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Isaías no Benfica!


Primeira Liga 2017/18



Karl Humanus tem razão

por Admirador do Isaías, em 15.12.17
Karl Humanus tem razão e tudo depende do que nós permitimos que aconteça entre nós.
Não se trata de quem gostamos ou deixamos de gostar, porque "valores mais altos se levantam e o valor mais alto, em termos futebolísticos, é o Benfica".
 
Através do Papoila Saltitante:

Eis o decálogo, eis os dez grandes objetivos das campanhas desestabilizadoras levadas a cabo pelo Futebol Clube do Porto e pelo Sporting Clube de Portugal de mãos dadas na Santa Aliança:
 
1. Fabricar e estabilizar um forte dispositivo de propaganda múltipla que produza e reproduza nas representações sociais a crença de que o Benfica é um clube corrupto que só vence pela chantagem e pelo condicionamento de instituições desportivas, árbitros e imprensa;
 
2. Produzir massivamente, através dos mais variados canais escritos e audiovisuais, ambiências emocionais acríticas que transformem pela repetição falsidades-estímulo em verdades indiscutíveis, sob execução dos directores de comunicação Francisco Marques e Nuno Saraiva e comando permanente de Pinto da Costa e Bruno de Carvalho;
 
3. Transformar os emails do Benfica obtidos através de crime informático em material incriminador, deixando na penumbra o crime de invasão da privacidade alheia e o crime de roubo económico em favor dos diálogos entre pessoas que são criminosamente transformados em cartilhas de corrupção activa pela descontextualização, pela deturpação e pela falsificação;
 
4. Linchar moralmente, da maneira mais torpe, quadros directivos do Benfica, dotando-os de malignidade e anti-cidadania nas percepções populares;
 
5. Colocar e/ou aliciar nas instâncias desportivas e nos jornais pessoas que sirvam os propósitos do programa propagandístico criado, fazendo com que a justiça e as penas sejam desse exclusivo foro e por essa via e nesse sentido fidelizem lógicas populares de pensamento e de acção;
 
6. Criar um ambiente decisório judicial e judiciário que criminalize severamente o Benfica e o ampute do seu poderio desportivo-financeiro, originando a ruptura dos apoios e dos parceiros internos e externos;
 
7. Provocar uma fractura entre adeptos e direção, levando aqueles a forçar o afastamento da actual direção modernizadora e do treinador e por esta via arruinar o futuro neste momento em construção através de uma nova direção que deSEIXALaria o que existe e viveria unicamente do futebol de onze e da aquisição onerosa de jogadores estrangeiros;
 
8. Enfraquecer a auto-estima dos atletas de todas as modalidades do Benfica e levá-los à desmoralização e às derrotas em campo;
 
9. Conduzir o Benfica a extremos de emoção, desânimo e revolta activa susceptível de originar castigos severos;
 
10. Incentivar directa e indirectamente a produção de falsos benfiquistas cavalos-de-tróia que ataquem o clube através de blogs e redes sociais, contribuindo desta maneira para ampliar a rede de desestabilização de nível central a cargo dos comandos da Santa Aliança. 
 
 
Karl Humanus in oubenficaouracha

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rematado às 13:41


Sporting cada vez mais cópia barata do FCP

por Admirador do Isaías, em 17.06.17

Acabei de ver o jogo Sporting - Benfica em Hóquei.

 

Antes de mais, tem de ser dito: O Benfica não foi campeão porque falhou nos jogos teoricamente mais fáceis. Pôs-se a jeito ao ter de depender de um jogo que, claramente, estava preparado para não só o roubo a que se assistiu, como também, para a salgalhada que se verificou no final.

 

Não se pode associar o título desta época a este jogo somente.

Contudo:
Como é possível que, depois do que se passou no ringue, o treinador do Sporting se queixar da arbitragem?
Como é possível que, tendo agredido pelo menos duas vezes, de forma visível, dois adversários, o Pedro Gil ainda vai tentar agredir o árbitro (atropelando um colega de equipa pelo caminho)?
Como é possível que o capitão da sua equipa tenha passado o jogo todo a provocar o público afecto ao adversário e tenha depois tentado provocar o jogador João Rodrigues?

