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Primeira Liga 19/20



Os sinais da Águia

por Ao Colinho do Isaías, em 13.02.17

Todas as épocas, mesmo as de grande sucesso, têm as suas tempestades. Ninguém imaginaria que nesta época seria no Algarve, numa fase final da Taça da Liga sem a presença de um rival directo, que surgiria uma sacudidela de tal ordem que permitira relançar a luta pelo título. No entanto, assim ocorreu.

 

Como escrevi anteriormente, o importante era a equipa levantar-se antes que acabasse a contagem. Dois jogos em casa de seguida providenciaram cenário ideal para tal recuperação. Com o Nacional, uma boa exibição e o regresso de Jonas a alto nível. 6a feira, com o Arouca, o regresso do futebol de alto nível que esta equipa tão bem sabe pôr em campo e a surpresa Carrillo - finalmente, Carrillo! Não só pelo golo, mas pela vontade que demonstrou, de defender, de participar, de se dar ao jogo. Talvez o bloqueio psicológico da mudança directa de rivais tenha passado. Assim se espera, pois ao seu nível é um reforço de peso para o que resta competir esta época.

 

São brilhantes, os sinais da Águia.

 

 

Considero que a expulsão de Ederson foi um exagero. No entanto, sabendo nós que a arbitragem tem alterado o seu critério para pesar contra o Benfica, tal como opinei em relação ao castigo de Rui Vitória, devemos evitar pôr-nos a jeito - e o nosso brilhante guarda-redes pôe-se a jeito. Bastava ter feito um movimento de retracção com a perna após pontapear a bola. Os jogadores e equipa técnica têm de ter presente que não podem dar qualquer margem de interpretação, pois será em grande parte dos casos interpretado contra o Glorioso, dadas as pressões.

 

Venha agora o Borussia Dortmund. Esperemos que seja uma grande noite Europeia na Luz!

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rematado às 08:32


Ao invés de problemas, oportunidades

por Ao Colinho do Isaías, em 11.09.16

Na 5ª jornada, o Sport Lisboa e Benfica deparava-se com um adversário muito difícil, bastante bem orientado (já tornei pública a minha admiração pelo Lito Vidigal, que, penso, virá a ter uma carreira num nível bastante superior), mas também com nova onda de lesões (outra vez as selecções! Ai, as selecções!).

 

A solução passou por colocar Rafa e Guedes, para manter o 4-4-2 habitual, com Sálvio na direita e Pizzi na esquerda.

 

A entrada de Rafa na equipa não podia ter sido melhor. O que ele dá neste momento ao ataque do Benfica, nenhum outro jogador consegue nesta fase: a inteligência do seu posicionamento, a arrancada inesperada, a técnica elevada, a rapidez de movimentos. Guedes foi um bom apoio nesse aspecto, tentando sempre potenciar o seu colega de ataque.

 

Pizzi é que, a meu ver, desaparece mais à esquerda. Precisa de espaço central ou à direita, para melhor utilizar os seus movimentos diagonais em apoio ao ataque, mas, tendo estado abaixo do melhor, não foi peça a menos, bem pelo contrário!

 

Foi uma primeira parte em que podíamos e devíamos ter acabado com o jogo - não foi o Arouca que jogou mal, ao contrário das opiniões dos comentadores SportTV, foi o Benfica que avassalou de tal forma a sua organização defensiva que só Bracali foi mantendo o resultado "vivo".

 

O segundo golo, no início do segundo tempo, parecia ter o dom de confirmar a vitória, mas o lançamento do Alvarez no Arouca mudou a estrutura da equipa e, sem já ter a pressão do seu lado, esta soltou-se.

 

Num contra-ataque, Rafa é travado em falta clara dentro da área e o árbitro deixou passar. Foi tão claro o penalty que até os comentadores da Sport TV o afirmaram, ao invés de lançarem a habitual lenga-lenga da "decisão difícil" e "rapidez do lance" para "dar o benefício da dúvida". Logo no lance a seguir o tal Alvarez faz um golo espectacular e dá esperança aos anfitriães.

 

Perdemos o controlo do jogo e tivemos de sofrer mais que o esperado, mas lá conseguimos aguentar mais 3 pontos importantes. Foi bom ver José Gomes estrear-se, mas achei que ser lançado a dois minutos do fim é desrespeito pelo valor deste miúdo que ainda nos vai dar muitas alegrias. Mesmo só com esse pouco tempo, já ia marcando e fazendo uma assistência!

 

Temos a seguir a Liga dos Campeões e grandes dores de cabeça com as lesões... mas veremos como Rui Vitória verá, ao invés de problemas, oportunidades.

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rematado às 10:40


Assim, não dás hipótese, Benfica!

por Ao Colinho do Isaías, em 25.01.16

Uma exibição muito bem conseguida, empurrada por uma entrada "à Benfica", arrumando o adversário com dois golpes sucessivos, que possibilitaram a tranquilidade.

Alguns de vós conhecem a admiração que tenho pelas equipas preparadas por Lito Vidigal e o Arouca que se apresentou não foi excepção: teve vontade alcançar mais. Só que deparou-se com o melhor Benfica de Rui Vitória, aquele que progride no terreno em apoio e que reage com pressão apoiada quando perde a bola.

A jogar assim, não dás hipótese, Benfica!

 Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

 

PS: Desvalorizo por completo o episódio Jonas / Mitroglou. O grego já tinha desperdiçado três golos cantados e o seu colega de ataque estava chateado com ele por não meter a bola na baliza e acabar com o jogo. Nada de mais, nenhum drama, nem qualquer toque de vedeta. Existe sim um atleta que renasceu no Benfica e que lhe quer dar o melhor que tem de si. Mitroglou é um grande jogador, que eu quero ver a definitivo no Benfica, mas só tem a aprender com o veterano Brasileiro.

 

PS 2: Não se pode no entanto desvalorizar ou ignorar o que se passou no topo Sul da Luz. Há que resolver o problema de vez, tendo em conta a espada que paira sobre a cabeça Benfiquista no que concerne ao comportamento dos seus adeptos que era, historicamente, exemplar até à década de 90.

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rematado às 12:51


Arouca campeão!

por Ao Colinho do Isaías, em 24.08.15

Devo começar por dizer que sou admirador e apreciador do trabalho que Lito Vidigal desenvolve nas equipas por onde tem passado. Tem revelado uma capacidade de adaptação enorme aos planteis que tem tido e consegue sempre montar equipas com foco em resultados, sem me parecer ser teimoso ou de ideias fixas.

A prova da sua capacidade de adaptação aconteceu ontem diante do nosso Benfica, sendo que Vidigal soube ler o jogo, ler o desacerto emocional da equipa adversária e montar uma teia de anti-jogo, que com certeza já estava treinada e montada previamente. Encontrando-se a vencer tão cedo - erro terrível de Luisão que não acompanhou a subida da linha defensiva, ele que é suposto ser o comandante da mesma! - Vidigal deixou passar mais alguns minutos a ver se caía outro golo do céu (esteve quase a acontecer noutro lance em que tanto Lisandro como Eliseu me pareceram mal) e depois mudou para o Plano B de contenção e frustração do adversário.
Sendo certo que se algumas das várias oportunidades flagrantes de golo tivessem sido concretizadas, hoje estaríamos com outro estado de espírito, é certo também que o Arouca deixou de "jogar à bola" e passou a desenrolar um estilo de anti-jogo que, sendo legal, só se torna feio. Talvez haja algo mais que se possa fazer em relação a certo tipo de pseudo-lesões e atrasos de tempo. Talvez. Só que o treinador do Arouca sentiu o desequilíbrio emocional do Benfica a crescer a cada lance falhado e promoveu a actuação dos seus pupilos nesse campo, frustrando cada vez mais a nossa equipa.

Rui Vitória, por seu lado, não mexeu bem no jogo, desta vez. Já não falando na ausência de processos, que é elemento que deverá vir dos treinos, não houve bom sinal vindo do banco ontem. Pareceu-me cedo para trocar Ola John por Victor Andrade, até porque o Holandês tem tido um comportamento, sentido e vivacidade em campo recentes que nunca ou, no máximo, raramente se vira nos anos anteriores. No meio daquela equipa, Ola John foi, enquanto esteve em campo, o mais esclarecido. Procurou a tabela, o passe, ganhar espaço, procurou aparecer. Quando ele saíu, perdeu-se algum sentido ofensivo. Mais: este jogo era para Talisca, da forma como estava a decorrer. Com tanto boneco à frente do guarda redes, o remate do Brasileiro seria uma arma importante para se tentar tirar partido de um ressalto, de um braço mais esticado, enfim, tentar procurar alguma fortuna quando ela parecia, emocionalmente, fora do alcance.
A intensidade na segunda parte foi insuficiente, após uma primeira parte que, não tendo sido bem jogada pelo Benfica, foi, pelo menos, recheada de vontade de chegar ao golo. Samaris é melhor "8" que Pizzi, por muito boa vontade que o homem possa ter, por isso tinha de lhe ser incumbida a missão de transportar a bola para mais próximo da área contrária, à procura de um avançado. Gaitán só esteve em campo, infelizmente, 45 minutos. Não sei o que se terá passado no balneário, mas não jogou na segunda metade, desconcentrado.

Posto isto, verificou-se que ontem foi o Arouca campeão. Venceu os seus dois jogos e está em primeiro, merecidamente. Sim, beneficiou de algumas decisões arbitrais (como o golo mal anulado ao cair do pano e, talvez, um penalty sobre Mitroglou), mas basear-nos nisso para justificar esta derrota perante uma equipa acessível que só jogou, por decisão própria, futebol durante 15 minutos, é claramente desculpa de outra freguesia. No Benfica assume-se quando a equipa não tem argumentos e a verdade é que não procurou, com saber e vontade, que a sorte lhe sorrisse: faltou-lhe capacidade emocional. Pensava-se que o golo de Mitroglou tinha retirado os fantasmas da equipa, mas não. A insegurança emocional ainda está lá. Normalmente essa insegurança é fruto de ora má preparação física ora de dúvida em relação ao que fazer em campo. Talvez até os dois?

 

Facto é que, apesar do mal ser menorizado pelo que os rivais não se distanciaram nesta jornada, muito vai ter que mudar, caro Rui Vitória. Muito vai ter que mudar. Não é cedo, pois ontem já era tarde.


O Arouca fez pela vida e foi ontem campeão com o que tinha.
O Benfica foi derrotado porque deixou de acreditar que é
(Bi)Campeão.

 

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

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rematado às 13:42




Ao Colinho do Isaías

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