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Primeira Liga



A responsabilidade não é de Bruno de Carvalho

por Ao Colinho do Isaías, em 12.06.18

Recentemente, tanto ilustres como desconhecidos Sportinguistas têm manifestado, de forma mais ou menos efusiva, a sua revolta perante a permanência de Bruno de Carvalho na Presidência do Sporting Clube de Portugal. Contudo, há que afirmá-lo, tal reacção não surge devido a afectações morais para com directrizes de gestão por parte do actual Presidente dessa instituição. Surge sim porque o Sporting perdeu quando ele prometera vencer e, agora, por sua própria culpa, perde também jogadores e, com isso, provavelmente, margem de manobra negocial em futuras transferências no futebol.

 

Isto é, os Sportinguistas só se revoltaram perante a iminente capitulação. Relembro que até depois do ataque em Alcochete e antes da final da Taça perdida, haviam imensas manifestações de apoio ao Presidente do Sporting!

 

Quando Bruno de Carvalho incitou, com o seu anti-Benfiquismo, vizinhos contra vizinhos, familiares contra familiares, colegas contra colegas, era um heroi para os Sportinguistas. Foi buscar Jorge Jesus para ser campeão e foi o gaúdio. Lançou a treta dos vouchers e os Sportinguistas uniram-se CONTRA o Benfica, sob uma fantasia de superioridade e soberba (sentimento aliás, sempre encontrado no Sporting em qualquer época). Quando se aliou a Pinto da Costa e sua turma e lançou Nuno Saraiva e jornalistas em jornais de referência numa campanha criminosa CONTRA o Benfica, era um divino César entre os cidadãos da Roma Sportinguista.

 

Panfletos de 2016, distribuidos anónimamente em Lisboa, página 1

 

Nem aos avisos de há dois anos nem a qualquer oposição foi dada atenção. Os sinais, os comportamentos, os evidentes traços de personalidade sempre lá estiveram, mas não foi por eles que os Sportinguistas se revoltaram. Revoltaram-se sim, apenas e somente, quando sairam derrotados em mais uma época desportiva, uma vez mais falhada por influência directa de Bruno de Carvalho e quando observam a sua Roma de Alvalade a arder, enquanto ele toca harpa e se inspira para mais umas ridículas conferências de imprensa!

 

Panfletos de 2016, distribuidos anónimamente em Lisboa, página 2

 Imaginemos pois que o Sporting tinha ganho os campeonatos nos últimos três anos, desde a chegada de Jesus. Que diriam os Sportinguistas? Algo semelhante, seguramente, ao que os Portistas disseram sob os primeiros anos da Presidência de Pinto da Costa no Futebol Clube do Porto:


«Aquilo é que é liderar! Pôs os jogadores e todos no clube na ordem! Reconquistou o clube aos traidores!»

 

Ainda em Fevereiro obteve cerca de 90% dos votos, enquanto liderava o clube com uma vasta maioria no acto eleitoral com maior número de votantes.

 

Por isso, Sportinguistas, anotem bem:

 

A responsabilidade não é de Bruno de Carvalho, pois ele é hoje o que sempre foi e nunca sequer se tentou esconder.
A responsabilidade é vossa e do vosso eterno, infinito e doentio anti-Benfiquismo.

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rematado às 12:46

Tal como indicado aqui, é evidente que mais e mais notícias visarão provocar dúvidas em relação à imagem do Sport Lisboa e Benfica. Por um lado, semear insinuações e acusações forjadas (como são exemplos a reportagem da SIC, os vouchers e até os emails), por outro, através de pontos de contacto com a comunicação social, transmiti-las de uma forma que faça transparecer culpa evidente, mesmo que sem prova ou fundamento, do Benfica.

 

Não estou com isto a dizer que quem integra a estrutura do Glorioso é santo, bem longe disso. Já repeti inúmeras vezes aqui, por exemplo, o quanto eu não gosto do tipo de pessoa que Vieira é. O que estou a dizer é que não gostar de alguém (porque não é Benfiquista mas trabalha lá, porque tem passado noutros clubes, porque cometeu erros ou foi incompetente) não retira nunca a presunção de inocência ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO.

