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Isaías no Benfica!


Primeira Liga 2017/18



O Fogo de que é feita a Vida

por Admirador do Isaías, em 08.05.17

Já muitos compararam os "vai-vens" de um jogo de futebol com os altos e baixos do trajecto de uma vida humana. Compreendo e aceito a metáfora, mas, pessoalmente, considero que tal paralelismo deve ir mais além. Não são apenas as nossas vidas pequenas (se comparadas com o todo avassalador à nossa volta), que estão espelhadas naquele rectângulo de relva.

 

Há umas semanas tinha feito referência à vontade, trabalho e esforço que o Sport Lisboa e Benfica teria de aplicar para ultrapassar o lodo em que se vê inserido, a toda a sua volta, utilizando uma parábola clássica. Tal lodo nunca desaparecerá, por ser natureza da nossa existência, mas neste ciclo temporal que é um jogo, que é um campeonato, que é esta simulação de uma era inteira, demonstra-se quem resiste, quem persiste, quem se transcende.

 

Ontem, assistimos a um embate de duas grandes equipas. De um lado, um Rio Ave em crescente afirmação, cada vez mais com um projecto sustentado desde a formação e com valências e competências que não são recentes. Do outro, um Benfica à beira de um sonho, de ombros postos à roda da sua carroça, atolada na lama composta por todos os que odeiam o Fogo da Vida.

 

E foi isso mesmo que se passou: uma luta persistente, sem descanso, ciente da humildade de que se fazem os Campeões, sem pejo de defender cada pedaço de relva como se fosse sempre aquele lance o decisivo. Sofremos, sim, mas porque do outro lado esteve uma enorme equipa, que quis ganhar, que nunca cedeu às tentações do anti-jogo. Estivemos à altura, porque fomos sempre superiores à tentação do nervosismo próprio, associado ao movimento dos ponteiros do relógio.

 

No momento certo, no aproveitamento da descompensação contrária num contra-ataque perfeito, Jonas descobriu o espaço de forma mágica, Sálvio, fresquinho, correu com o sonho de milhões nos pés e, perante os gritos de todos nós que ele terá ouvido na alma ("Passa a bola, Sálvio! Passa a bola, Sálvio!"), levantou a cabeça, colocou a bola redondinha nos pés de Raúl para que ele nos elevasse a todos à suprema alegria do golo.

 

A nossa luta de então não terminou aí, da mesma forma que a nossa luta por este Tetra continuará, pois nada estava ontem, nem está ainda hoje, ganho. Tivemos de saber suportar depois o orgulho ferido de um conjunto de jogadores que querem muito ser como nós, partilhar da nossa chama. Fazem falta ao futebol Português mais equipas como este Rio Ave, que querem jogar o jogo e sabem fazê-lo.

 

Já perto do fim, contámos ainda com a intervenção do nosso magnífico Manuel Bento, que primeiro defendeu um remate para o poste e depois desviou a recarga por cima da barra. Não o viram? Revejam bem a repetição, com toda a atenção, e lá o verão, com o seu farto bigode e os seus despenteados caracóis ao vento, defendendo a baliza do seu Benfica contra o mundo.

 

 

Nada está ainda ganho. Estamos perto, sim, mas nunca como no momento mais próximo da vitória é necessaria a concentração.

 

«O jogo mais difícil de ganhar, é o jogo ganho», citando Emanuel Lasker, o grande jogador de xadrez.

 

Vençam por vós, vençam por nós, vençam pelo Fogo de que é feita a Vida!

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rematado às 07:57


Raúl-Ave rapina Rio Ave

por Admirador do Isaías, em 25.04.16

Fazendo a devida ressalva em relação à infelicidade do jogador que representa o Rio Ave (e que não tem culpa nenhuma do nome que tem), há uma justiça poética que um jogo tão importante tenha sido resolvido com a ajuda infeliz de alguém cujo nome representa o que de mais bilioso há no anti-Benfiquismo: André Vilas Boas.


É claro que o outro tem uma grafia diferente e este jogador, se calhar, até é boa pessoa, mas que há algo de poético nisto, há.

 

Foi um jogo muito difícil, como esperado, mas como jogámos de uma forma estruturada - muito respeitinho pelo adversário! - dificilmente o Rio Ave nos conseguiria criar perigo, excepto num lance de bola parada ou algo fortuito. O nosso problema neste jogo residiu na criação e finalização. Podíamos e devíamos ter marcado mais cedo.

