presidente é deselegante e tem tiques reprováveis. No entanto, o que verdadeiramente pode assustar Pinto da Costa e, talvez, os Pintistas mais atentos é que o Braga pode vir a ocupar um dia o lugar que já foi do "antigo" FC Porto: o Braga é um clube com uma imagem muito menos fustigada pela atitude polémica e belicosa que deu força ao Porto e pode, por isso, se se mantiver por muito mais tempo o naufrágio Portista como nos últimos três anos, passar a ocupar a posição de grande clube da região. Ainda para mais, com cada vez mais interesse gerado, mais adeptos e mais sustentada e sólida presença na Europa... Grão a grão...

Só espero que o Sporting Clube de Braga, se de facto vier um dia a cumprir essa profecia, não lhe siga o exemplo. Penso que os Braguistas também não o desejam.

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rematado às 14:12


Edifício que treme mas resiste, é mais seguro

por Admirador do Isaías, em 03.05.16

Foi um fim de semana de dupla futebolada Benfiquista. Nesta recta final, com os nervos todos à flôr da pele, a equipa continua unida, determinada e bafejada pela tal estrelinha que só os campeões merecem. Trememos sim, mas temos sido sujeitos a um verdadeiro terramoto à nossa volta.

 

Edifício que treme mas resiste, é mais seguro que o que finge não tremer e tem as paredes a ruir!

 

Foi, por isso, com muito mais trabalho que estética que o Glorioso ultrapassou a barreira Guimarães para o campeonato e a barreira Braga para a Taça da Liga.

 

Quanto ao Guimarães: inacreditável postura de Sérgio "eu-já-fui-FCP-mas-agora-ninguém-gosta-de-mim-lá" Conceição. Uma frustração sem limites, um azedume típico de um perdedor que teve nas mãos um troféu o ano passado e deixou-o fugir em 5 minutos, que teve a oportunidade de levar um histórico Guimarães de novo à Europa mas culpa os jogadores por deixar escapar vantagens. Este treinador não só é pessoalmente baixo, como é um perdedor. Todo o mundo tem culpas no seu insucesso, nunca ele.

Ganhámos uma verdadeira batalha, mais que um jogo de futebol.

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.


Quanto ao Braga: foi um jogo sem Jonas e outro com. Duas metades completamente diferentes, diferenciadas exactamente pela qualidade do nosso mais-que-goleador. Houve outra vez a choraminguice sem sentido em relação às arbitragens, desta vez de Paulo Fonseca (que até tinha estado bem composto aquando do jogo para o campeonato), mas nem uma palavra quanto à falha inaceitável (e não é a primeira) de um guarda redes deste nível.

 

Que venha mais uma final desta taça que ninguém quer e o Benfica acumula.

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

Vamos lá agora à Madeira, concentrados e determinados em dar mais um passo para o 35!

 

NOTA: Uma palavra para a extraordinária época do nosso Glorioso Andebol! Impressionante a ascensão desta equipa e o que já garantiu e tem possibilidade de garantir ainda. De excelência. À Benfica!

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rematado às 09:18


Dimensões

por Admirador do Isaías, em 06.04.16

O Benfica fez em Munique ao Bayern aquilo que o Braga quis fazer ao Benfica na Luz.

Uma questão de dimensões; de clube, de cultura, de valia dos jogadores...

 

Com o Braga, é certo que tivemos a sorte do jogo - não sofrendo quando podíamos ter sofrido e marcando quando podíamos marcar - mas a dinâmica despertada pelo primeiro golo foi tão forte que a goleada é mais que justificada.

 

Achei curioso que Paulo Fonseca parece estar mais respeitoso quando se refere ao Benfica. Terá aprendido algo com a marca de bota que ainda deve ter ficado do pontapé no rabo que levou no Porto? Espera-se que sim.