 

O ónus da prova está do lado acusador, pelo que quem constantemente exige que o Sport Lisboa e Benfica, na pessoa de Luís Filipe Vieira, venha a público comunicar a defesa do clube de cada uma das diárias insinuações que se fazem, está a ser muito pouco sério. Primeiro, porque o clube tem um departamento de comunicação que serve para isso mesmo - e tem comunicado em defesa do clube por cada uma das insinuações e acusações - e depois, porque as pessoas têm de entender que, por muito que nos custe, o tempo romântico dos Presidencialismos apaixonados do passado reflecte-se hoje em dia em resultados como os que vemos por Alvalade com Bruno de Carvalho. Vieira não é nem apaixonado nem apaixonante, o que é adequado à realidade actual, no que concerne à gestão empresarial, POR MUITO QUE ESSA FALTA DE CHAMA MEXA COM A NOSSA PRÓPRIA PAIXÃO.

 

São tempos frios. São tempos estúpidos. São tempos materialistas.
Por isso, as consequências de posturas inflamadas no cargo máximo de um importante clube desportivo, cuja incidência da atenção social é máxima, serão, neste tempo, sempre semelhantes ao que se tem visto no Sporting: primeiro dão esmagadora maioria à paixão abrasadora, depois a paixão queima a própria casa e quem lá habita, obrigando-os a querer fugir, e depois opõem-se à paixão que tudo faz para continuar a arder junto da lenha que mais ama, consumindo-a no processo.

 

Vieira tem que ter é, isso sim, uma postura de gestor responsável, transmitir tranquilidade e normalidade - não só para sócios e adeptos, mas também para parceiros e potenciais investidores e patrocinadores - e deixar que o departamento de comunicação, por um lado, e o departamento jurídico, por outro, façam o que lhes compete.

 

A comunicação é imediata e nunca - repito: NUNCA! - será vista como suficiente por todos. Contudo, há coisas que a comunicação não pode ou deve dizer, por poder vir a afectar o trabalho do departamento jurídico.

O sistema judicial onde o departamento jurídico tem de funcionar é, contudo, MUITO LENTO. Por isso, demorou DOIS ANOS a demonstrar, provar, comprovar que a historieta dos vouchers são e sempre foram uma treta. Contudo, ao longo de dois anos, fomos sempre bombardeados por comunicação, social e pessoal, referindo-se à questão dos vouchers como um crime, uma ilegalidade, um motivo para o Benfica descer de divisão - e ainda iremos ouvir no futuro, apesar da última decisão da UEFA. Assim será com TODAS as outras insinuações que levaram a investigações.

 

Desmascarar, em público, um responsável por estas investigações, de seu nome Pedro Fonseca, ajudará a supervisionar os métodos investigantes e judiciais, cujas instituições estão absolutamente minadas, por décadas de hábitos de vassalagem cujos cordéis chegam a Pinto da Costa.

 

Eles, os nossos inimigos, sabem que o nosso "ponto fraco" é a honestidade, pois traz consigo, necessariamente, alguma ingenuidade. Aproveitando-se dessa ingenuidade, pretendem que se conclua entre nós que, "se há tanto processo, tanta investigação, tantas buscas, é porque se passa mesmo algo". Até pode passar-se algo, ninguém é 100% sério e honesto e não ponho as mãos no fogo por ninguém. Contudo, repare-se que os vouchers deram em nada (o Benfica deve agora agir judicialmente contra Bruno de Carvalho pelas calúnias), que os emails são uma mão cheia de nada sobre a qual se constroem narrativas ao gosto do freguês e que no e-Toupeira, AO CONTRÁRIO DO CASHBALL, ninguém do Benfica ficou em prisão preventiva ou sequer pagou fiança para sair: Paulo Gonçalves saiu em absoluta liberdade, com a excepção de não poder contactar com nenhum dos envolvidos. Isto são factos, não teorias ou ilações.

 

As coisas levarão tempo e, a haver culpa de alguém do Benfica, serão responsabilizados e devidamente punidos, todos concordamos. Até lá, temos de, infelizmente, nos habituar a que a comunicação social e os nossos inimigos nos tentem continuamente denegrir dia após dia. Quem de direito no clube irá agir perante cada um desses incidentes, mas Vieira, como Presidente e responsável máximo, não pode nem deve vir desgastar a sua imagem institucional (ainda por cima ele não é um bom comunicador por natureza), a responder pessoalmente à diária flatulência noticiosa.