É possível, porque o clube que representa está cada vez mais identificado com o FC Porto. Tentando, nesta fase da sua História, uma cópia barata do clube azul e branco, acabará por implodir, como aliás, já implodiu inúmeras vezes no seu passado. É que o FC Porto (de Pinto da Costa, principalmente), é o clube original da desonestidade e trapaça.

A pira da Retribuição que consumirá um, por todos os seus actos, poderá vir a destruir o outro também, agora, por arrasto moral. Cada qual com o seu Destino.

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rematado às 19:54


Guerrilha psicológica

por Admirador do Isaías, em 14.06.17

Decidi abster-me de comentar o assunto dos alegados emails supostamente exibidos pelo FC Porto e mantenho essa decisão. Decidi assim porque é, de facto, apenas e somente, um truque de guerra psicológica, bem ao estilo da CIA e do KGB, para que os Benfiquistas se desunam e façam tremer a estrutura do seu clube, semeando a desconfiança.

 

Debater o conteúdo dos alegados emails é, na psique colectiva dos Benfiquistas, validá-los, torná-los não só verdadeiros como factuais - pois é assim que a nossa mente funciona quando falamos de algo, mesmo que fictício. Curioso como é fácil ler na comunidade dos bloggers Benfiquistas que este ou aquele jornal ou orgão de comunicação social publica "não-assuntos" ou "fait-divers" leves, mas nesta situação, por mexer com algo que os Benfiquistas têm como sagrado (a integridade), já muitos caíram na armadilha, morderam o engodo.

 

Por exemplo, um artigo do género "Benfica interessado em [jogador X], mas [jogador X] recusa abordagem", sem qualquer base fundamentada. Numa notícia deste género, debater o jogador, a sua alegada vontade ou a suposta vontade do Sport Lisboa e Benfica em contratá-lo, é contribuir para que esse jornal continue a publicar o mesmo tipo de artigos, por causarem um efeito psicológico não só nos leitores afectos ao Benfica, como aos seus rivais. Não se debate os jogadores que factualmente estão no clube ou oficialmente saíram ou entraram, mas um jogador e uma vontade que pode ser totalmente inexistente.

 

Do mesmo modo, estes alegados emails, que nem sequer verificados foram pelos trâmites informáticos necessários, estão a tornar-se assunto mesmo antes de o ser. Não importa se se gosta ou não de Pedro Guerra ou sequer verificar como é que ele reage. Pedro Guerra foi escolhido para alvo, precisamente porque é o elo comunicacional mais vulnerável da estrutura. As opiniões acerca dele dividem os Benfiquistas, desde o início. Por isso, o ataque usa como se fosse uma debilidade a pluralidade de pensamento que existe entre os adeptos do Sport Lisboa e Benfica.

Imaginem esta montagem toda à volta de Rui Gomes da Silva, por exemplo. Não teria este impacto psicológico, porque Rui Gomes da Silva não é, mediaticamente, vulnerável como Pedro Guerra, nem divide as opiniões. Com estas granadas psicologicas (e que só explodem porque lhes damos fuel), o Porto tapa os seus problemas e tenta dividir aquele oponente que, tão visceralmente, odeia. Ah e o Sporting ajuda à festa, claro, porque apesar de ser evidente que quem traíu Bruno de Carvalho na conversa privada com os jornalistas é alguém ligado ao Porto, o actual líder dessa instituição prefere tudo, até um acordo com o diabo, a ver um Benfica vitorioso.

 

Por isso, e também como alerta para outros, afirmo que aqui não se debaterá um assunto que seja mera munição de uma arma de guerrilha psicológica. Não vou debater os emails ou Pedro Guerra. Também não inverterei as coisas e passarei a falar do Fair Play financeiro da UEFA ou do fosso financeiro de outras instituições.

 

Aqui mora o Fogo Sagrado e o Sport Lisboa e Benfica.

