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Isaías no Benfica!


Primeira Liga 2017/18



Com o Fogo Sagrado, está o Quarto Anel

por Admirador do Isaías, em 01.05.17

Tivemos um jogo de grande sofrimento diante de um Estoril muito bem organizado e com enorme capacidade de pressão em todo o terreno. Alguém esperava algo diferente?

 

Nem seria desejável.

 

 

Não escreverei sobre futebol, tácticas ou jogadores. Escreverei sim sobre o que nos habituámos a chamar de "Mística", pois será a ela que teremos de apelar dia após dia.


A História do Benfica fez-se de vencer o impossível, que afinal era superável. Fez-se da dignidade de vencer em campo, mostrando-lhes todo o respeito, aqueles que quiseram acabar connosco inúmeras vezes. Fez-se de superar a traição, o abandono, o desdém, sempre, sempre com a vitória honrada e transcendente.

 

Foi o Fogo Sagrado, inspirando homens como tu e eu, que fez a nossa História, que nos transcendeu.

 

Este ano não é nem será diferente: no pé do Lindelöf, no pé do Jonas, na cabeça de Lisandro. Nos pés e cabeças e esforço de tantos remates certeiros que já alcançámos e dos tantos que ainda iremos conseguir.

 

Enquanto nos focarmos apenas e só em nós mesmos, enquanto procurarmos a nossa transcendência através da vitória, sejam quais forem os obstáculos no caminho, com o Fogo Sagrado, está o Quarto Anel; recheado de ilustres, que virá afinar a pontaria, fortalecer os músculos, inspirar a alma dos nossos bravos representantes em campo.

 

Sem rancores. Sem medo. Sem dúvidas.

Honrai agora os ases que nos honraram o passado!

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rematado às 20:24


Fazer do ataque a melhor defesa

por Admirador do Isaías, em 14.03.17

Com o regresso à Liga, o Benfica tinha pela frente um Belenenses que vinha a melhorar bastante nos tempos recentes, podendo, fruto disso, vir jogar futebol à Luz... nos períodos em que o Benfica lho permitiu.

 

Entrando forte e determinado, procurando provocar o erro madrugador do adversário, o Glorioso adiantou-se no marcador num lance de crença de André Almeida e de infortúnio para o nosso conhecido Miguel Rosa. Curioso como o dedo é apontado ao jogador por querer atrasar de peito para o guarda-redes, mas ninguém parece compreender que nenhum dos seus companheiros, podendo ver a presença de uma camisola vermelha por detrás de si, lhe lançou o aviso.

 

De qualquer forma, após o golo obtido e mais uma ou outra jogada interessante e promissora, mas sem conclusão, o Belenenses começou a estabilizar e aproveitou o abrandamento Benfiquista para jogar. Arriscando uma defesa bem subida, com o sucesso de ter cortado três lances de perigo com essa "armadilha", os Belenenses começavam a acreditar que com um golo virariam o rumo do jogo. Só que ao intervalo estava 1-0. Resultado parco para justificar tanto abrandamento no Benfica, ainda que se possa explicar com alguma fadiga europeia, talvez.

 

Na segunda parte, os azuis quiseram realmente procurar a fortuna e o resultado e conseguiram, num par de lances, assustar a defesa do Benfica. Num deles, a bola vai ao poste (Miguel Rosa outra vez) e logo a seguir Mitroglou faz o 2-0 de forma espectacular. Foi fazer do ataque a melhor defesa, sem dúvida, mas abrandar com 1-0, que não é situação nova, é demasiado arriscado numa fase em que a margem de erro é mínima.

 

A partir daqui, mais seguro, o Benfica susteve o Belenenses sem sustos de maior e conseguiu o golo da tranquilidade pouco depois, por Salvio, arrumando a questão, indo ainda a tempo de ver Jonas regressar aos golos, após uma brilhante triangulação com Samaris (bom jogo) e Mitroglou, e também de ver André Horta regressar à equipa tanto tempo depois, ainda que só por 5 minutos.

Haverá campeonato até ao fim. Contudo, quem tem este ataque, tem a melhor defesa possível ao seu título de campeão.