 

Quem, como eu, escreve na internet, tem de ter sempre presente um sentido de responsabilidade e salvaguardar sempre o que é melhor para o Sport Lisboa e Benfica, o Glorioso, ao invés de aproveitar a espuma dos dias para querer demonstrar que se tem pessoalmente razão ou para agir sobre ódios (ou desgostos) pessoais contra quem quer que seja dentro do Benfica.

 

Temos de aproveitar o que tudo isto tem trazido de positivo: podemos hoje, com clareza, ver de entre aqueles que consideravamos pessoas inteligentes, dignas e de carácter, aqueles que apenas aguardavam uma desculpa para tentar destruir o nosso Benfiquismo. Hoje podemos vê-los pelo que realmente são. Como escrevi no título do post de ontem, a citação de Voltaire, eles guardavam escondido um amor que, por impossível na cobardia, só se pode manifestar em ódio:

«Como é duro odiar os que se gostaria de amar.»

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rematado às 08:54


Falta de decência social inviabiliza os Presidentes-Adepto

por Ao Colinho do Isaías, em 18.05.18

Da próxima vez que os Benfiquistas pensarem num "Terceiro-Anelista" para assumir as rédeas do Glorioso, atentem ao exemplo negativo que temos tido com Bruno de Carvalho no Sporting.

O Sport Lisboa e Benfica (tal como os outros rivais, seguramente) ergueu-se, no seu primeiro século de existência, à conta de Presidentes-Adepto: homens idealistas, determinados e com um amor inabalável pelos valores do clube. Contudo, isso só foi possível porque se viviam tempos em que a decência social se sobrepunha ao fanaticismo e à tendência belicista. Hoje em dia, os tempos são outros e um Presidente-Adepto, despido, como referi no post anterior, dessas barreiras sociais, nada mais é que um bêbedo (nem que seja pelo seu poder e posição) que ao invés de estar limitado à tasca onde pode cuspir nos seus bêbedos adversários e degladiar-se com outros seus semelhantes, anda à solta no mundo (que deveria aparentar ser desportivo, pelo menos), com poder suficiente para realmente fazer dano permanente na memória social.

 

Hoje, a figura de um Presidente de um clube deve ser uma de estabilidade e visão, mas de algum distanciamento. As suas declarações devem acertar no timing e ser sempre um ponto de união de toda a empresa (que todos os clubes são empresas, ao contrário desses outros tempos) e dos seus activos e empregados.

 

Devemos valorizar e enaltecer as figuras directivas do passado que eram tão adeptos como os seus dirigidos, mas não os devemos romantizar: é que os tempos em que eles foram importantes já não voltam, para o bem e para o mal. Até mesmo gente como eles é parca hoje em dia. Olhem à vossa volta e verifiquem que gente com esses valores já praticamente não existem e, os que existem, não estão em posição de poder vir a dirigir, porque o mundo a que pertencem já morreu.

 

É triste? É, muito triste. Contudo, todos temos a responsabilidade de entender o mundo em que agora vivemos e o que realmente funciona. A falta de decência social em que vivemos inviabiliza os Presidentes-Adepto, favorecendo, infelizmente, os gestores frios e calculistas.
Infelizmente, o exemplo de Bruno de Carvalho no Sporting deixou isso claro para todos.

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rematado às 10:09


Os precedentes de que ninguém fala

por Ao Colinho do Isaías, em 16.05.18

O que se passou ontem em Alcochete, na Academia do Sporting Clube de Portugal, foi um dos episódios mais tóxicos do futebol Português, mas, vejo que ninguém na comunicação social é capaz de afirmar, não é incidente sem um precedente facilmente identificável.

 

A violência é o culminar de todo um processo que despoja a mente de todas as barreiras, fronteiras e regras, por forma a trazer à tona da consciência a condição natural do animal (neste caso humano, mas não exclusivamente). Essa condição natural é violenta, pois num habitat desprovido de protecção civilizacional, esse é o tipo de comportamento que permite sobrevivência.

 

Bruno de Carvalho (quer consciente, quer inconscientemente) tem vindo a incendiar progressivamente todas as barreiras que travam o regresso à barbárie natural. O auge que se atingiu ontem (veremos se é, realmente, o auge ou se ainda vai piorar) passou por todo um processo em que ele foi provocando as pessoas que lhe prestavam atenção a despir-se do "fardo" moral gradualmente. Nisto, a comunicação social (nada mais que abutres, vivendo da morte e da desgraça - que também ajuda a despir a sociedade dos tais valores) tem tanta ou mais responsabilidade que o próprio Presidente do Sporting, eleito com esmagadora vantagem.