 

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

 

Quanto a Munique, pergunto: quantas equipas teriam desmoronado após aquele golo aos 2 minutos? Sofrer um golo cedo em Munique diante deste Bayern de Guardiola não é desprimor nenhum, jogar de olhos nos olhos (com a diferença de dimensão dos jogadores disponíveis, claro) e não se limitar a sofrer vaga após vaga de ataques bávaros é um aspecto positivo e promissor. Aconteça o que acontecer, o Bayern já respeita o futebol Português novamente.

 

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

 

Ah e perdoem-me os analistas, eu, como Benfiquista e até mais esclarecido ainda pelas regras da FIFA (ver este post no NGB acerca disso), não penso que aquele lance do Lahm seja penalty. O braço está lá a apoiar o carrinho (seria quase impossível e muito pouco natural fazê-lo com os braços atrás das costas) e não há movimento do braço para ir ao encontro da bola quando esta é rematada pelo Gaitán. Em contraste com o penalty contra o Braga em que, aí sim, há movimento do braço após a bola sair do pé.

Adicionalmente, e nada tendo a ver com o assunto directamente, vendo as imagens, também me pareceu que o Fernando Torres foi bem expulso contra o Barcelona. A primeira entrada é alaranjada e ele ainda reclama com o árbitro, pondo-se a jeito. A segunda entrada, até pode ter sido um tropeção, mas quem vai entrar à bola assim habilita-se - o facto não é a intenção, mas a ocorrência: o jogador do Barcelona foi atingido com uma entrada ríspida que justifica o amarelo, que era o segundo na ocasião.

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rematado às 08:31


O jogo "zero" de um novo ciclo?

por Admirador do Isaías, em 01.12.15

Num jogo que se esperava complicadíssimo, eis que se tornou numa enorme vitória conquistada em Braga, fruto de um pequeno factor posicional no momento ofensivo, que faz toda a diferença, como é visível.

Baixar um dos avançados para ser assumidamente um "10", transformando o 4-4-2 num 4-2-3-1 (apenas no momento ofensivo, pois defensivamente a equipa mantém o 4-4-2 assumido, mas já lá vamos), oferece ao nosso jogo outra dinâmica, por possibilitar mais e mais fáceis linhas de passe interiores. Acabou, com esta mudança, o fosso enorme que se via no meio campo, que colocava a nossa equipa quase a jogar num absurdo 4-2-4. O jogo faz-se de trás para a frente!
Gaitán, que foi fazendo de "10" nesta partida, mas por vezes trocando com Pizzi, que jogou mais à direita, e Guedes, que esteve mais apagado à esquerda, teve sempre mais espaço desta forma e maior escolha no momento de decidir. Durante grande parte deste jogo, deixou de haver aquele "Benfiquinha" do cruzamento "à chouriço" para a área, a ver se cai alguma coisa no prato, e houve sim um bom Benfica, cheio de dinamismo ofensivo. O que faz um simples "detalhe" posicional!
E Mitroglou é absolutamente impressionante. Estando em condições físicas para jogar, deve ser titular indiscutível!

O posicionamento defensivo, no entanto, foi deficiente ainda, apesar de, com a confiança dos golos, se verificar uma outra dinâmica na pressão - em particular com a capacidade física de Sanches, que se tornou num titular indiscutível. O 4-4-2 a defender parece-me inadequado, sendo preferível o recuo do 10 para povoar o centro do meio campo quando não se tem a bola. Lisandro fez um belo golo, é forte no desarme, mas tem uma enorme dificuldade em manter a linha defensiva. Foi frequente encontrá-lo desalinhado: ora pela excessiva vontade de desarmar, ora por marcar apenas o homem, sem olhar ao posicionamento relativo aos seus companheiros da defesa. Não é fácil, mas acredito que com trabalho e confiança, possa chegar ao nível de Jardel.

Outra curiosidade muito positiva foi ter verificado que a equipa afinal sabe trocar a bola e pôr o adversário a correr atrás dela. Porque não o fez mais cedo? Bom, há mérito do Braga, que de facto quis muito virar o resultado, mas há algum demérito do Benfica, a nível do já referido posicionamento defensivo. Alguns detalhes na transição defensiva podiam ter dado um maior descanso à nossa equipa, mas com certeza que o Pinheiro do Eu Visto de Vermelho e Branco, dissecará isso que todos vimos de uma forma mais evidente e técnica.