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rematado às 08:47


"Bem prega Frei Tomás..."

por Admirador do Isaías, em 18.04.17

 

Após um fim de semana no qual a equipa de futebol do Sport Lisboa e Benfica alargou um pouco a vantagem em relação ao Porto na segunda posição - tendo vencido o Marítimo enquanto que o Braga empatou com o segundo classificado - assistimos agora a mais um desfile de vitimização desresponsabilizante por parte de quem já poucos argumentos vai tendo para fazer vingar os seus ideais (se é que os tem de todo).

 

Com isto dito, não pretendo validar os cânticos dos adeptos Benfiquistas referentes ao trágico acidente de 1996 no Jamor. Bem pelo contrário.
São condenáveis e nada condizentes com o que o Benfica é.
Contudo, todos nós, Benfiquistas, Sportinguistas, Portistas, etc, partilhamos esta condição humana, com tudo o que tal acarreta. Alguns de nós pretendem transcendê-la, outros usufruí-la, por a favorecerem, outros apenas vão existindo. Estamos todos seguramente cientes, apesar de alguns moralismos fáceis que surgem sempre nestas alturas, que partilhamos todos desta tentação retaliatória perante a provocação, perante o insulto que, por vezes, parece nos ofender mais que uma agressão física. Faz parte da condição humana que todos partilhamos.

 

Os que agora se exibem na procissão da beatificação de vítimas destes horrendos cânticos (e reafirmo que são horrendos sem qualquer ironia), querem limpar seus próprios pecados, desviando atenções sobre as pedras que eles próprios lançaram sobre humanos, que, tal como eles mesmos, retaliaram. Para além do que se ouve abaixo, não esqueçamos aquele vídeo de há uns anos em que se apelava ao genocídio dos Benfiquistas, por exemplo, nem tão pouco do que tem sido a comunicação oriunda da instituição Sporting Clube de Portugal (particularmente desde a tomada de posse de Bruno de Carvalho) e da instituição Futebol Clube do Porto.

 

 

"Bem prega Frei Tomás! Faz o que ele diz, não faças o que ele faz!"

 

Melhor teria sido não retaliar desta forma absurda, mas que surjam então os santos entre os demais para nos mostrar como se faz com os seus actos, mais que com as suas palavras recheadas de falsa moral. Que aqueles que agora choram as palavras ofensivas não sejam aqueles que acossam o pior lado que todo o ser humano tem, seja ele adepto de que clube for ou tenha ele o ideal que tiver.

A equipa do Sport Lisboa e Benfica, os tais rapazes com o Fogo Sagrado, esses têm de se focar no seu trabalho somente. O barulho à sua volta é somente o reflexo do sucesso do seu caminho. Caminhá-lo é não ceder à tentação de competir contra os outros, mas sim manterem-se em competição consigo mesmos, com os seus próprios limites, transcendendo-os.

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rematado às 08:54


Hércules e o carroceiro

por Admirador do Isaías, em 03.04.17

Num comentário ao post anterior, achei apropriado colocar uma parábola clássica, na qual um carroceiro, vendo a sua carroça carregada atolada na lama espessa, decide que a sua única opção é rezar a Hércules, para que o ajude a ultrapassar tal situação complicada. Pediu o favor aos deuses e ajoelhou-se. Contudo, Hércules apareceu-lhe e disse-lhe que se quiser o favor dos deuses, então que se entregue ao esforço perante o que lhe parece complicado e então beneficiará da ajuda divina.

 

Perante o Porto na Luz, o Benfica jogou bem, teve momentos de algum desacerto que foram bem aproveitados pelo adversário, e parece querer queixar-se de algum azar nos momentos de decisão em que podia ter marcado o golo da vitória e também de irregularidades na arbitragem.

Nada disso, digo eu. O caminho está correcto e traçado. Estamos na frente mas toda uma comunidade jornalística quer fazer-nos pensar que o Glorioso tem diante de si o tal lodo espesso intransponível.

 

Continuem a trabalhar, a aplicar o vosso máximo esforço, a imbuir cada gesto com o vosso mais profundo desejo de vitória. A Águia voa alto, bem acima do tal lodo onde aqueles que não lhe conseguem chegar às asas, rastejam. Ela é que escolhe quem com ela voa.

