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Primeira Liga 18/19



Foi engodo à toupeira?

por Ao Colinho do Isaías, em 29.11.18

Tudo o que diz respeito ao Benfica, especialmente se for polémico, é um festim para a comunicação social deste país. Muito tem sido dito e escrito, ao longo dos últimos anos, por jornalistas e bloggers, com aparente acesso a vislumbres do que se passa dentro de portas do clube e da SAD.

 

Luís Filipe Vieira pode ser muita coisa, mas estúpido, não é. Será que aproveitou este momento para expor a verdadeira toupeira (dentro) do Benfica? É que à noite teve uma reunião com um número limitado de pessoas onde afirmou perante todos que Rui Vitória sairia. Depois, especulo eu apenas, imagine-se que a sós com cada um dos presentes, deu um nome diferente a cada um para o sucessor de Rui Vitória. A quem desconfiava mais, porque de certeza já desconfiava, deu o de Jorge Jesus.

 

E qual foi o nome que, em primeiríssimo lugar,  logo ao fim da noite, começou a sair nos meios de comunicação social e blogs, como sucessor de Vitória? Jorge Jesus. A toupeira identificou-se, mordendo o engodo. Quem será a toupeira? Talvez fiquemos a saber em breve. Tenho o meu palpite, mas guardo-o comigo.

 

Não ficou, como eu desejava, absolutamente claro que Jorge Jesus nunca mais, mas deu a entender, quando disse que queria alguém perfeitamente identificado com o "projecto da formação", que não seria hipótese. Espero, verdadeiramente, que nunca mais seja hipótese, mas não ficou absolutamente clarificado.

 

Não entendo, honestamente, os reais motivos que levaram Luís Filipe Vieira a manter Rui Vitória, nem se este conseguirá agarrar outra vez nos seus jogadores e arrancar a equipa deste ciclo, invertendo-o. Duvido que tenha mesmo sido "uma luz que lhe deu", excepto a "luz" de saber com toda a certeza quem é que andava a dar informações à comunicação social. Que terá aproveitado este seu passo de dança para expor o bufo, isso parece-me evidente.

 

Vamos aguardando pelas cenas dos próximos capítulos.

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rematado às 21:10


A vulgar metáfora da vaca

por Ao Colinho do Isaías, em 29.11.18

Devo começar por esclarecer que NINGUÉM na blogosfera me conhece pessoalmente ou sabe quem eu sou. Sou um anónimo Benfiquista que, como tantos outros, escreve o que pensa de forma independente e quando tem algo para dizer, individualmente. Não comunico com qualquer outro blogger Benfiquista fora das caixas de comentários, que são públicas e visíveis neste e noutros blogues (quando os comentários não são censurados, claro está).

 

Por forma a deixar clara a minha posição absolutamente individual quanto à propaganda em curso para limpar a imagem de Jorge Jesus e fazer os Benfiquistas aceitar o seu regresso, penso ser mais fácil fazê-lo, falando em Português "tasqueiro", ou seja, em linguagem mais popular e até vulgar, se não me levarem a mal, nem se sentirem ofendidos (agradeço o esforço nesse sentido).  Vou tentar esclarecer, com uma metáfora, como vejo INDIVIDUALMENTE (só aqui da minha cabeça, sem conspirações com mais ninguém, nem acções concertadas) essa propaganda em curso.

 

Assim, é equivalente a uma namorada toda boa que se teve durante anos e com quem tínhamos grandes noitadas de caloroso convívio. Acontece, contudo, que sustentar esse namoro saía caro, bem caro. Eram os jantares, as jóias, as roupas, os cremes, tudo caríssimo, mas ela era tão boa que até se ajoelhou, depois de quase nos levar ao êxtase mas nos deixar pendurados e agarrados, perante aquele gajo que não te grama nem à lei da bala - para seu regozijo e tua vergonha.

 

Pois a certa altura, e uns tantos orgasmos e muito dinheiro gasto depois, começou a considerar-se que era muita massa. Começou a repensar-se a relação - havia que baixar os custos e que propor-lhe algumas alterações à forma como funcionava este intercâmbio. O que faz então a namorada? Começa a olhar à volta e vai jantar com um dos teus inimigos enquanto ainda andava contigo e a planear o seu futuro sem ti - afinal ela é a última bolacha do pacote.