O que se deseja é que este seja o jogo "zero" de um novo ciclo para Rui Vitória. Há que utilizar esta boa exibição de uma forma diferente do que se fez aquando da vitória em Madrid.

 

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

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rematado às 08:32


Considerações de fim de época

por Admirador do Isaías, em 01.06.15

No último jogo do campeonato, o grande Jonas conseguiu tornar-se no melhor marcador apesar de apenas ter chegado em Janeiro. Absolutamente notável! É claro que o fiscal de linha anulou, mas mesmo esse não seria necessário se os golos mal validados ao Jackson não contassem.
Enfim, o Jonas nem ficou aborrecido e eu também não. Um pouco como quando os miúdos querem muito ganhar às cartas e os adultos deixam que se faça batota para que eles fiquem contentes e não façam birra - não traz boa educação, mas compreende-se.


Na final da Taça da Liga, perante um Marítimo um pouco "trauliteiro" demais, o Glorioso lá conseguiu mais uma para a colecção. Dos jogos anteriores nesta época, os madeirenses perceberam que precisavam de travar os jogadores do Benfica com o que fosse possível. Se o árbitro não estivesse ali para ajudar à festa, a final tinha acabado mais cedo... mas assim também foi bom. Ao menos ninguém se lesionou!
O Luisão já não precisa de treino de pesos no ginásio do Seixal. Tantas são as vezes que ergue taças pesadas e anda com elas de um lado para o outro... cuidado com as hérnias! Precisamos de ti, Capitão!


Na Taça de Portugal, venceu o Sporting, lançando o derby eterno para a Supertaça. Foi uma vitória incrível em condições muito difíceis. O Braga não matou o jogo e o Sporting foi acreditando. A sorte favoreceu os mais audazes.
Foi o desfecho que preferi. O meu falecido pai, que era Sportinguista, teria jubilado. Onde quer que estejas, estás a sorrir com esta taça, não é? :-) Muitas saudades dos derbies que assistimos juntos... seria contigo que veria esta próxima Supertaça também.

O Braga tem muita ambição, o que é saudável, mas tem também muito más companhias e influências. Como disse neste post, não basta ter «vontade de ir para cima deles», há que jogar à bola, também.

Um conselho para os bracarenses:

«Para ser GRANDE, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive

                   Ricardo Reis
              (Fernando Pessoa)»

Funcionou para o Sport Lisboa e Benfica.

PS: Aguardo pacientemente pelo final da novela Jesus/Maxi.

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rematado às 11:12


Novelas à parte, um Grande joga assim

por Admirador do Isaías, em 16.03.15

Estreia-se este espaço de remates do Isaías pelo e sobre o Sport Lisboa e Benfica com uma análise ao encontro importantissimo deste sábado, no Estádio da Luz, diante do Sporting Clube de Braga.

Como tem sido habitual esta época, este jogo começou muito antes das 17 horas do dia 14. Começou nos jornais, na internet, nos videos distribuidos pelos "Facebooks" e afins, mas começou também nas "bocas" mais ou menos infelizes atiradas pelas várias partes interessadas no mesmo. O SL Benfica está em primeiro, apesar das limitações no plantel que são conhecidas (especialmente em comparação com a época anterior), pelo que o circo à sua volta, cada vez que joga, é ainda maior. Ainda para mais tratando-se do SC Braga, que tem demonstrado genuínas ambições de progredir em direcção aos três maiores clubes, tendo contado tanto com parcerias com o SL Benfica como com o FC Porto para se posicionar desse modo, estando, pelo menos a nível futebolistico (pois não é de todo comparável no que concerne ao número de sócios e adeptos), a ameaçar a posição de um Sporting Clube de Portugal que parece afundar-se até institucionalmente e que nunca conseguiu fazer uso do bom trabalho construtivo que teve durante algumas épocas, por falta de paciência (não do Domingos, daquela outra).