 

 

«Hércules e o Carroceiro

Certa vez um Carroceiro estava a levar uma carga pesada ao longo de um caminho enlameado. Finalmente ele chegou a uma parte da estrada onde as rodas se afundaram no lodo até a metade e o quanto mais os cavalos puxavam, mais se afundavam as rodas. Assim, o Carroceiro largou o seu chicote, ajoelhou-se e rezou ao poderoso Hércules: "Oh Hércules, ajude-me nesta minha hora de angústia," implorou. Hércules apareceu a ele e disse:

"Vamos homem! Nada de preguiça. Levante-se e ponha seu ombro à roda.
Os deuses ajudam os que se ajudam a si mesmos.

 

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rematado às 08:53

Alguma vontade, mas pouca clarividência - assim foi a exibição da nossa equipa em Paços de Ferreira. Num campo pequeno, contra uma equipa tipicamente do "tugão", com 11 jogadores atrás da linha da bola quase constantemente, exigia-se maior capacidade física para compensar a técnica e criatividade impossibilitadas de aparecer.

 

Era jogo para Raul, para o choque, a garra, a insistência. Era jogo para André Horta ou André Almeida no meio. Era jogo para Carrillo, mais poderoso no ombro-a-ombro, e para Cervi, mais combativo, de início. Semelhanças com este jogo em Paços teremos ainda noutros até ao fim do campeonato - há que perceber que em Portugal há uma significativa parte dos estádios na I Liga que não têm condições para beneficiar a boa prática do jogo de futebol. Nesses jogos, temos de ser diferentes, temos de ser mais como eles são e ainda assim melhores. Querer jogar na técnica num campo como o da Mata Real, perante um adversário que no momento defensivo tem uma massa aglomerada em 30 metros do campo, é cair na armadilha. Teremos de ser uma equipa de choque, de embate, de capacidade física.

 

Assim, demos Paços em desacerto...

 

...mas depois, contra todas as previsões e até em oposição àquilo que parecia facto consumado (a perda da liderança), um golo do Carvalho e uma soberba exibição do também "nosso" Varela (que até contra o seu Benfica se exibiu em grande nível), ofereceram-me uma bela prenda no meu aniversário, bem compensatória do desaire no dia anterior. «E esta, hein?!»

 

Grato, João! Grato, Bruno!

Um dia regressam e envergam o manto sagrado! Estamos atentos a vós!

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rematado às 08:19


"Comprava-se toda a gente como quem compra tremoços"

por Admirador do Isaías, em 07.02.17

Copiando o título do companheiro Benfiquista blogueiro Benfica365, aproveito para partilhar também esta entrevista de Manuel José à TSF que, realmente, merece maior destaque que o que tem tido.

 
Foto: TSF

 

Manuel José, antigo treinador, fala sobre corrupção no futebol. Na TSF, deixa ainda elogios e criticas a Jorge Jesus e não só.


Manuel José não hesita em dizer que teve "vergonha de andar no futebol", nos anos 80 e 90, altura em que se compravam árbitros e resultados "como quem compra tremoços". O antigo técnico diz que essa foi a "fase mais negra do futebol português" e acrescenta que há quem queira voltar a esse tempo, tentando empurrar os árbitros para situações que já viveram no passado e que Manuel José considera vergonhosas.

Manuel José conversa com João Ricardo Pateiro

Em entrevista ao Entrelinhas da TSF, Manuel José conta uma história em que o tentaram comprar, no início de um jogo com a proposta "ganhas este jogo hoje e perdes os dois da próxima época". E denuncia que, foi por não pactuar com essas situações que acabou por ser afastado, por três vezes, do cargo de selecionador nacional.

Nesta conversa com João Ricardo Pateiro, Manuel José fala também o futebol de agora. Diz que Jorge Jesus é o melhor treinador da atualidade, sublinha mesmo que é melhor que José Mourinho, uma vez que joga "com nota artística" e não só para o resultado. Mas diz também que Jesus "tem de se moderar" e assumir os próprios erros quando erra, até porque "tem um ego doentio, patológico".

