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Primeira Liga 19/20



Dimensões

por Ao Colinho do Isaías, em 06.04.16

O Benfica fez em Munique ao Bayern aquilo que o Braga quis fazer ao Benfica na Luz.

Uma questão de dimensões; de clube, de cultura, de valia dos jogadores...

 

Com o Braga, é certo que tivemos a sorte do jogo - não sofrendo quando podíamos ter sofrido e marcando quando podíamos marcar - mas a dinâmica despertada pelo primeiro golo foi tão forte que a goleada é mais que justificada.

 

Achei curioso que Paulo Fonseca parece estar mais respeitoso quando se refere ao Benfica. Terá aprendido algo com a marca de bota que ainda deve ter ficado do pontapé no rabo que levou no Porto? Espera-se que sim.

 

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

 

Quanto a Munique, pergunto: quantas equipas teriam desmoronado após aquele golo aos 2 minutos? Sofrer um golo cedo em Munique diante deste Bayern de Guardiola não é desprimor nenhum, jogar de olhos nos olhos (com a diferença de dimensão dos jogadores disponíveis, claro) e não se limitar a sofrer vaga após vaga de ataques bávaros é um aspecto positivo e promissor. Aconteça o que acontecer, o Bayern já respeita o futebol Português novamente.

 

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

 

Ah e perdoem-me os analistas, eu, como Benfiquista e até mais esclarecido ainda pelas regras da FIFA (ver este post no NGB acerca disso), não penso que aquele lance do Lahm seja penalty. O braço está lá a apoiar o carrinho (seria quase impossível e muito pouco natural fazê-lo com os braços atrás das costas) e não há movimento do braço para ir ao encontro da bola quando esta é rematada pelo Gaitán. Em contraste com o penalty contra o Braga em que, aí sim, há movimento do braço após a bola sair do pé.

Adicionalmente, e nada tendo a ver com o assunto directamente, vendo as imagens, também me pareceu que o Fernando Torres foi bem expulso contra o Barcelona. A primeira entrada é alaranjada e ele ainda reclama com o árbitro, pondo-se a jeito. A segunda entrada, até pode ter sido um tropeção, mas quem vai entrar à bola assim habilita-se - o facto não é a intenção, mas a ocorrência: o jogador do Barcelona foi atingido com uma entrada ríspida que justifica o amarelo, que era o segundo na ocasião.

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rematado às 08:31




2 comentários

De Paulo Lisboa a 15.04.2016 às 17:57

Não concordo consigo no lance do Lahm, mesmo tendo em conta as regras da FIFA, penso que é penalty, há um aumento claro da volumetria do corpo e nestes casos a intenção ou não do jogador jogar a bola com a mão é irrelevante. O arbitro devia ter marcado penalty.
Depois todos os jornais desportivos portugueses e o L`Equipe e a Gazetta dello Sport foram unânimes em considerar o lance merecedor de ser punido com penalty.

De Ao Colinho do Isaías a 18.04.2016 às 08:37

Caro Paulo Lisboa,

Bem sei que quase unanimemente o lance é visto como penalty, aliás, como vários lances do género.

Contudo, e até tendo como referência a tal regra da FIFA que indica "the position of the hand does not necessarily mean that there is an infringement" ["a posição da mão não significa necessariamente uma infracção"], aliada à outra que indica "the movement of the hand towards the ball (not the ball towards the hand)" ["o movimento da mão em direcção à bola (não da bola em direcção à mão)"], concluo que há muito penalty assinalado de forma ridícula, tendo por base essa ideia (que aparentemente não está regrada), do braço que aumenta o raio de acção.

É que uma coisa é um gesto que pretende aumentar a cobertura do corpo, como um guarda redes faz em posição de "mancha", ou como no caso do penalty a nosso favor contra o Braga. Outra coisa é ao fazer um carrinho ter o braço a servir de apoio, como foi o caso do Lahm. É que há que perceber que, sendo verdade que jogar com os braços é infracção, o futebol não é um jogo de "manetas" e os jogadores não podem tirar os braços.

Pessoalmente, não faz sentido marcar-se penalty sem que haja um movimento de braço deliberado do jogador para:

- tocar na bola
- cobrir onde a bola possa passar

No caso do Lahm, ele estava com o braço assim para se apoiar no carrinho (ninguém consegue fazer um carrinho com os braços atrás das costas) e, por isso, não reconhecendo intenção da parte dele, não considero penalty.

Este debate só faz bem ao futebol. Importante é que hajam decisões nesse sentido!

Cumprimentos!
Isaías

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