Como disse, o jogo começou muito antes do apito inicial. António Salvador, a seguir ao jogo com o Porto, no qual um Braga muito contido saíu derrotado por 0-1, disparou na direcção do líder do campeonato (mas mais na direcção do seu próprio balneário e treinador), dizendo que tudo iriam fazer para vencer na Luz na jornada seguinte. Muito se falou sobre isso, acusando-se o Braga de anti-Benfiquismo e pró-Portismo - acusações que são, apenas parcialmente, fundamentadas. O SC Braga não tem, a meu ver, nem uma coisa nem a outra, tem é ambição; tem de se movimentar entre os dois maiores clubes da actualidade e fazer um jogo diplomático que tente agradar a Gregos e Troianos, ao mesmo tempo que se vai afirmando em Portugal e tentando ganhar alguma experiência e visibilidade europeia também, tendo já feito excelentes campanhas europeias há umas épocas atrás. António Salvador até pode ser portista ferrenho, acredito que o seja, mas ele sabe que não pode excluir o SL Benfica das suas boas relações se quer continuar a ver o SC Braga a crescer. Uma coisa é a esfera pessoal, outra é a institucional. A meu ver, quer se considere que as palavras de António Salvador foram escolhidas com infelicidade ou que foram os jornalistas quem fizeram delas controversas, o presidente do Braga quis foi não deixar que a sua equipa entrasse em declínio futebolistico depois de se ter colocado em tão excelente posição. Mal ou bem, estiveram quase a conquistar um ponto em casa e perderam perto do fim. Com um jogo no Estádio da Luz ali tão próximo, é óbvio que o seu discurso externo se tratou de um clamor interno para não deixar que a sua equipa e o seu treinador desanimassem. Qualquer equipa com ambição deseja ganhar ao SL Benfica, por ser o maior e melhor clube, o exemplo Português do que é SER um gigante (mais que parecer) e o Braga não é excepção.

Rui Gomes da Silva ou foi extemporâneo na sua resposta, por ter confundido o discurso interno nos "media" com o discurso externo, ou foi astuto e "malandro". Ou confundiu o pessoal com o institucional ou entendeu o estado actual da equipa bracarense e lançou o dardo. O que transpareceu na comunicação social foi que o Presidente do SC Braga tinha dito a todo o SL Benfica que tudo ia fazer para os fazer perder o campeonato, quando o que ele fez foi dizer à sua equipa para tudo fazer para ganhar aos Campeões, dado que estiveram tão perto de empatar em casa com os Terceiros. Rui Gomes da Silva feriu, com ou sem intento, o orgulho de um clube em ascensão e de uma equipa que estava a perder forma. Por isso é que Sérgio Conceição reagiu daquela maneira. Até pode ter-se sentido, genuinamente, ofendido com o que fora dito implicitamente, mas a sua reacção denotou que ele percebeu que o fraco jogo do Axa (no qual quase saía com um ponto, ainda assim) foi fruto de um declínio de forma na sua equipa - talvez fruto da pressão do que se começa a exigir deste SC Braga. Ele sentiu que aquelas palavras só iriam prejudicar a recuperação psicológica e até física que ele queria fazer na equipa para se apresentar competitivo na Luz.

Depois, António Salvador tentou aparar o golpe, virando, pouco elegantemente, o "bico ao prego" e afirmando que o acusador até era sócio do SC Braga e que as suas palavras só iriam motivar a equipa para ganhar no Estádio da Luz. Esta resposta visava precisamente o mesmo que as suas primeiras declarações: tentar inverter, através de uma grande exibição e, talvez, resultado perante os Campeões em título e líderes do campeonato, o momento de forma da equipa.
Contas feitas, Rui Gomes da Silva ganhou a parada, especialmente pelo quanto conseguiu desestabilizar o treinador Sérgio Conceição. Não foi, no entanto, uma atitude institucional apropriada, pelo menos no que se refere aos valores do Sport Lisboa e Benfica - há outros clubes onde isso seria visto até como uma atitude louvável.
Não sendo grande apreciador de Luís Filipe Vieira, pessoalmente, compreendo a boa recepção que foi dada a António Salvador. Afinal, há que ter presente que não é só o SC Braga que tem beneficiado com as boas relações com o SL Benfica. O próprio Benfica já fez boas contratações em Braga e, como se sabe que a bolsa vai apertar nos próximos anos, provavelmente terá oportunidade de fazer mais e a um preço mais acessível que ir ao estrangeiro.

