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Primeira Liga 19/20



Foi engodo à toupeira?

por Ao Colinho do Isaías, em 29.11.18

Tudo o que diz respeito ao Benfica, especialmente se for polémico, é um festim para a comunicação social deste país. Muito tem sido dito e escrito, ao longo dos últimos anos, por jornalistas e bloggers, com aparente acesso a vislumbres do que se passa dentro de portas do clube e da SAD.

 

Luís Filipe Vieira pode ser muita coisa, mas estúpido, não é. Será que aproveitou este momento para expor a verdadeira toupeira (dentro) do Benfica? É que à noite teve uma reunião com um número limitado de pessoas onde afirmou perante todos que Rui Vitória sairia. Depois, especulo eu apenas, imagine-se que a sós com cada um dos presentes, deu um nome diferente a cada um para o sucessor de Rui Vitória. A quem desconfiava mais, porque de certeza já desconfiava, deu o de Jorge Jesus.

 

E qual foi o nome que, em primeiríssimo lugar,  logo ao fim da noite, começou a sair nos meios de comunicação social e blogs, como sucessor de Vitória? Jorge Jesus. A toupeira identificou-se, mordendo o engodo. Quem será a toupeira? Talvez fiquemos a saber em breve. Tenho o meu palpite, mas guardo-o comigo.

 

Não ficou, como eu desejava, absolutamente claro que Jorge Jesus nunca mais, mas deu a entender, quando disse que queria alguém perfeitamente identificado com o "projecto da formação", que não seria hipótese. Espero, verdadeiramente, que nunca mais seja hipótese, mas não ficou absolutamente clarificado.

 

Não entendo, honestamente, os reais motivos que levaram Luís Filipe Vieira a manter Rui Vitória, nem se este conseguirá agarrar outra vez nos seus jogadores e arrancar a equipa deste ciclo, invertendo-o. Duvido que tenha mesmo sido "uma luz que lhe deu", excepto a "luz" de saber com toda a certeza quem é que andava a dar informações à comunicação social. Que terá aproveitado este seu passo de dança para expor o bufo, isso parece-me evidente.

 

Vamos aguardando pelas cenas dos próximos capítulos.

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rematado às 21:10


A vulgar metáfora da vaca

por Ao Colinho do Isaías, em 29.11.18

Devo começar por esclarecer que NINGUÉM na blogosfera me conhece pessoalmente ou sabe quem eu sou. Sou um anónimo Benfiquista que, como tantos outros, escreve o que pensa de forma independente e quando tem algo para dizer, individualmente. Não comunico com qualquer outro blogger Benfiquista fora das caixas de comentários, que são públicas e visíveis neste e noutros blogues (quando os comentários não são censurados, claro está).

 

Por forma a deixar clara a minha posição absolutamente individual quanto à propaganda em curso para limpar a imagem de Jorge Jesus e fazer os Benfiquistas aceitar o seu regresso, penso ser mais fácil fazê-lo, falando em Português "tasqueiro", ou seja, em linguagem mais popular e até vulgar, se não me levarem a mal, nem se sentirem ofendidos (agradeço o esforço nesse sentido).  Vou tentar esclarecer, com uma metáfora, como vejo INDIVIDUALMENTE (só aqui da minha cabeça, sem conspirações com mais ninguém, nem acções concertadas) essa propaganda em curso.

 

Assim, é equivalente a uma namorada toda boa que se teve durante anos e com quem tínhamos grandes noitadas de caloroso convívio. Acontece, contudo, que sustentar esse namoro saía caro, bem caro. Eram os jantares, as jóias, as roupas, os cremes, tudo caríssimo, mas ela era tão boa que até se ajoelhou, depois de quase nos levar ao êxtase mas nos deixar pendurados e agarrados, perante aquele gajo que não te grama nem à lei da bala - para seu regozijo e tua vergonha.

