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Primeira Liga 19/20



Competimos com a honra da nossa História

por Ao Colinho do Isaías, em 14.04.16

Nenhum Benfiquista, ao contrário do que foi insinuado por alguns comentadores na RTP, ficou "satisfeito" com uma derrota ou com o facto de ter sido eliminado.

O que acontece, incompreensível para alguns, é que o Benfica compete com a honra da sua História, com os tais "ases que nos honraram no passado", não com a História do Bayern ou de outro rival. O que nos satisfez e orgulhou foi que numa época de mercenários, em que os jogadores trocam de "amores eternos" com facilidade, a equipa do Benfica demonstrou diante deste poderoso Bayern que tem um plantel de jogadores focados e determinados em honrar o peso das camisolas outrora envergadas por esses "ases do passado". Apesar das ausências forçadas, teria bastado só um pouco mais de qualidade individual (que, hoje em dia, só com milhões se obtém) para se ter conseguido eliminar o colosso alemão dirigido por um dos melhores treinadores da actualidade.

De notar que conseguimos também um 3-3 (no agregado de uma vitória e uma derrota) na fase de grupos contra a equipa do Atlético de Madrid que ontem eliminou o Barcelona de Messi, Iniesta, Suárez e Neymar.

São notas positivas de uma campanha que em nada tentam justificar a eliminação merecida diante de uma equipa melhor (e que todos pensavam ser muito melhor que o que foi, "culpa" de um Benfica organizado e determinado).

Terminamos a Liga dos Campeões esta época entre os oito primeiros que é o lugar mínimo exigível ao nome Histórico do Sport Lisboa e Benfica.

Estamos satisfeitos, isso sim, com a "luta com fervor" deste nosso Benfica, que "nunca encontrou rival neste nosso Portugal!"

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.


Agora, vamos pensar no Vitória de Setúbal!

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rematado às 09:29


Tapar o Sol com as peneiras

por Ao Colinho do Isaías, em 09.12.15

A falta de trabalho táctico fica mais exposta quando a equipa defronta equipas de valor equivalente ou superior, ou mesmo equipas que tenham uma ocupação de espaços mais eficaz. Foi o que aconteceu ontem, uma vez mais.

Esta espécie de 4-3-3 (com a qual concordo bem mais que com o habitual 4-4-2 desta época) desequilibra menos a equipa e proporciona um conforto muito maior aos jogadores. Como uma equipa se constrói de trás para a frente, portanto da defesa para o ataque, haver um maior conforto é essencial para que depois se possa desenvolver melhor jogo ofensivo. Ainda assim, é inacreditável como se verifica que um princípio básico, básico até para o treinador de bancada mais atento ao futebol jogado pelo mundo fora, não parece ser do conhecimento do actual treinador do Benfica, Rui Vitória: o fluxo de jogo, tal como a construção de uma equipa, produz-se de trás para a frente, nunca no sentido inverso. Com a bola, a equipa tem de se movimentar e combinar de forma a progredir no terreno e chegar a zona de perigo em condições de efectuar remates eficazes. Claro que parece mais simples do que é, no entanto não deixa de ser um conceito básico. Não importa se tens Cristiano Ronaldo, Messi e Aguero na frente se a bola não lhes chega em condições jogáveis ou se a única forma de lhes fazer chegar jogo é em passes longos perante uma defesa fechada ou tentativa de jogo directo como última alternativa.

O Benfica não entrou a jogar mal, atenção. Trocava bem a bola e viram-se algumas combinações de que falo, ainda que lentas, mas o jogo não estava a pedir para ser sacudido por nós. Era o Atlético de Madrid quem precisava de correr atrás do resultado, pelo que foi uma estratégia adequada. Só que uma vez que o golo foi obtido (Eliseu preferiu, mais uma vez, marcar o homem aberto no exterior e estragar o movimento correcto do resto da defesa, colocando o avançado em jogo), não conseguiram aplicar à troca de bola uma acutilância e dinamismo de quem precisa de extrair algo mais.