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rematado às 10:02


"Golinho gostoso!"

por Admirador do Isaías, em 06.02.17

Perante um Nacional em apuros, no Estádio da Luz, quaisquer que fossem as circunstâncias, a equipa do Benfica teria sempre a obrigação de vencer. Juntando a essa obrigação natural de "ser Benfica" os descalabros recentes e a tabela classificativa, a equipa estava obrigada a vencer e convencer.

 

Uma parte (e apenas uma parte, reafirme-se) daquilo que de mau aconteceu no Bonfim deveu-se à aparente falta de confiança na finalização. Ora, Jonas já estava a dever golos aos postes, aos guarda-redes adversários e, principalmente, a si mesmo. O primeiro, com um cabeceamento "como manda a lei", foi um alívio, mas no segundo, obtido com um remate em arco com o pé esquerdo, deu para ver a sua expressão de "golinho gostoso!".

 

Mitroglou também estava a dever e marcou logo na segunda oportunidade que teve. É um daqueles atacantes que só a presença em campo parece fazer os outros jogar, soltarem-se. Intimida e é um pedaço de gelo na decisão. Parece que nunca sorri, mas é um homem feliz com Jonas a seu lado - nota-se!

 

 

Em suma, 3 pontos, primeiro lugar e confiança reconquistada diante de um adversário que não colocou grandes problemas. Atenção que com o Arouca do Lito Vidigal há que jogar mais.

 

Que este impulso, esta revitalização, nos sirva para retomar o nosso melhor futebol.

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rematado às 07:59


O ataque será a melhor defesa do título

por Admirador do Isaías, em 08.08.16

A Supertaça é o primeiro troféu da época, apesar de se desenrolar cedo de mais na época para que se perceba o que aí vem com garantia. Consegue ver-se quem está melhor naquela fase, poderá prever-se o potencial, mas a época será longa e difícil de prever.

 

Posto isto, a verdade é que ontem se verificou que o Benfica 2016/17 de Rui Vitória será tão ou mais atacante que o de 2015/16.

Por um lado, tem a coesão de quem joga junto há bastante tempo: Pizzi dá à equipa um jogo central que nenhum outro extremo do plantel tem para dar e complementa Jonas de olhos fechados, enquanto Mitroglou, apesar de ontem me parecer mal fisicamente, percebe o que tem de fazer para que Jonas se solte. Ah! E habemus Júlio César! Que exibição do nosso guarda-redes!

Por outro, tem qualidade nos reforços: Cervi é craque, fazendo lembrar o melhor Saviola, e ganhou confiança com o seu primeiro golo. André Horta começa a entender melhor a sua função e a desempenhá-la bem, libertando-se da comparação com Sanches. Grimaldo dá muito mais técnica à equipa que Eliseu, perdendo na componente física para o seu colega de posição.

Parece-me, no entanto (e se ficar no plantel), que Jardel deverá jogar por Luisão. O capitão é importante psicologicamente, mas obriga a que Lindelöf corra por dois e esteja sempre na dobra. Jardel é, nesta fase da carreira, uma melhor solução... se ficar no plantel.

 

De qualquer modo, verifica-se que a melhor defesa ao título que o Benfica poderá aplicar estará no ataque. Afinal, se se conseguir fazer dois a três golos por jogo, dificilmente não se conquistarão três pontos. Há muito a melhorar defensivamente, mas penso que isso virá com tempo, sinceramente.

 

Venha lá o Tondela!

 

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rematado às 08:55


Jonas à campeão!

por Admirador do Isaías, em 20.03.16

Mesmo quase de saída para uma semaninha de férias, dou-me tempo para vir aqui deixar a minha homenagem a este conjunto de jogadores que, mesmo num jogo muito complicado, conseguiram manter o seu espírito "à Benfica".

 

O Boavista não merece este escalão, tal a choraminguice aliada à provocação. Tiveram o castigo merecido hoje e, pessoalmente, ficaria satisfeito que tivessem o castigo que merecem em Maio.

 

E aquele golo? Um jogador normal tinha colocado aquela bola na bancada. O Jonas não.

 

Fica o repto:

Jonas à campeão, Boavista na segunda divisão!

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

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rematado às 21:26


Grande Petit sem hipótese

por Admirador do Isaías, em 15.03.16

Quanto mais distantes ficam da salvação, mais os jogadores do Tondela entram em descrença. O grupo de jogadores não está ao nível da I Liga, é certo, mas com certeza que os verão produzir mais, logo que o veredicto esteja lançado e seja matematicamente impossível escapar à descida. Questões de arcaboiço emocional.