 

Só que estava escrito que tinha de ser Raúl-Ave de rapina a ir buscar aquela migalha largada pelo capitão do Rio Ave. Merecemos este desfecho, pois fomos a única equipa a querer chegar ao golo... e Raúl "9 milhões" já pagou a metade do seu passe com os seus golos cirúrgicos.

 

A sorte protege os audazes!

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

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rematado às 08:55


5 para o 35

por Admirador do Isaías, em 11.04.16

Foi mais um fim de tarde de sofrimento, com o onze necessário para alcançar a vitória em mais uma das finais que nos afastam do tão desejado (e tão improvável, há uns meses) TRI.

 

A Académica fechou-se bem no início e beneficiou de um golo que lhes caíu do nada, num corte curto de Eliseu, mas, principalmente, numa ausência de marcação à zona da segunda bola por parte de Samaris e Renato. Com natural superioridade, o Benfica pressionou e empurrou o seu adversário, criando perigo e tentando desbloquear a defesa adversária. Mitroglou cabeceou com classe para o empate e Pizzi teve a um toquezinho de distância de virar o resultado ainda no primeiro tempo.

 

Na segunda parte, a Académica mostrou porque defendo que a Primeira Liga Portuguesa não deve ter mais que 10 ou 12 equipas no máximo: anti-jogo, anti-jogo e mais anti-jogo. Nada tenho contra jogar com o relógio com bola, trocar, tentar gerir linhas e as zonas onde o adversário pode jogar. Agora, aquilo que assistimos da Académica, e que já tínhamos assistido do Boavista, é do mais reles anti-jogo: fingir lesões e procurar o conflito pela provocação. Equipas que jogam assim não pertencem à elite do futebol Português - isto se realmente quisermos uma Primeira Liga que represente o que de melhor temos no nosso nível de futebol.

 

Apesar dessa postura, fez-se justiça em Coimbra como no Bessa. Desta feita foi Jiménez, com um golo de classe, a colocar-nos a 5 jogos do tão querido 35!

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

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rematado às 09:50


Eusébio na bota de Jimenez!

por Admirador do Isaías, em 10.03.16

Foi preciso sofrer, mas já se sabia que o sofrimento teria de fazer parte desta segunda mão. Afinal, cabia à equipa Russa, em sua casa, tudo fazer para virar a desvantagem mínima que trouxe da Catedral.

Ainda assim, o Benfica entrou com a ideia de disputar a partida e marcar o seu golo. A consegui-lo, obrigaria o Zenit a ter de escalar a montanha psicológica de três golos.

 

Após uma primeira parte dividida, a segunda teve um Zenit mais pressionante, pressionada que estava a equipa para marcar o golo do empate na eliminatória. Foi, curiosamente, num lance ao estilo do clube do qual o seu treinador é adepto, que o Zenit, por fim, empatou a eliminatória:

 

Um lance repleto de garra, de ímpeto, de irregularidade e de um árbitro complacente.

 

No entanto, ao contrário de outras equipas que também sofreram na pele decisões incorrectas de árbitros perante equipas Russas nesta prova, o Benfica não chorou. Acreditou, encheu o peito e foi em frente tentar resolver o jogo de seguida. É certo que contamos com o espírito de Eusébio, mas isso não torna ilegal o golo inventado pela fé de Jimenez - afinal, não há regra que se conheça que impeça a intervenção divina ou espiritual. À bota de Jimenez desceu o pé direito de Eusébio e a fé do Mexicano fez o resto: remate impressionante, defesa incrível do guarda-redes, encosto de Gaitán para o 1-1 e a resolução da eliminatória. Grato Eusébio! Grato Jimenez!

 

Com o adversário já resignado, Talisca ainda pôde, com facilidade e um toque de classe, fazer o segundo golo.

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.


Uma equipa pequena ter-se-ia desmoronado após o golo do Zenit (ainda por cima obtido da forma que foi). Só que o Sport Lisboa e Benfica é GIGANTE!

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rematado às 07:54


Taça da Liga Inatel

por Admirador do Isaías, em 30.12.15

Com 90 minutos de futebol jogado ao nível da honorável amadora Liga Inatel (o que não é nada fácil, tendo em conta a qualidade dos intervenientes), o Sport Lisboa e Benfica lá conseguiu arrancar a vitória, uma vez mais, à laia da "chouriçada" de Rui Vitória - e mesmo assim tiveram de entrar Renato (que está já a sentir a pressão de andar a apanhar bonés no meio campo, sem haver qualquer ligação estratégica e táctica), Jonas (que anda ali a tentar dar um toquezinho de classe na equipa) e Jiménez (que tem presença e vontade de correr sempre atrás da bola).