Por outro lado, e apesar de já ter dado a carreira como terminada, por razões pessoais e familiares, Manuel José diz que nunca treinaria o FC Porto com o atual presidente. Sem querer explicar as razões ficam as palavras: "não considero, não gosto, detesto" Pinto da Costa.

Sobre jogadores, Eusébio aparece no topo da lista. Para Manuel José, este é "o melhor português de todos os tempos", superior a Cristiano Ronaldo. Só no jogo de cabeça Ronaldo é superior a Eusébio, na comparação feita por Manuel José.

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rematado às 16:11


Há 15 anos, teríamos perdido

por Admirador do Isaías, em 07.11.16

A equipa do FC Porto entrou forte neste clássico e cedo se percebeu que toada teria o jogo.

O Portismo não tem apenas 30 e tal anos (muito pelo contrário) e este tipo de empenho demonstrado ontem é de um Porto "à antiga". O orgulho, a união e a raça que fizeram deste clube o terceiro grande, quando ainda Pinto da Costa nem sonhava ser Presidente.

Caceteiros? Ontem só numa ou outra ocasião; e com uma arbitragem neutra, o Porto "à moderna" dos últimos 30 e tal anos terá sempre dificuldades, por lhe faltar a base emocional que deitou fora em troca do ódio e da batotice. Isso é um problema do Portismo, contudo.

 

A equipa do Sport Lisboa e Benfica foi ontem empurrada demasiadas vezes para o seu reduto defensivo e percebia-se que, sem alterações, difícilmente não sofreria golos. Samaris sem ritmo, como se viu com o Kiev, pareceu-me má escolha para iniciar o jogo e a batalha do meio campo foi sempre desigual.

O golo surgiu, como infelizmente era espectável. Há 15 anos teria sido suficiente para a derrota - pela derrocada emocional e pelo controlo dos árbitros ainda então detido por Pinto da Costa. Só que esse controlo findou e este Benfica de Rui Vitória é pleno de espírito, forte emocionalmente e focado em si mesmo. Lesões e indisponibilidades nada significam para este grupo e para este treinador. Um mérito subvalorizado.

Esse espírito sobrepôs-se às dificuldades e à aparente montanha que havia que escalar - fez dela um montezinho de areia e o cabeceamento de Lisandro matou o fantasma dos 92 minutos no Dragão.

 

Olhemos fitos essa Águia altiva,
Essa Águia heráldica e suprema,
Padrão da raça ardente e viva,
Erguendo ao alto o nosso emblema!

Com sacrifício e devoção
Com decisão serena e calma,
Dêmos-lhe o nosso coração!
Dêmos-lhe a fé, a alma!

- excerto do Hino do Sport Lisboa e Benfica

 

Nota: Sei que ainda não o disse, mas chegou a altura. A postura e atitudes de Maxi Pereira diante do clube que lhe deu notoriedade e títulos, perante ex-colegas de equipa até, demonstram que, com ou sem Paco Casal metido ao barulho, tem o carácter de um rato de esgoto. Claro que Maxi deve dar o seu máximo no jogo ao representar o clube que agora lhe paga para jogar. Contudo, há uma grande diferença entre dar tudo futebolisticamente e ser arruaceiro e provocador. Olha, há um tal Nélson Sem Medo que irá ocupar o lugar no museu Cosme Damião que poderia ter sido teu.

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rematado às 07:54


Reflexões sobre o SC Braga e a História do futeluso

por Admirador do Isaías, em 23.05.16

As aspirações de António Salvador em promover o seu Sporting Clube de Braga para um estatuto superior são perfeitamente legítimas. É um homem ambicioso e claramente dedicado ao seu clube, quer se goste dele ou não.

Depois da habitual ironia caustica antes do jogo, em que achou bem lançar umas "bocas" aos rivais que não estavam na final, o presidente do FC Porto tem mantido um estranho e constrangedor silêncio após a derrota. É que vejamos: Pinto da Costa surgiu no Futebol Clube de Porto como o arauto de uma necessidade de combater o "imperialismo" Lisboeta, em particular do Sport Lisboa e Benfica (apenas porque era o que mais ganhava na altura, nada mais). Tomou de assalto o poder no seu clube (literalmente, como se sabe) e desde então que mantém o seu discurso coerente (apesar de absurdo) no qual afirma que o FC Porto é a "alternativa do norte ao centralismo do sul".