 

Pois bem chega um belo dia em que, depois de terem mais um orgasmo "à campeão" juntos, ela corre para os braços do teu inimigo, que lhe prometeu mais roupa e jóias (e não esquecer as vastas contas do cabeleireiro) e começa a dizer mal de ti - não só a ele, mas aos "manfios" com quem ele se dá, apenas unidos no seu ódio contra ti. Diz-lhes como te podem atacar, por vingança, de ter sido sequer posta em causa a forma da tua relação com tal beldade e tão competente veículo de êxtase (isso quando conseguia te fazer vir, no fim, pois às vezes estavas quase, quase, mas depois doía-lhe a cabeça e deixava-te de calças em baixo).

 

Ora, ela passa três anos abraçadinha ao teu inimigo e seus aliados de conveniência (ou inconveniência, como se veio a provar) e a custar-lhe ainda mais dinheiro. Só que, depois, como o orgasmo que prometera ao teu rival tardava em chegar e ele, farto de esperar (e seguramente em clara frustração sexual, por essa altura), começou a ameaçá-la de porrada, teve de fugir com um árabe.

 

Das arábias, apesar de rodeada de luxo e com um parceiro fácil de agradar, começou a pensar que, afinal, tu é que eras o homem para ela. Então o que faz ela? Fala com jornalistas (sempre amigos, dos eventos do jet-set em que ela, toda maquilhada, participava como rainha) e dá uma entrevista a dizer que boa dama à casa torna, piscando-te o olho.

 

Ora bem, aqui tu tens duas hipóteses: ou és honrado, tens amor próprio e recusas liminarmente toda e qualquer reaproximação, ou comportas-te como "um verme, sem coluna vertebral" (podia e devia ter escolhido outras palavras equivalentes, mas menos claras) e começas a dizer a todos os teus amigos que, afinal, ela quando fez aquilo foi por tua culpa e que não há problema ou impedimento em voltarem a andar juntos - como se não houvesse mais peixe no mar!

 

Costumo ter cuidado na linguagem que escrevo no blogue e até em comentários a outros. Assumo que, quando escrevi as palavras "verme, sem coluna vertebral", podia e devia ter escolhido outro vocabulário. Percebendo que tinha sido ofensivo, assumindo a responsabilidade do que escrevera, por mim e sem conluio, pedi honestas desculpas pela ofensa causada e linguagem vulgar. É que apesar de as palavras terem sido infelizes, por ofensivas, a ideia que transparecem é correcta: a tentação do comportamento "extremamente flexível a nível moral" (aqui está uma linguagem alternativa que me devia ter ocorrido na altura) está lá para todos, mas isso não significa que devemos ceder a ela.

 

Peço por isso, a si, leitor, que me perdoe a linguagem vulgar e que tente entender para além dela e descobrir o verdadeiro significado da metáfora grosseira (e potencialmente ofensiva, pela linguagem) e o motivo pelo qual os Valores do nosso Sport Lisboa e Benfica não se coadunam com o regresso de Jorge Jesus e que, promover tal regresso e considerá-lo, é desrespeitar o clube e a sua História honrada. Até pode vir a acontecer, mas isso (usando uma expressão popular) não muda o nome do boi... ou da vaca, neste caso.

 

Não há golpes, conluio ou concertação contra ninguém: há Benfiquistas verdadeiramente e honestamente ofendidos com a hipótese do regresso de Jorge Jesus, pelos motivos já referidos, e há linguagem vulgar e grosseira que, por muito que queiramos, às vezes nos sai da emoção.

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rematado às 08:54


Respeitar a História do Benfica é respeitar os seus Valores

por Ao Colinho do Isaías, em 28.11.18

A posição de Rui Vitória, abandonado ao seu destino por uma estrutura que soube louvar-se nos seus dois anos de sucesso, mas que encolhe-se agora perante a sua deriva, está, há semanas, insustentável - é facto.

Contudo, quando se pensa num eventual sucessor do actual treinador, tem de se ter sempre em mente o respeito para com os Valores do Sport Lisboa e Benfica, pois foram estes que nos trouxeram a História magnífica de que dispomos nesta instituição. É que o Benfica é mais que troféus; é também honestidade, justiça e honra.