 

Contudo, não vejo ninguém a apresentar a conclusão lógica e óbvia: é que Bruno de Carvalho é, ele próprio, filho de um processo cultural que promoveu durante décadas não só a legitimação da violência, como da corrupção e do populismo.

Ora, então vejamos:

 

- Quem é que deu início à integração da ideia extremista de "nós contra eles" no futebol nacional?
Foi José Maria Pedroto, que depois ensinou Pinto da Costa.

 

- Quem é que pela primeira vez se serviu de um estilo ordinário e provocador, por forma a atrair para si os mais fracos de espírito, que passaram a ver nele o grande general de uma guerra que nem sequer era real, mas que ele inventou para esse fim?
Foi José Maria Pedroto, que depois ensinou Pinto da Costa.

 

- Quem é que incentivou, promoveu e se serviu de violência organizada para aterrorizar os constituintes das instituições desportivas e de comunicação social que, uma vez despojados pela violência, passaram a ser por si minados?
Foi José Maria Pedroto, que depois ensinou Pinto da Costa e a sua trupe.

 

- Quem é que legitimou o uso da corrupção no desporto como forma "normal" de gestão?

Foi José Maria Pedroto, que depois ensinou a Pinto da Costa.

Não se pode olhar para o incidente de ontem, na Academia do Sporting em Alcochete sem fazer a óbvia ligação cultural ao incidente do Verão Quente das Antas de 1980, nem ao gradual surgimento do tal processo de ódio que lhe deu origem.

A diferença, óbvia, entre a dupla Pedroto / Pinto da Costa e Bruno de Carvalho é que os primeiros tiveram como objectivo dar sucesso ao seu clube por quaisquer meios, enquanto que o segundo, por fixar o condão da (tentativa de) glória em si mesmo, acabou por revelar tendências auto-destrutivas que arrastam a responsabilidade de uma significativa fatia de sócios do seu clube.

 

Enquanto não se fizer esta ligação pública e Histórica entre a origem desta cultura e os seus sintomas e produtos finais, a cultura permanecerá, para bem de todos os que se alimentam dela, qual parasitas, destruindo o "corpo" onde residem, e novos e piores "filhos" desse processo destruidor surgirão para incendiar o Amanhã - quiçá, não só no desporto.

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rematado às 09:54


Curta reflexão

por Ao Colinho do Isaías, em 20.01.17

O actual Presidente do Sporting Clube de Portugal conseguiu finalmente roubar títulos ao Sport Lisboa e Benfica:

 

Os títulos sensionalistas e desestabilizantes dos jornais desportivos e restante comunicação social.

 

Quando antes toda e qualquer brisa servia para uma chuva de "bitaites" cair sobre o Glorioso, Bruno de Carvalho conseguiu finalmente chamar ao seu clube todas as manchetes e especulações.

 

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rematado às 13:27


Todos gratos à cidadania do Bruno

por Ao Colinho do Isaías, em 08.07.16

Diário de Notícias vem, de certa forma, fazer parcialmente a vontade a Bruno de Carvalho, ao apresentar a ficha do Hospital relativa ao nascimento de Renato Sanches. Com certeza que o resto da documentação, a tal que o actual Presidente do Sporting Clube de Portugal sugeriu, inocentemente, que fosse publicado para que não pairassem dúvidas, será apresentado em tribunal. Aí e então, Bruno de Carvalho poderá ter, por fim, a sua cidadania pacificada, ao verificar que a verdade foi assegurada - ainda que possa, eventualmente, ser condenado a pagar qualquer coisita (tal como Carlos Severino e Guy Roux), tal preço é ínfimo incómodo pela honra de ter ajudado a que a verdade fosse apurada! É que o excelso cidadão promoveu que se ultrapassasse o obstáculo epistemológico do Ónus da Prova, de modo a que todo o mundo pudesse ficar esclarecido, por fim, e que este jovem talento pudesse disfrutar do seu futebol de forma mais leve! Todos gratos à cidadania do Bruno!

 

Transcrevo aqui a notícia na íntegra:

Renato Sanches em ação num jogo das camadas jovens do Benfica. Entrou para a formação encarnada em 2008 com apenas 9 anos, vindo do Águias da Musgueira... e as trancinhas sempre fizeram parte do 'look'.