É óbvio, para quem tiver olhos para ver sem ser turvado por clubismos ou sentimentos regionalistas, que este discurso não tem sentido. Em primeiro lugar, o Sport Lisboa e Benfica não é um clube imperialista ou centralista, é sim um clube com uma ética de esforço e superação Histórica que lhe permitiu obter imensas vitórias, o que o torna num clube cativante - daí ser o clube com maior número de adeptos, não só em Portugal. De notar que o Benfica surge sem qualquer ideia de identificação local ou regional. Tinha o nome de Lisboa, tinha o nome de Benfica, mas não queria suportar-se numa representação local ou regional. Sempre quis ser maior e abrangente, recusou sempre definições que o limitassem ao local do seu nascimento, apesar de nunca renunciá-lo.

Pelo contrário, é o Sporting Clube de Portugal que nasceu desde logo com o intuito de ser representante (qual "clube único") de uma ideia de união nacional em torno de um clube que fosse a bandeira de Portugal no estrangeiro. A sua origem aristocrata e o seu mote fundador são sinais evidentes desse intento. O Sporting não contou foi com o facto de que a vitória, a glória e o carisma não são obtidos por decreto, nem tão pouco se compram. Deparando-se com um chato empecilho encarnado, com o nome pobre e plebeu de Benfica e que não negava a sua origem em Lisboa (ainda hoje é um problema para o Sporting ser associado a Lisboa no estrangeiro, por se considerar, à nascença, nacional), o clube de Alvalade procurou impôr-se pelo poder financeiro dos seus fundadores e pela ideia de que o que o Benfica tinha e conquistava, era, por direito inerente à sua condição de nascença, seu. Daí que tantos tivessem sido os jogadores e treinadores aliciados pelo Sporting após terem mostrado valor no Benfica - o Benfica não tinha o direito de ter os melhores, porque esses pertenciam ao Sporting por decreto.

Só que o Benfica, munido, como disse, de uma ética de esforço e superação incríveis, uniu-se sob a ideia de que o desporto era um mundo onde o poder político e financeiro não ditavam vencedores antecipados. Por isso é que, apesar de tantas vezes dado como ultrapassado ou derrotado, o Benfica se reergueu, sempre mais forte, pelo esforço e dedicação dos seus simpatizantes e sócios interventivos. O Sporting foi sendo consecutivamente atirado para segundo plano, quando julgava seu o direito de ser primeiro - é daqui que advém o sentimento dos Sportinguistas de que há um eterno "roubo" por parte do Benfica, a origem da questão é de que se trata de um "destino roubado", na realidade.


Posto isto, seria de esperar que o Futebol Clube do Porto, clube que nasceu para representar orgulhosamente a região da sua cidade, tivesse mais admiração pelo Sport Lisboa e Benfica que pelo Sporting Clube de Portugal - o que se verificou, de facto, durante décadas de rivalidade sadia e admiração mútua (como o provam, por exemplo, as inaugurações de ambos os Históricos estádios, tendo o Benfica participado na inauguração das Antas e o Porto na inauguração da Luz). Essa admiração advinha precisamente do facto de que o Benfica, à semelhança do Porto, era sustentado e engrandecido pelo orgulhoso trabalho dos seus sócios e não por uma ideia de direito à vitória, como era apanágio do Sporting.

Só que o Futebol Clube do Porto tinha, à partida, um limitador que não estava presente em nenhum dos outros dois clubes: a assumida representação da sua cidade como valor máximo da sua vontade de vencer. Este é que foi o verdadeiro limitador do FC Porto na sua ascensão perante o Benfica e o Sporting e não a adulteração histórica que Pinto da Costa promoveu, quando acusou os rivais de origem Lisboeta de vencerem pelo poder instituído. O que proporcionou a explosão vitoriosa do FC Porto após a chegada de Pinto da Costa e Pedroto foi que, com a liberdade da revolução, chegaram também "outras liberdades" a que o país não estava habituado e com as quais não sabia lidar. Nem todos os Portistas são Pintistas, por este motivo.