Apareceram também, e como é costume, as dúvidas em relação à neutralidade do árbitro - um pouco provocado pelo próprio, naquilo que é uma irresponsável utilização de uma rede social nas vésperas de um jogo já de si bem "aquecido". Enfim, estava tudo montado para uma grande assistência televisiva e, claro está, uma lotação esgotada na Catedral - tal só não aconteceu porque o SC Braga, apesar de, como referi, futebolisticamente ter vindo a aproximar-se dos "três grandes", ainda lhe faltam sócios e adeptos para "dar o salto". Cerca de 500 adeptos numa partida perante o primeiro, com a equipa ocupando o quarto lugar, é muito, muito pouco para um clube grande.


Perante estas novelas todas, lá se desenrolou o jogo - e que jogo! Que exibição do Sport Lisboa e Benfica, levado cada vez mais ao colo pela Onda Vermelha! Um SC Braga fragilizado psicologicamente não conseguiu soltar-se. Perdia a bola rapidamente diante da ambição e agressividade do meio campo Benfiquista e encontrava-se, continuamente, em postura defensiva. Quando tentou soltar-se, resumiu-se, insistentemente, à procura da velocidade de Pardo, na tentativa de explorar as debilidades defensivas de Eliseu. Só que até o açoreano esteve concentradissimo, quase sempre na antecipação, usando mais inteligentemente do que se tem visto o seu posicionamento defensivo para secar o seu flanco. Até deu para se aventurar lá à frente e aparecer, após algumas tentativas, para fazer o golo da tranquilidade.
Jonas demonstra jogo após jogo que é um avançado muito acima da liga Portuguesa e que representa o melhor negócio do SL Benfica deste século XXI, atrevo-me a dizer. Um jogador dispensado por um clube que tinha acabado de gastar mais de meia centena de milhões de Euros a reforçar-se precisamente no Sport Lisboa e Benfica, que chega e imediatamente se sobressai, pela visão de jogo, pela técnica, pelo sentido posicional e, claro está, pelos golos.


Nico Gaitán é o astro deste campeonato e que é muito melhor quando ocupa os espaços da posição 10 que os de extremo - e é, ainda assim, um dos melhores extremos deste campeonato, se não o melhor.
Sálvio apareceu quando se lhe pedia, sem medo, com raça, com a vontade de transportar a bola que se lhe reconhece.
Samaris foi uma parede no meio campo, contando com Pizzi para lhe dar sempre uma linha de passe para a frente, quando precisou. Maxi foi Maxi, o que é sempre imenso e o Luisão Capitão esteve tranquilo ao lado do seu comparsa Jardel. Lima foi importante na movimentação da equipa, mas começa a revelar algumas lacunas psicologicas perante as exibições de luxo de Jonas. Posso estar enganado, mas dá-me a ideia que o Lima fica nervoso em demasia quando Jonas brilha. Uma situação a acompanhar.

Em resumo, o SC Braga jogou, portanto, ainda pior que no Axa e perante uma equipa do SL Benfica que jogou muito mais que o FC Porto nessa partida. Confirma-se a quebra de forma nesta equipa, que agora parece ter visto o terceiro lugar fugir-lhe de vez - a não ser que se assista a novo cataclismo para os lados de Alvalade.
Para o Sport Lisboa e Benfica, as más notícias são a exclusão de Gaitán para a visita a Vila do Conde, mas já vencemos equipas em melhor momento sem a magia do Argentino.

Para continuar a vencer, a equipa do Sport Lisboa e Benfica tem de continuar a ser levada ao colinho pelos Benfiquistas...

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 e pelo Isaías! :-)

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