O DN teve acesso ao registo de internamento da mãe, em que consta a data de nascimento: 18 de agosto de 1997, às 15.25, 2,560 quilos.

O crescimento de Renato Sanches como jogador foi de tal forma meteórico - da equipa B do Benfica ao Bayern Munique numa época - que deu azo a suspeitas sobre a tenra idade para tamanho talento. Tem apenas 18 anos? Porque foi registado com cinco anos? Estas foram algumas das questões levantadas e que levaram o jogador a decidir processar quem colocar em causa os seus 18 anos.

O DN teve acesso ao documento que acaba com as dúvidas. Trata-se da ficha clínica da mãe no Hospital Amadora-Sintra, onde consta o internamento de Maria Auxiliadora da Luz das Dores e o nascimento de um rapaz, a quem dariam o nome do pai: Renato Sanches.

O registo de internamento de Maria das Dores, quando deu entrada no hospital Amadora-Sintra, para dar à luz um rapaz no dia 18 de agosto de 1997, às 15.25, com 2,560 quilos, a quem daria o nome do pai: Renato Sanches

 

Foi este documento que "foi entregue na conservatória a atestar o nascimento do filho de Maria Auxiliadora e que é entregue a todas as mães que tenham dado à Luz no Amadora-Sintra", explicou fonte do hospital ao DN. A mesma fonte lembrou que hoje o processo já não implica cedência de papéis para registo, uma vez que os bebés são registados no próprio hospital, através do Balcão Ser Cidadão.

O bebé em causa, Renato Júnior Luz Sanches, nasceu no dia 18 de agosto de 1997 às 15.25 e pesava 2,560 quilos. E nasceu no Amadora-Sintra porque à data o pai tinha residência fixa na Damaia, onde vivia com a mãe. Mais tarde, com a separação, a mãe voltou à Musgueira, onde o jogador cresceu.

Até agora só era conhecido o documento emitido pela 2.ª Conservatória do Registo Civil da Amadora, onde era atestado que Renato nasceu às 15.25 do dia 18 de agosto de 1997. Dados que conferem com o registo de nascimento revelado pelo DN.

Já o facto de o jogador só ter sido registado aos 5 anos, segundo noticiou o Jornal de Notícias, teve que ver com a separação dos pais. O pai, que também se chama Renato Sanches, e é natural de São Tomé e Príncipe, mudou-se para França após o fim da relação com Maria das Dores, cabo-verdiana, e só voltou passados cinco anos para batizar o filho. Isto em 2002, quando Renato já tinha 5 anos.

Aos 9 anos, Renato foi para o Seixal, academia do Benfica, tendo-se estreado na equipa principal das águias a 30 de outubro de 2015, com o Tondela (4-0). Depois começou a viver um conto de fadas. Foi campeão nacional e assinou pelo Bayern antes de ser convocado para o Euro 2016, em que o seu desempenho tem estado imune aos rumores sobre a idade. O jogador tem sido aconselhado a não falar do assunto e por isso só por uma vez o abordou, numa entrevista à revista Sábado, a 21 de junho: "Claro que falta tu acordares de manhã e veres mais uma vez que o Renato não tem 18 anos, afinal tem 23 ou 25. Cresci em Portugal, estou há dez anos no Benfica, como é que vou ter 25 anos? Não tem lógica."

 

Guy Roux e Bruno de Carvalho

Guy Roux trouxe esta semana à ordem do dia a questão da idade do médio português. "Acredito que tenha 23 ou 24 anos. Mas é um jogador muito bom", disse o ex-técnico do Auxerre, que deverá ser alvo de um processo do jogador, como acontecerá com todos os que colocarem em causa a sua idade.

O assunto já vem de 2015, quando Carlos Severino, ex-candidato à presidência do Sporting, lançou suspeitas sobre a idade do jogador na CMTV. Mais recentemente, Renato Sanches exigiu um pedido de desculpas a Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, na sequência de comentários que fez no Facebook, sobre "um nascimento no Amadora-Sintra", em 1997.

O pedido de desculpas não aconteceu... mas ainda ontem Bruno de Carvalho abordou o assunto, em entrevista à TSF, completando: "Na defesa do jogador Renato ter-se--iam resolvido todos os problemas se o clube antigo, uma vez que já foi vendido ao Bayern de Munique, tivesse apresentado documentos. Não o quis. Se fosse um atleta do meu clube teria acabado com toda esta conversa logo desde o início. Apresentava a documentação, pois acho que a defesa dos meus atletas, que são a minha família, está acima de tudo. Não foi feito, agora não venham inventar."