Assim, é de facto de estranhar que Pinto da Costa não tenha dado os parabéns ao Sporting Clube de Braga pela vitória na Taça de Portugal. O Braga é um clube do norte, da região que ele pretendia que o seu Porto representasse contra o "centralismo de Lisboa" e, por isso, uma parte de uma vitória sua, seguramente? Só que António Salvador e os Braguistas já há muito entenderam que para o presidente do FC Porto esse discurso de simpatia pelos outros clubes "do norte" só se aplica quando estes são subservientes aos interesses verdadeiramente centralistas de Pinto da Costa e, particularmente, só quando não ganham ao FC Porto. Há muito que se pode atribuir na promoção impressionante de clubes do norte à Primeira Liga, em particular daqueles possuidores de poucos sócios e de ainda menos recursos, a esta rede de interesses que ele soube montar, apelando a essa ideia de "clube único do norte", ao longo de quarenta anos do presidente do FC Porto. Já para não referir a adulteração e desrespeito dele para com a História do seu clube, o que, de fundo, envergonha os verdadeiros Portistas em relação a Pinto da Costa.

O SC Braga tem aspirações legítimas e tem todo o direito de lutar e trabalhar por elas. Muitas vezes, o seu presidente é deselegante e tem tiques reprováveis. No entanto, o que verdadeiramente pode assustar Pinto da Costa e, talvez, os Pintistas mais atentos é que o Braga pode vir a ocupar um dia o lugar que já foi do "antigo" FC Porto: o Braga é um clube com uma imagem muito menos fustigada pela atitude polémica e belicosa que deu força ao Porto e pode, por isso, se se mantiver por muito mais tempo o naufrágio Portista como nos últimos três anos, passar a ocupar a posição de grande clube da região. Ainda para mais, com cada vez mais interesse gerado, mais adeptos e mais sustentada e sólida presença na Europa... Grão a grão...

Só espero que o Sporting Clube de Braga, se de facto vier um dia a cumprir essa profecia, não lhe siga o exemplo. Penso que os Braguistas também não o desejam.

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rematado às 14:12


Sorte, inteligência e eficácia

por Admirador do Isaías, em 13.02.16

Este Benfica - Porto fez-me lembrar o Porto - Benfica do campeonato passado. A equipa visitante na expectativa, suportando a pressão como possível (com um grande guarda redes e uma grande dose de sorte) e a da casa, por estranho que pareça, se apresentou nervosa e nunca se conseguiu ver livre desse nervosismo, nem mesmo após a vantagem no marcador.

Sim, o Porto teve a sorte do jogo, marcando as suas oportunidades em momentos-chave (aí está o paralelismo com o jogo do Dragão na época passada). Teve, contudo, a mesma inteligência posicional do Benfica no Dragão em Janeiro de 2015 - havia sempre um homem presente nos espaços onde o Benfica tentava criar linhas de passe. Teve, também, e tal como o nosso Benfica nesse tal jogo, a eficácia que nos faltou ontem.

Não hajam dúvidas: outro galo cantaria hoje se uma das imensas oportunidades para fazer o 2-0 ou mesmo o 2-1 tivesse entrado. No entanto o futebol não se faz de "ses" e a realidade é que foi o Porto que conseguiu, num lance posicionalmente e dinamicamente perfeito, fazer o 1-2.

A partir daí foi mais coração vermelho e astúcia azul. Estando triste com o resultado, não posso deixar de sentir que uma equipa campeã tinha a responsabilidade de arrumar o jogo depois do 1-0. Não o tendo feito, deixou o adversário crescer, acreditar, empatar e depois dar a volta. Casillas foi bom, Maxi secou Gaitán, mas isso não explica tudo. Dado o contexto antes do clássico, José Peseiro preparou a equipa bem, especialmente na vertente posicional e emocional. Rui Vitória, nem por isso.

Ainda há muito campeonato, mas tão apertados de pontos, já temos desvantagem em confronto directo com os dois rivais.

 Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

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rematado às 11:21




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