 

Pois a certa altura, e uns tantos orgasmos e muito dinheiro gasto depois, começou a considerar-se que era muita massa. Começou a repensar-se a relação - havia que baixar os custos e que propor-lhe algumas alterações à forma como funcionava este intercâmbio. O que faz então a namorada? Começa a olhar à volta e vai jantar com um dos teus inimigos enquanto ainda andava contigo e a planear o seu futuro sem ti - afinal ela é a última bolacha do pacote.

 

Pois bem chega um belo dia em que, depois de terem mais um orgasmo "à campeão" juntos, ela corre para os braços do teu inimigo, que lhe prometeu mais roupa e jóias (e não esquecer as vastas contas do cabeleireiro) e começa a dizer mal de ti - não só a ele, mas aos "manfios" com quem ele se dá, apenas unidos no seu ódio contra ti. Diz-lhes como te podem atacar, por vingança, de ter sido sequer posta em causa a forma da tua relação com tal beldade e tão competente veículo de êxtase (isso quando conseguia te fazer vir, no fim, pois às vezes estavas quase, quase, mas depois doía-lhe a cabeça e deixava-te de calças em baixo).

 

Ora, ela passa três anos abraçadinha ao teu inimigo e seus aliados de conveniência (ou inconveniência, como se veio a provar) e a custar-lhe ainda mais dinheiro. Só que, depois, como o orgasmo que prometera ao teu rival tardava em chegar e ele, farto de esperar (e seguramente em clara frustração sexual, por essa altura), começou a ameaçá-la de porrada, teve de fugir com um árabe.

 

Das arábias, apesar de rodeada de luxo e com um parceiro fácil de agradar, começou a pensar que, afinal, tu é que eras o homem para ela. Então o que faz ela? Fala com jornalistas (sempre amigos, dos eventos do jet-set em que ela, toda maquilhada, participava como rainha) e dá uma entrevista a dizer que boa dama à casa torna, piscando-te o olho.

 

Ora bem, aqui tu tens duas hipóteses: ou és honrado, tens amor próprio e recusas liminarmente toda e qualquer reaproximação, ou comportas-te como "um verme, sem coluna vertebral" (podia e devia ter escolhido outras palavras equivalentes, mas menos claras) e começas a dizer a todos os teus amigos que, afinal, ela quando fez aquilo foi por tua culpa e que não há problema ou impedimento em voltarem a andar juntos - como se não houvesse mais peixe no mar!

 

Costumo ter cuidado na linguagem que escrevo no blogue e até em comentários a outros. Assumo que, quando escrevi as palavras "verme, sem coluna vertebral", podia e devia ter escolhido outro vocabulário. Percebendo que tinha sido ofensivo, assumindo a responsabilidade do que escrevera, por mim e sem conluio, pedi honestas desculpas pela ofensa causada e linguagem vulgar. É que apesar de as palavras terem sido infelizes, por ofensivas, a ideia que transparecem é correcta: a tentação do comportamento "extremamente flexível a nível moral" (aqui está uma linguagem alternativa que me devia ter ocorrido na altura) está lá para todos, mas isso não significa que devemos ceder a ela.

 

Peço por isso, a si, leitor, que me perdoe a linguagem vulgar e que tente entender para além dela e descobrir o verdadeiro significado da metáfora grosseira (e potencialmente ofensiva, pela linguagem) e o motivo pelo qual os Valores do nosso Sport Lisboa e Benfica não se coadunam com o regresso de Jorge Jesus e que, promover tal regresso e considerá-lo, é desrespeitar o clube e a sua História honrada. Até pode vir a acontecer, mas isso (usando uma expressão popular) não muda o nome do boi... ou da vaca, neste caso.

 

Não há golpes, conluio ou concertação contra ninguém: há Benfiquistas verdadeiramente e honestamente ofendidos com a hipótese do regresso de Jorge Jesus, pelos motivos já referidos, e há linguagem vulgar e grosseira que, por muito que queiramos, às vezes nos sai da emoção.

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rematado às 08:54




Ao Colinho do Isaías

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