 

Posto isto, o ponto prévio que salta logo à discussão sobre um possível regresso de Jorge Jesus, que já enjoa quer os pró quer os contra, é o de que Jorge Jesus não pode, por uma questão de honra Benfiquista, voltar a ser funcionário do clube. Porquê? Porque participou activamente numa campanha de enxovalho e ataque ao bom nome do Sport Lisboa e Benfica. Esteve lado a lado, de mãos e braços dados, com um aspirante a Pinto da Costa verde-e-branco que tudo fez para denegrir uma instituição (Benfica) a quem a sua (Sporting) teve de ir aliciar, com dinheiro, os seus primeiros futebolistas, para ganhar qualquer coisa e não fazer corar de vergonha o seu aristocrata fundador e financiador. E fez mesmo tudo, esse tal Bruno de Carvalho, que, à boa moda lagarta, é hoje por eles repudiado, num volte-face mais rápido do que o Lucky Luke saca a sua arma. Ele lançou suspeitas, incitou à violência, desrespeitou protocolos, corrompeu, insultou - e que fez Jorge Jesus nessa altura? Enquanto isto se passava e Jorge Jesus sentiu o seu ego inchado por pontos de avanço, numa tabela classificativa que tem sempre a capacidade para nos surpreender quando fecham as jornadas, ele insultou, faltou ao respeito, ofendeu o treinador do Sport Lisboa e Benfica. Mais: Como pôde Bruno de Carvalho ter acesso a tanta informação que pôde adulterar a seu bel-prazer para lançar as suas campanhas anti-Benfica, que conquistaram os corações de tanto réptil? Foi Jorge Jesus, ponto!

Por isto, por honra Benfiquista, Jorge Jesus NUNCA MAIS!

 

Contudo, agora desenterra-se uma ideia que, já anteriormente o próprio clube quis propagar: a de que Jorge Jesus tem mais títulos que Otto Glória.

 

Otto Glória conquistou no Benfica quatro títulos de Campeão Nacional e mais três troféus da Taça de Portugal. Jorge Jesus conquistou três títulos de Campeão Nacional e mais uma Taça de Portugal.

 

Não se podem incluir Taças da Liga e Supertaça neste comparativo, pois só pode ser comparado o que é comparável: quantas Taças da Liga teria Otto Glória se as houvesse em disputa no seu tempo de treinador do Benfica? Como não se pode responder a isso, não pode ser incluído na comparação. Estranho até que pessoas ligadas à economia e estatística cometam esse erro.

 

É o mesmo que dizer que Pauleta, por exemplo, é um melhor marcador de golos pela Selecção Nacional que Eusébio, pois marcou, efectivamente, 47 golos em comparação com os 41 de Eusébio. Contudo, precisou de 88 jogos para chegar a essa marca (um rácio de 0,53 golos por jogo na Selecção), enquanto que Eusébio marcou 41 em 64 jogos (rácio de 0,64 golos por jogo na Selecção). Ora se no tempo de Eusébio haviam menos jogos Internacionais de Selecções e menos competições, teve menos oportunidade de marcar golos. Pelo rácio de golos marcados por jogos que demonstrou, se Eusébio tivesse podido jogar 88 jogos como Pauleta, prevê-se que o número de golos tivesse sido maior também.

Por isso,  não se pode comparar o incomparável. Otto Glória não teve Taças da Liga nem Supertaças a disputar, nem repescagem para a Liga Europa quando eliminado da Champions.

 

Otto Glória conquistou 4 Campeonatos para o Sport Lisboa e Benfica em 7 épocas no total, com mais 3 Taças de Portugal e 1 final da Taça dos Campeões Europeus (hoje Champions League, mas só com eliminatórias). O seu rácio de Campeonatos conquistado por épocas disputadas no Benfica é de 0,57 e o de Taças de Portugal conquistadas é de 0,42.

 

Jorge Jesus conquistou 3 Campeonatos para o Sport Lisboa e Benfica em 6 épocas, com mais uma Taça de Portugal. Taças da Liga e Supertaça, pelo mencionado acima não podem ser incluídos nesta análise, por falta de oportunidade de Otto Glória em as disputar. O rácio de Campeonatos ganhos no Benfica por Jorge Jesus é de 0,50 e o de Taças de Portugal conquistadas é de 0,17.