 

Manuel Machado, cuja equipa de SUPLENTES quase humilhou o Benfica na Luz ontem, não fossem Ederson, Lisandro e alguma fortuna, viu a sua equipa jogar a um nível superior e comentou aguçadamente acerca da actual baixa exigência Benfiquista, na flash interview. Tem toda a razão. Infelizmente, um dos produtos da BTV tem sido, ao invés do zelo pelo Benfiquismo (que inclui a exigência e a transparência como valores), a protecção à estrutura de poder que do clube se alimenta. O Benfica também pode ser uma empresa, mas não é uma empresa no seu âmago: é um CLUBE de FUTEBOL e, historicamente, do melhor FUTEBOL do país, da Europa e do Mundo. Quem não entende isto, não entende o Benfica, lamento!

As palavras do treinador do Nacional (que não se limitaram à flash interview nem tão pouco à qualidade do futebol do Glorioso) perfuraram de tal modo a máscara de luzes e ruído que fez com que os primeiros comentários do profundamente nojento Pedro Guerra (figura de prôa da propaganda da estrutura), na BTV, claro, fossem proferidas no sentido de menorizar o que havia sido dito, tendo potencial para tocar no verdadeiro Benfiquismo. Manuel Machado é um cromo, sem dúvida, mas diz o que pensa. Pedro Guerra não tem autoridade moral para sequer proferir uma palavra em nome do Sport Lisboa e Benfica. Só que a culpa não é dele.

 

Se não queres moscas em casa, limpa a merda.

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rematado às 09:14


Isto não é nada!

por Admirador do Isaías, em 31.08.15

O nosso Glorioso lá conseguiu, a custo, como tem sido sempre esta época, arrancar mais três pontinhos na Luz. Frente a uma equipa como o Moreirense, que luta pela manutenção, voltámos a mostrar muito pouco futebol. A equipa de Moreira de Cónegos fez pela vida e implementou o seu jogo, mas cabia ao Benfica a responsabilidade de pegar nas rédeas da partida.

A nossa equipa não jogou nada. Este tem de ser o primeiro comentário ao jogo jogado. Não há um pingo de coordenação, organização e interajuda, sejam elas defensivas ou ofensivas. Tudo é feito em esforço e demasiado entregue à capacidade criativa e à imprevisibilidade das unidades individuais. Acabámos por sofrer o primeiro golo num lance em que o Lisandro parecia um juvenil: largou a marcação do homem mais avançado do adversário, quando contava com o apoio de mais, pelo menos, três colegas contra outros dois, para, imagine-se, se virar para a bola! Quando o fez perdeu o avançado de vista e este ficou à vontade. Mais! Reparem nas imagens a colocação do resto dos colegas defensivos. Do lado contrário, caso o avançado Raphael quisesse cruzar ao segundo poste, aparecia isolado um outro jogador Moreirense! Inacreditável como vai tudo à bola e ninguém organiza!

Pronto, aos repelões e com dois avançados de área e um génio Jonas atrás deles, lá conseguimos fazer três golos e ainda compensar um golo irregular do adversário, em fora-de-jogo, só que isto não é nada! O único dos três golos que marcámos que é de facto originado por uma boa jogada, é o segundo, o do Samaris: boa capacidade do Mitroglou para suster a bola e um passe atrasado que rasga a organização defensiva contrária, sim Sr. No entando, os outros dois, sendo verdade que foram cruzamentos impecáveis do Gaitán, foram lances de "deixa mandar lá para dentro a ver se pega"... e lá pegou duas vezes, com duas excelente finalizações, de Jimenez e de Jonas, mas isto é demasiado ao acaso! Tinha sido um lance semelhante que abrira o marcador com o Estoril...

Eu sou paciente, no sentido de perceber que ideias novas não entram logo todas na equipa e que a preparação da pré-época foi desastrosa. No entanto, há que ver alguma coisa em campo e o que vejo, de momento, são onze jogadores e não uma equipa com o mínimo, o mínimo, de coordenação de qualquer espécie. Falta um plano, seja ele qual for.

Repito: Isto não é nada!

 

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

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rematado às 14:31




Admirador do Isaías

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