E fez um desafio ao médio para a final: " O Renato fez um fabuloso golo. Traz uma dinâmica interessante. É um jogador da seleção e acarinho-o como a todos eles. É um jogador da minha seleção. Se for preciso faz um hat trick e fico muito satisfeito."

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rematado às 11:06


Em deferência à Defesa do Benfica

por Ao Colinho do Isaías, em 04.07.16

Em tempos de férias futebolísticas, em que pouco se ganha em especular acerca do plantel antes sequer de haver bola a rolar na pré-época, venho aqui fazer um apanhado de posts recentes no fundamental blog Em Defesa do Benfica, de autoria de Alberto Miguéns.

 

Para os mais distraídos, este blog é um farol do Benfiquismo que pode parecer estranho aos mais novos, (mal) habituados a uma era de comércio demasiado fácil em que tudo se vende e compra, até a ideologia e a convicção. Estes recentes exemplos são, a meu ver, uma excelente oportunidade de revisitar o espírito da "águia gloriosa" que fez o Sport Lisboa e Benfica. Primeiro que empresa, marca ou valor comercial, este é o clube Benfica, uma associação de valores bem para além do desporto, mas desportista em tudo. O Alberto, a quem aproveito para "tirar o chapéu" (que não uso), é um resistente defensor desse espírito. Que o seja eternamente!

 

Este emblema é ilegal

 

Coerência Serradiana

 

O Benfica não precisa de ser o que não é

 

Posto isto, Benfiquista, larga "A Bola", o "Record" ou "O Jogo" que nada te acrescentam e delicia-te neste blog, se é que ainda te é desconhecido. Acede a todas as referências, lê todos os documentos apresentados e nunca tomes a palavra do Alberto como verdadeira só porque sim: ele apresenta sempre as razões por detrás das suas afirmações e quando não, questiona-o e ele responde-te, tira-te as dúvidas. Depois de leres estes, procura mais, pesquisa o blog, segue as referências e etiquetas. Não te irás desiludir.

 

Ah! Nada como uma bela dose de Benfiquismo durante as férias, um banho de Luz por entre estas trevas de uma Humanidade cada vez menos brilhante!

 

Actualização 04/Julho, 20:12h

Um leitor deste blog fez-me saber de uma iniciativa, uma petição, para colocar Alberto Miguéns como responsável pelo Museu Cosme Damião. Nada mais justo, acertado e coerente com o Benfiquismo!

Aqui fica, para todos os Benfiquistas:

Considero uma excelente iniciativa e devemos todos, como Benfiquistas, dar uma resposta à altura. Pode até nem mover a direcção do clube, que poderão manter-se cegos a tal desígnio, mas pelo menos que tornemos esta iniciativa que partiu de um só, a iniciativa de todos nós, à Benfica!

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rematado às 08:49


Caso "Cotovislam" Slimani: O Sr. Domingos não é Cordeiro

por Ao Colinho do Isaías, em 16.06.16

Ainda não acabou, o caso acima, ainda que já tenha sido concluído oficialmente. O Sr. Domingos Cordeiro, vogal no caso, escreveu uma carta aberta a expôr o que considera ser «tudo menos uma decisão baseada na Lei e nos Regulamentos. É, antes, uma decisão de política desportiva, determinada por "atendismos"».

 

O Benfica manda nisto tudo!... Não é?

 

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rematado às 08:57


Grande Petit sem hipótese

por Ao Colinho do Isaías, em 15.03.16

Quanto mais distantes ficam da salvação, mais os jogadores do Tondela entram em descrença. O grupo de jogadores não está ao nível da I Liga, é certo, mas com certeza que os verão produzir mais, logo que o veredicto esteja lançado e seja matematicamente impossível escapar à descida. Questões de arcaboiço emocional.

 

O nosso grande Petit, cuja saída extemporânea do Boavista é para mim ainda um mistério, veio agarrar um projecto sem pernas para andar ou, pelo menos, só podendo andar com pernas que não estas.