Jorge Jesus e Otto Glória são treinadores com o seu lugar devido e meritório na História inolvidável do Sport Lisboa e Benfica. Só que nem o futuro, nem o presente são o passado. O próximo treinador do Sport Lisboa e Benfica terá de ser alguém diferente.

 

Jorge Jesus NUNCA MAIS.

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rematado às 10:50


Manuel Sérgio, profundo admirador e amigo de Jorge Jesus

por Ao Colinho do Isaías, em 26.11.18

Quem é Manuel Sérgio, profundo admirador e amigo de Jorge Jesus, referido e citado com credibilidade em http://geracaobenfica.blogspot.com/2018/11/recomendado-aula-do-mestre-jorge-jesus.html ?

 

 

Podem suspeitar da minha opinião, que sou um anónimo Benfiquista, mas nunca suspeitar da de Alberto Miguéns:

 

https://em-defesa-do-benfica.blogspot.com/2015/04/o-incrivel-pasteleiro-manuel-sergio.html

 

https://em-defesa-do-benfica.blogspot.com/2012/05/mas-que-e-isto.html

 

Jorge Jesus, NUNCA MAIS.

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rematado às 14:58


Para que fique claro, Benfica Eagle

por Ao Colinho do Isaías, em 18.11.18

http://geracaobenfica.blogspot.com/2018/11/analise-destruicao-de-uma-equipa.html

 

Não, não e NÃO!

Ele até podia ser o Guardiola. Não se tratam só de números mas sim de princípios.
E mesmo quanto a números, com tudo o que teve falhou em momentos-chave para o que ganha em salário.

Jorge Jesus NUNCA MAIS.

E Benfica Eagle, não percas a tua credibilidade ao insistir neste ponto. Dá-te ar de verme, sem coluna vertebral, o que é a imagem inversa do que sempre transpareceste. MAS NÃO HÁ MAIS NINGUÉM NO MUNDO PARA TREINAR O BENFICA?!

Repito o que diz Alberto Miguéns: No Benfica não se escolhe, excluí-se.

Com desapontamento,
A.do Isaías

Responder
Respostas
  • Jorge Jesus está de REGRESSO!
    Quem não gostar que coloque na borda do prato. É simples.
    Rasguem o cartão e o red pass. AZAR! Outros irão ocupar as cadeiras.

    Respeitinho, e um aviso à navegação. 
    Comentários de "verme" "sem coluna" e outras adjectivações do mesmo género vai tudo para o CAIXOTE DO LIXO!

    Só aprovei este comentário para dar este aviso à navegação!

 

Resposta que não foi aprovada pelo Benfica Eagle, mas que fica aqui para registo futuro:

Ou então Vieira está de SAÍDA!
Porque se o fizer quererá aniquilar os valores do Sport Lisboa e Benfica.

O desenvolvimento que trouxe ao clube, incluíndo a era Jorge Jesus, já tem um lugar especial na história do Glorioso, mas quem defende o regresso de Jorge Jesus, tendo sido ele a porta aberta aos ataques de que o Benfica foi alvo, é defender não ter coluna vertebral e é defender o fim dos princípios do Benfica.

Não gostas, põe na borda do prato ou então escolhe outro clube que seja mais volátil a nível moral, como o Sporting, por exemplo, que até nem é longe e não se gasta muito em transportes.

Se quiseres, não aproves o comentário, mas querer defender o indefensável e festejar isto é festejar queimar uma bandeira do Benfica.

Tenho dito.
A.do Isaías

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rematado às 13:34


Destaque: Benfica Sou Eu sobre RV / JJ

por Ao Colinho do Isaías, em 07.11.18

https://obenficasoueu.blogspot.com/2018/11/exige-se-proteccao-rui-vitoria-depois.html

 

Este artigo é de profundo Benfiquismo.

Concordo plenamente com ele e, acrescento: penso que ao não recusar a ideia de Jorge Jesus voltar ao Benfica na entrevista à TVI, Luís Filipe Vieira assinou a sua saída da Presidência do Sport Lisboa e Benfica, mesmo que tal não venha a suceder... a não ser que o desminta categoricamente, em tempo útil, e não surjam escutas ou documentos provando afinal o contrário.