 

O nosso grande Petit, cuja saída extemporânea do Boavista é para mim ainda um mistério, veio agarrar um projecto sem pernas para andar ou, pelo menos, só podendo andar com pernas que não estas.

 

O Benfica não necessitou de se empenhar para vencer confortavelmente, pese os amarelos desnecessários de Jardel e Mitroglou (se bem que não me convenço que o do Grego não fosse propositado, pensando em "limpar" no Bessa). Jonas acrescentou mais dois à sua conta e só não será o melhor marcador este ano se for permitido ao Slimani passar a marcá-los com os cotovelos... e mesmo assim...

 

Mantivemos a liderança e ultrapassámos mais uma barreira. Juntos até ao fim, altura em que se farão as contas a esta interessante e completamente atípica época.

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

NOTA: Quanto às insinuações de Inácio acerca de Júlio César, enfim... só espero que os assalariados ao serviço de Bruno de Carvalho se mantenham nessa toada "peixeira". É que mesmo que fosse verdade, acabaram por unir ainda mais, como as declarações de Jorge Jesus já o tinham feito em relação a Rui Vitória. Pelo "peixe" lhes morre a boca - já ninguém os levará a sério quando se tratar de algo mesmo sério e grave.

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rematado às 13:52


O prejuízo do beneficiado ou o benefício do prejudicado?

por Admirador do Isaías, em 23.02.16

Como seria de esperar, muitos foram os que quiseram justificar a vitória clara do Benfica no Estádio Mata Real com o penalty ao cair do pano da primeira parte. Devo começar por dizer que, sendo um lance duvidoso - que é - me parece haver falta. Ainda assim, aceitaria que não fosse marcada, ao contrário de um outro de que ninguém fala, ao minuto 49, também sobre o Jonas, quando ele tocou a bola por cima e andava para trás. Como este (Jorge Ferreira) foi o mesmo árbitro que, noutros tempos de penúria há uns meses atrás, ia dando um empate ao Moreirense na Luz, com um golo em claro fora-de-jogo, como ficamos afinal?

Será o prejuízo do beneficiado ou o beneficio do prejudicado?

Nem uma coisa nem outra.

O Paços bateu-se bem, mas o Benfica foi superior. Foi superior na criação de lances de perigo, foi superior na concretização e foi superior tacticamente. Nada a apontar à estratégia do Paços, bem montada e organizada, explorando bem os momentos das transições em que o Benfica se revela mais vulnerável (grande golo de Diogo Jota, espero que vista o manto sagrado em breve!). Agora, não me venham com tretas sobre o penalty (que, admitindo ser duvidoso, penso ter existido) quando eu não reclamo nem reclamei o penalty no início da partida contra o Sporting na Luz, por exemplo, pois quem joga para ser campeão não pode se exibir de forma tão frágil perante um rival e reclamar um penalty num jogo que terminou 0-3.

O Benfica venceria este jogo: essa determinação na equipa e diferença de valor foi evidente. Diogo Jota foi o único que verdadeiramente mexeu com o jogo do Paços de Ferreira.

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

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rematado às 09:23


Jonas foi ao zénite cabecear

por Admirador do Isaías, em 17.02.16

zé·ni·te
(árabe samt, caminho, direcção, ponto no horizonte)
substantivo masculino
1. [Astronomia]  Ponto da esfera celeste que se encontra na direcção da vertical ascendente ao ponto de observação.
2. Em sentido menos rigoroso, parte do céu sobre a cabeça do observador.
3. [Figurado]  Ponto mais elevado a que se pode chegar.

 

Havia um claro nervoso miudinho nos nossos jogadores, um sentimento de dúvida pela derrota sexta-feira. Sentiu-se isso nos momentos de decisão, na falta de calma e discernimento nos momentos essenciais de cada lance.

Este Zenit apresentou-se com uma estratégia muito limitada, especialmente na transição ofensiva. Limitou-se ao passe para o ala disponível (em grande parte das vezes, Hulk) para este transportar a bola e procurar um desenlace ou tentar servir de imediato algum companheiro que corresse em profundidade. Esta previsibilidade deu-nos, em grande parte do jogo, um descanso defensivo que, não fosse o tal nervosismo, teria permitido o conforto de pelo menos mais um golo de vantagem na eliminatória.