A ausência de simples tabelinhas (que requerem movimentação e rapidez) é, como tenho afirmado, um claro sintoma da incapacidade de trabalho táctico, no posicionamento e nas instruções estratégicas, nos "princípios de jogo", de Rui Vitória. Pareceu que em Madrid ele tinha finalmente agarrado a equipa e a tinha trabalhado como queria, mas fora ilusão. Tratam-se de conceitos, repito, básicos, que a equipa não consegue implementar. Isto faz com que o jogo dependa demasiado das individualidades, como já afirmei anteriormente, sendo esta dependência de heróis nefasta à boa progressão dos valores oriundos da formação. É que repare-se: Semedo, Guedes e agora Sanches são heróis, mas esses, ainda que poética, metafórica e romanticamente, acabam todos no "cemitério" (futebolístico), pois a derrota e a "quase vitória" não são alicerces para o desenvolvimento de um jogador de topo. Os heróis da nossa equipa batem-se valorosamente como os Celtas o fizeram à milénios, no entanto, tanto nessa altura como agora, a táctica e a disciplina Romanas derrotam sempre um grupo menos organizado composto pelos mais bravos e fortes heróis. Associe-se uma à outra, no entanto, e obtém-se uma equipa de topo.

 

Eu reafirmo: este plantel dá mais que isto, pode providenciar melhores condições aos nossos heróis, mas precisa é de trabalho táctico. Rui Vitória não o tem para dar... ou então não consegue dá-lo. Pode tentar mascarar-se com propaganda, tentar tapar o Sol da incompetência com as peneiras da "atitude" e do "coração", mas as evidências estão lá para quem as quiser ver: este treinador não tem capacidade táctica para montar uma equipa do Benfica e serão os próprios jovens, que deveriam ser um dos seus "produtos", os mais prejudicados.

 

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

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rematado às 08:19


Sanções da UEFA - Incidente das Tochas em Madrid

por Ao Colinho do Isaías, em 19.10.15

http://www.slbenfica.pt/noticias/detalhedenoticia/tabid/2788/ArticleId/43329/language/pt-PT/.aspx

Face aos incidentes registados em Madrid, que o SL Benfica desde a primeira hora lamentou e condenou, o Comité de Ética e Disciplina da UEFA decidiu penalizar o Benfica com um jogo à porta fechada.

 

Esta pena, no entanto, só será aplicada se nos próximos 2 anos se voltar a registar incidente de igual gravidade. A esta sanção acresce uma multa de 20 000 €.

 

De destacar que novo incidente durante o período de suspensão da pena determinará de forma automática não apenas um jogo à porta fechada como também nova sanção.

 

As multas aplicadas pela UEFA e pela LPFP ao Benfica, nos anos mais recentes, representam um valor próximo do meio milhão de euros.

 

Perante a gravidade dos incidentes registados em Madrid e perante o comportamento reiterado de uma minoria de adeptos que teima em penalizar o Sport Lisboa e Benfica, o clube irá estudar novas medidas a adotar nos jogos em que participa, de forma a combater os atos que reiteradamente nos têm colocado na mira disciplinar da UEFA.

 

Entre essas medidas, a Benfica SAD admite implementar:

 

a)     A não requisição de bilhetes para jogos fora;

 e/ou,

b)    A identificação de todos os detentores de bilhetes para jogos europeus.

 

Foi já solicitado ao Conselho Superior dos Desportos espanhol o nome dos adeptos do SL Benfica que foram identificados e responsabilizados pelos incidentes de Madrid.

 

Finalmente, o Sport Lisboa e Benfica apela a todos os seus sócios e adeptos para que incidentes como os que se registaram em Madrid não voltem a repetir-se quer em jogos europeus ou nacionais, tanto em jogos realizados no Estádio da Luz como fora de casa.

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rematado às 13:33


A vitória de Vitória

por Ao Colinho do Isaías, em 01.10.15

Com classe, inteligência, ambição e, claro está, a ponta de sorte sempre essencial na Liga dos Campeões, o Sport Lisboa e Benfica venceu no Vicente Calderón o Atlético de Madrid por 1-2.

O início da partida foi bastante repartido, mas o Atlético conseguia ganhar bastante espaço no centro e atrás da linha média Benfiquista, conseguindo criar perigo a partir desse local. Foi, aliás, daí que nasceu o golo inaugural; com uma tabela excepcional que desorientou a defensiva do Benfica e Correa a marcar perante Júlio César que quase a afastava para fora.
Foram os minutos, talvez, mais decisivos para o desfecho do encontro, aqueles que se seguiram ao golo do Atlético: Os anfitriães pressionaram, estiveram perto, cheiraram o golo, mas não marcaram o segundo que poderia bem ter morto o jogo ali.