 

Tenho aqui apontado as virtudes do Benfica-empresa sob a alçada de Vieira. Só que no dia em que o Benfica-espírito se sentir ferido e traído, o originador dessa traição ao espírito do Glorioso perderá o seu lugar, independentemente da História que tenha já ajudado a construir.

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rematado às 10:52


Jesus, jamais!

por Ao Colinho do Isaías, em 05.11.18

Jesus, jamais!

 

Trazer de volta Jorge Jesus depois de tudo o que se passou e ele fez e disse no ano do tri, jamais!

 

Fazê-lo seria alienar os jogadores, que bem se lembram, seria alienar os adeptos, que não se esquecem.

 

Para além de que uma mudança de treinador terá de ser para melhor. Jorge Jesus não só já provou não ser melhor que Rui Vitória (excepto na basófia e na boa imprensa), como é muito, mas muito mais caro.

 

Nunca! Jamais! Jorge Jesus, não!

 

Actualização, 05/NOV/2018 10:43h:

Até parece que combinámos:

https://obenficasoueu.blogspot.com/2018/11/elenao-jesus-nunca.html

 

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rematado às 10:23


Há muito do 30 no 35!

por Ao Colinho do Isaías, em 16.05.16

O Glorioso Sport Lisboa e Benfica sagrou-se ontem tri-campeão nacional da I Liga, tendo conquistado o seu 35º título.

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.


Intensos como poucos, os adeptos Benfiquistas são, por norma, extremamente supersticiosos e preservam, com ou sem vontade, com prazer e com sofrimento, muitos fantasmas da História do seu clube. Esta comparação que aqui farei, apesar de positiva, não deixa de pertencer à categoria dos fantasmas, pois as boas memórias (como a do 30º em 1993/94) que os Benfiquistas guardam são, também, como se viu até 2004/05, uma assombração quando surgem distantes no tempo.

 

Muitos Benfiquistas, crentes na vitória final neste campeonato, particularmente a seguir à vitória em Alvalade, não deixaram de temer outro "fantasma", o de Kelvin há 3 anos, por exemplo, ainda que o escondessem em gritos de apoio a esta equipa que acabou por fazer História.

 

Este 35º tem, assim, muitas semelhanças com o 30º, conquistado em 1993/94, ainda que com as devidas diferenças, obviamente. Em primeiro lugar, em 93/94 o FC Porto estava mais forte, tendo mesmo roubado o segundo lugar ao Sporting no sprint final. Depois, ao invés de dois jogadores importantes terem rumado a Alvalade, foi sim o treinador bi-campeão, muito querido entre os adeptos por motivos que já enumerei anteriormente, a partir para o Sporting e o vice-capitão, com oito épocas de Águia ao peito, a rumar ao FC Porto. Também importante diferença é a situação financeira entre as duas épocas: no 30º, o Glorioso começava a sentir um afundamento que, como não foi invertido, muito pelo contrário, por Manuel "Coveiro" Damásio (por muito que seja convidado a aparecer em eventos do Benfica, jamais se livrará da memória do que fez de mal ao nosso clube - outro dos "fantasmas" que mencionei), provocou um naufrágio que durou uma década.

Foi, por isso, e em semelhança ao campeonato da época 1993/94, uma vitória do Sport Lisboa e Benfica perante um intenso ataque dos seus rivais, com as diferenças contextuais apontadas.

 

 

Rui Vitória começou mal a época. Sim, muito por culpa da pré-época desastrosa com as malas às costas no continente Americano, mas também devido a não ter sabido, na altura, exorcizar dos seus jogadores, dos adeptos e, talvez, de si próprio, o fantasma de Jorge Jesus, que teimava em subsistir nas sombras do mundo Benfiquista como um papão. Benfiquista como é, Rui Vitória deveria ter tido a noção do que é a mentalidade Benfiquista e do seu inconsciente apego aos "fantasmas". Em sua defesa se deve apontar a sua falta de experiência no contexto de um clube da dimensão do Benfica, sendo que a estrutura do clube lhe deveria ter proporcionado essa ajuda, o que não aconteceu. Vitória permitiu, pelo seu relativo silêncio e discurso repetitivo, que o seu trabalho estivesse sempre refém das impressões digitais do seu antecessor.