No entanto, há que valorizar, uma vez mais, a crença até ao fim. Jonas foi mesmo ao zénite do céu procurar aquela bola para a levar ao coração de todos os Benfiquistas. Pena que hajam alguns que não entendam a grandeza deste goleador e ponham em causa a sua presença em campo. Deixam-se levar pelas opiniões de "pseudos", com certeza...

Esta vitória foi FUNDAMENTAL para o resto da época, aconteça o que acontecer na Rússia - isto porque reabre as portas da confiança anterior para a deslocação a Paços, isto é, limpa, mentalmente, o enguiço da derrota recente.

Carrega Benfica!

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.


Nota: Absolutamente vergonhosa a análise e comentários a esta partida na RTP 1, no pós-jogo. Desde verem uma suposta falta de Jardel no lance do golo (ridículo, só mesmo vindo de alguma mente ressabiada) até quase deixarem o desejo, nas entrevistas aos jogadores e treinador do Zenit que a equipa Russa elimine o Benfica. Uma vergonha, em especial por se tratar de um canal público!

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rematado às 08:02


Assim, não dás hipótese, Benfica!

por Admirador do Isaías, em 25.01.16

Uma exibição muito bem conseguida, empurrada por uma entrada "à Benfica", arrumando o adversário com dois golpes sucessivos, que possibilitaram a tranquilidade.

Alguns de vós conhecem a admiração que tenho pelas equipas preparadas por Lito Vidigal e o Arouca que se apresentou não foi excepção: teve vontade alcançar mais. Só que deparou-se com o melhor Benfica de Rui Vitória, aquele que progride no terreno em apoio e que reage com pressão apoiada quando perde a bola.

A jogar assim, não dás hipótese, Benfica!

 Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

 

PS: Desvalorizo por completo o episódio Jonas / Mitroglou. O grego já tinha desperdiçado três golos cantados e o seu colega de ataque estava chateado com ele por não meter a bola na baliza e acabar com o jogo. Nada de mais, nenhum drama, nem qualquer toque de vedeta. Existe sim um atleta que renasceu no Benfica e que lhe quer dar o melhor que tem de si. Mitroglou é um grande jogador, que eu quero ver a definitivo no Benfica, mas só tem a aprender com o veterano Brasileiro.

 

PS 2: Não se pode no entanto desvalorizar ou ignorar o que se passou no topo Sul da Luz. Há que resolver o problema de vez, tendo em conta a espada que paira sobre a cabeça Benfiquista no que concerne ao comportamento dos seus adeptos que era, historicamente, exemplar até à década de 90.

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rematado às 12:51


Ano Novo, Vida Nova

por Admirador do Isaías, em 11.01.16

Regressado de férias, volto assim aos comentários acerca do nosso Benfica.

Depois da sofrível estreia na Taça da Liga, houve Guimarães, houve Marítimo e, agora, Nacional em mais um truque de nevoeiro da Choupana. Verdade seja dita que, seja pelo ano novo, seja pela forma feliz como se obteve a vitória em Guimarães, seja mesmo pelas infelizes tiradas do treinador do Sporting que atiraram, finalmente, Rui Vitória para a ribalta comunicativa, vemos nesta fase uma equipa que tem alegria de jogar e que, parece, já gosta de jogar para o seu novo treinador. Isso colmata imensas lacunas, sem dúvida.

Ainda hoje, após a forma ridícula como sofremos o empate, a equipa não desmontou, mostrou vontade e confiança e chegou com naturalidade a um resultado confortável, numa deslocação tradicionalmente difícil, ainda por cima num relvado inacreditável para uma Primeira Liga. Grande Jonas, sim, mas enorme entreajuda de todos os jogadores, actuando como uma equipa, mesmo nos momentos negativos.

 

Aguardamos as cenas dos próximos capítulos, mas esta sequência essencial deixa-nos a quatro pontos do primeiro lugar (que na realidade são cinco), com uma segunda volta inteira por jogar. No mínimo, o que se pede é que esta equipa, treinador incluído, honre «agora os ases que nos honraram no passado».

Força Benfica!

 

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

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rematado às 14:09




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