Não marcaram e, como revela a tal lei que ninguém escreveu, sofreram mesmo: Nélson Semedo cruza da direita, a defensiva tenta afastar e a bola vem parar ao segundo poste, direitinha para o pé esquerdo de Gaitán que fez o empate. Decisivo. O jogo mudou ali.

Após o intervalo, a equipa veio mais personalizada e tivemos um Nélson Semedo, que já estivera bem até ali, absolutamente do outro mundo! Cada vez que o miúdo pegava na bola, levei as mãos à cabeça. Que pulmão! Que classe! Que capacidade!
O Benfica cerrou fileiras e recusava-se a desfazer o desenho, que era o ensejo de um Atlético que queria "convidá-lo" a sair, a pressionar, para repetir o que fizera no seu golo. Não indo na conversa, o Benfica forçou o Atlético a cometer erros, a perder a bola e a permitir os contra-ataques Gloriosos. Foi mesmo glorioso um desses lances, aos dez minutos da segunda parte, com Gaitán a aguentar a bola dentro do terreno, em corrida e transição rápida, a olhar, a fazer um passe longo incrível (com o pé direito!) para que Gonçalo Guedes pudesse, perto do segundo poste, marcar o segundo. Estava feito! Estava dado o pontapé na História, contra tudo e todos, contra mesmo a dúvida eterna que paira sobre a Alma Benfiquista (em que me incluo) de que os de hoje são capazes de honrar os ases do passado!
Faltava muito jogo ainda, muito que sofrer e gerir, mas naquele momento, um miúdo cheio de sonhos afirmou perante um mundo inteiro: "É possível!"

Ferido, o Atlético investiu, mas sem cabeça. Em contraste, a forma inteligente como o Benfica defendeu, sempre mantendo o desenho defensivo, não saindo à pressão cedo demais, impediu veleidades. Os Colchoneros quiseram muito, mas puderam pouco desde o golpe. E aquela defesa do nosso Imperador Júlio César? Valeu um golo!

E Nélson Semedo? Já vos falei dele? Que raça! Que técnica! Que fulgor! Quem é que tínhamos para aquela posição antes, mesmo?


Quando soou o apito final, todo o mundo Benfiquista celebrou. Foi a vitória do Vitória, o jogo que une o grupo em torno do seu treinador. A vitória contra os fantasmas.
Na entrevista rápida, Júlio César destacou a preparação do jogo feita por Rui Vitória. Este foi o Guarda-Redes com que Mourinho venceu a sua segunda Champions, não é um elogio qualquer. Ele próprio sabe o significado das suas palavras. Percebe o que aquele jogo fez no balneário.

Não correrá sempre tudo bem daqui para a frente, claro, mas a partir deste jogo, será o Benfica de Rui Vitória, sem mais fantasmas ou comparações. O mérito e a crítica serão dele e para ele.
Criticado quando necessário - e não deixarei de fazê-lo, quando se justificar! - mas aplaudido e elogiado quando merecido. Eu aplaudo e elogio Rui Vitória por esta vitória. Foi a vitória de Vitória no Sport Lisboa e Benfica. O jogo que une de vez o grupo à sua volta.

Alegria imensa!

NOTA 1: Repúdio e vergonha perante o episódio da tocha e do petardo. O Sport Lisboa e Benfica devia pedir ao Atlético de Madrid o contacto da família afectada e apresentar pessoal e discretamente desculpas, colocando-se à disposição para suportar custos hospitalares inerentes. Uma vez identificado o indivíduo que lançou a tocha, esse custo ser-lhe-ia imputado, ressarcido através dos tribunais, se necessário. Há que haver a compreensão, seja por parte de quem for, que há consequências para os actos.


NOTA 2: Valendo o que vale, nas cinco participações anteriores na Liga dos Campeões, tivemos uma vitória fora (Anderlecht 2-3). Até com o Hapoel de Tel Aviv e o Otelul perdemos, diga-se. Esta época começamos fora com uma vitória 1-2 com o Atlético Madrid?

 

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui

 

CORRECÇÃO (Deixada em comentário):
De luis a 01.10.2015 às 12:28
Só uma correção, ganhamos 1-o fora ao Otelul, glo de Bruno César, e 2-0 ao Basileia, penso que Bruno César e Cardozo

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rematado às 09:04




Ao Colinho do Isaías

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