As ideias de Rui Vitória são diferentes das de Jorge Jesus. O facto de ambos terem optado por um 4-4-2 no Benfica, não as torna semelhantes, de todo. Nenhum dos dois inventou esse esquema táctico, nem tão pouco o jogo interior dos extremos que acabou por impulsionar a equipa para uma classificação nunca vista. Com Rui Vitória viu-se maior controlo emocional nos diversos momentos de jogo, maior cautela, maior pragmatismo num futebol mais prático (assim que os fantasmas foram, por fim, exorcizados). Viu-se também uma preocupação, de base, em utilizar o trabalho de muitos anos que se tem feito no Seixal - ponto fundamental para a sua contratação.

Rui Vitória foi criticado - e com razão! - no momento em que precisou de o ser, porque o Benfica é exigência, uma casa onde se aprende vencendo perante os rivais mas também perante as limitações próprias. É agora - e com grande mérito! - elogiado pela extraordinária liderança que conseguiu impor de forma calma e convicta, levando a equipa à vitória final.

A semelhança desta 35ª conquista do campeonato nacional com a 30ª reside no ataque sem tréguas do Sporting que, uma vez mais, tal como em 1993/94, tendo derrubado o seu odiado rival no primeiro assalto, tratou de o querer humilhar, de se regozijar com a conquista que ainda não tinha atingido. O 0-3 na Luz aplicado pelo Sporting, perante as exibições do Benfica que a antecederam tão manchadas pela dúvida em relação ao valor de tudo o que envolvia a equipa, em particular Rui Vitória, foi esse tal momento do knockdown (utilizando linguagem do boxe).

«Está ganho!» - ouviu-se do outro lado da 2ª Circular. Essa curta ideia após a vitória na Luz acabou por servir o propósito de (consegue perceber-se agora, à distância) retirar de Rui Vitória o peso da expectativa por parte dos adeptos e deixá-lo trabalhar as suas ideias "em sossego". Aos poucos e poucos, o Benfica lá ia ganhando, melhorando aqui e ali, fazendo exibições excelentes como a de Madrid, alternadas com a pobreza na Madeira diante do União.

Foi, no entanto, na conferência de imprensa de resposta às "postas de pescada" em que foi acusado de "não ser treinador", que Rui Vitória tomou, finalmente, as rédeas da equipa, exorcizou das suas mentes Jorge Jesus e uniu os adeptos à sua volta. A partir daí, só o FC Porto travou este Sport Lisboa e Benfica a nível nacional, na melhor exibição da época da equipa azul e branca, colocando um carácter decisivo estampado no jogo de Alvalade.

 

Neste momento, devo lembrar que o Sporting teve 8 pontos de avanço sobre o Benfica, a dada altura. 8 pontos de avanço e perderam 10, 3 dos quais nesse jogo em Alvalade. Mesmo se excluíssemos os erros de arbitragem que favoreceram o Sporting (e não foram poucos, até fora de campo, como o caso "Cotovislam" Slimani), que justificação sobra aos responsáveis pelo Sporting, e a Jorge Jesus em particular, para a perda de 10 pontos de uma super-equipa como o treinador disse que a sua equipa era? E isto sem contar com as falhas de arbitragem que favoreceram o Sporting! Será que Bryan Ruiz não tem qualquer responsabilidade na perda desses pontos, falhando dois golos no derby, um de forma escandalosa? É que os adeptos do Sporting devem entender (e muitos entendem-no, há que dizê-lo) que quando os Benfiquistas criticaram Rui Vitória, fizeram-no com o mesmo amor ao clube que quando agora o elogiam - ou seja, é na identificação das responsabilidades próprias que reside a força para se transformar uma derrota em vitória. Nunca os Benfiquistas no geral se focaram no Sporting (por muito que os responsáveis do emblema do leão o quisessem e tentassem, pela provocação), mas sem dúvida que o Sporting se focou inteiramente no seu ódio irracional ao Benfica e, em particular, nas vitórias da Supertaça e no 0-3 na Luz. O 0-1 em Alvalade foi, mais que um balde de água fria, uma reviravolta emocional no campeonato. Do «Está ganho!» passou-se ao «somos a melhor equipa» e «eles têm sorte».