 

O Benfica não necessitou de se empenhar para vencer confortavelmente, pese os amarelos desnecessários de Jardel e Mitroglou (se bem que não me convenço que o do Grego não fosse propositado, pensando em "limpar" no Bessa). Jonas acrescentou mais dois à sua conta e só não será o melhor marcador este ano se for permitido ao Slimani passar a marcá-los com os cotovelos... e mesmo assim...

 

Mantivemos a liderança e ultrapassámos mais uma barreira. Juntos até ao fim, altura em que se farão as contas a esta interessante e completamente atípica época.

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

NOTA: Quanto às insinuações de Inácio acerca de Júlio César, enfim... só espero que os assalariados ao serviço de Bruno de Carvalho se mantenham nessa toada "peixeira". É que mesmo que fosse verdade, acabaram por unir ainda mais, como as declarações de Jorge Jesus já o tinham feito em relação a Rui Vitória. Pelo "peixe" lhes morre a boca - já ninguém os levará a sério quando se tratar de algo mesmo sério e grave.

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rematado às 13:52


Como varas verdes

por Ao Colinho do Isaías, em 07.03.16

Tinha deixado escrito, no artigo anterior, que seria a pressão a decidir este campeonato. Bom, para já, foi sem dúvida a pressão que decidiu o Sporting - Benfica de sábado. Tendo a iniciativa de jogo, até forçada sobre os jogadores, parecia, a equipa do Sporting nunca foi clarividente o suficiente para poder afirmar que dominou o jogo e que foi "tiro ao boneco".

Longe disso.

A equipa do Benfica apresentou-se organizada, pragmática e concentrada. Cometeu poucos erros e num deles ia quase sofrendo o empate. Teve sorte? Pois claro que teve. No entanto, "A sorte dá muito trabalho", como se diz por aí hoje em dia. Muito trabalho, dedicação e humildade confiante.


Disse Jorge Jesus que o Rui Patrício não fez uma defesa. Tem razão, de facto: o toque subtil do enorme jogador Mitroglou teve tanta classe, que o pseudo novo Victor Damas (como se Rui Patrício chegasse sequer aos calcanhares do enorme rival de Eusébio) só se pôde sentar para melhor assistir à comemoração. Não fez uma defesa porque não há como defender o indefensável.


Disse Jorge Jesus também que o Benfica venceu sem saber como. Talvez a imprensa tenha, de novo e como sempre (por estar sempre contra o Sporting - assim o afirma quem diz que sabe), deturpado ou entendido mal as palavras do futuro treinador do Real Madrid (ou será FC Porto, afinal?). Provavelmente Jorge Jesus, resignado com a derrota e com a inabilidade da sua equipa em dominar o jogo em sua casa (como as estatísticas abaixo revelam) e frustrado com a inabilidade dos seus jogadores em lidar com a pressão que o seu próprio presidente colocou sobre os seus ombros, terá dito: «O Benfica ganhou. Sem saber, como.», ou seja, terá assumido a derrota e admitido que, sem dispor de "saber", tê-la-á comido ele mesmo. É bem possível que afinal essas declarações mal entendidas sejam afinal mais uma campanha da comunicação social contra o Sporting.

A realidade, contudo, é que neste momento o Sport Lisboa e Benfica está na luta, quando esteve arredado em finais do ano passado. Tudo devido à pressão de uns que muito falam (e que quiseram pontapear o seu rival quando este esteve caído no chão) e à ausência desta dos que foram dados como mortos (até por mim!). A realidade é que o clube de Alvalade, com a pressão de si próprio, treme como varas verdes.

Estou seguro que ainda não foi desta, contudo, que o Sporting Clube de Portugal aprendeu que a Glória não se obtém por decreto: CONQUISTA-SE!

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

Nota 1: Penso que o Sporting deve punir Bryan Ruiz com severidade. Ter-se deixado subornar com um mero voucher para o Museu da Cerveja e um kit Eusébio é indigno. Só assim se explica ter falhado este golo cantado, certo? É que se houve um erro contra o Sporting, foi orquestrado pelo Benfica, decerto!

Nota 2: Ou então a astúcia e planeamento persecutório ao Sporting Clube de Portugal, perpetrado pelo Sport Lisboa e Benfica vai ao cúmulo, como este Benfiquista parece quer revelar:

Taveira-estádio.PNG

Afinal, é certo que os adeptos leoninos já a viam "toda lá dentro" quando afinal ficou bem fora.

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rematado às 08:45




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