 

A cada vitória do Benfica na longa caminhada entre Alvalade e a 34ª jornada, o desespero leonino foi crescendo, por perceberem que tinham dado, uma vez mais, historicamente, um tiro no próprio pé - tal como em 1993/94 com Sousa Cintra e o despedimento de Bobby Robson. Imagine-se se nos anos 90 houvesse Facebook e os jornais online como agora. Sim, Sousa Cintra teria feito algo parecido a nível de comunicação contra o Benfica, não tenho dúvidas.

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A postura de Jorge Jesus na conferência de imprensa a seguir ao jogo em Braga fez-me lembrar a de Sérgio Conceição no final da Taça de Portugal do ano passado: incapazes ambos de reconhecerem os erros próprios e os méritos dos adversários. É que Sérgio Conceição perdeu no Braga que orientava uma Taça de Portugal perante um Sporting que acreditou mais e soube ser humilde no jogo, tal como Jorge Jesus perdeu no Sporting um campeonato diante de um Benfica que soube ser prático e humilde durante a totalidade da maratona. Ainda por cima, Jorge Jesus saiu cedo das competições europeias e com resultados pouco dignos para um clube Português, muito menos para um da dimensão do Sporting. Jesus continua, portanto, refém de si mesmo: é dele o mérito, ganhe quem ganhar. Burro velho não aprende truques novos. É pena, porque poderia ser um dos melhores da Europa, mesmo tendo chegado tarde ao futebol de topo. Só que os jogadores sentem isto tudo, por muito que queiram ser profissionais - eles sabem que, para Jorge Jesus, só contam se lhe derem êxito. Fora isso, são meros joguetes nas suas mãos.

Rui Vitória, por seu lado, teve todo o direito, ao contrário do que alguns afirmaram, de dar uma resposta que até podia ter sido mais contundente ao treinador do Sporting que o tentou humilhar ao fim do primeiro assalto. "Quem não se sente não é filho de boa gente" e muito já o homem que existe por detrás da máscara do profissional de futebol teve de suportar. O seu comentário, lançado com a mesma serenidade de (quase) sempre na direcção do rival, foi um coup de grâce ao orgulho do seu homólogo rival, inteiramente merecido por este. Rui Vitória foi campeão com uma pontuação Histórica, sem Matic, Enzo Pérez, Cardozo, Di Maria, Saviola, Aimar, Garay ou Witsel. Foi campeão sim com Nélson Semedo, Renato Sanchez, Lindelöf, Gonçalo Guedes, Éderson e até, porque não incluir, Nuno Santos, Jovic e Clésio. Com este treinador, os jogadores sentiram-se o centro do jogo, o centro da equipa. O mérito sempre lhes foi atribuído.

Por muito que se possa apontar a Luís Filipe Vieira, ele é reconhecidamente, pela sua aposta ganha, o arquitecto do 35 e do tri-campeonato. Até o seu mais recente opositor o reconheceu, antes de terminar o campeonato e de se saber o resultado final da prova, que não faria sentido candidatar-se contra o actual presidente.

 

Com tudo isto, tenho de dizer que o Sport Lisboa e Benfica conquistou esta época, para o seu rol de fantasmas, mais um: da próxima vez que estivermos por baixo e nos quiserem humilhar, lembrar-nos-emos de 2015/16 e do célebre 35 conquistado por Rui Vitória.

 Que seja o primeiro de muitos!

 

Não sendo apreciador do estilo musical em si, penso que esta canção define muito do que foi a história deste campeonato:

 

E porque não terminar com um sorriso? :-)

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Actualização 16/Maio/2016, 21.23h:

Video que resume esta época, os altos e baixos, elaborado por Guilherme Cabral.

 

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rematado às 14:06


Grande Petit sem hipótese

por Ao Colinho do Isaías, em 15.03.16

Quanto mais distantes ficam da salvação, mais os jogadores do Tondela entram em descrença. O grupo de jogadores não está ao nível da I Liga, é certo, mas com certeza que os verão produzir mais, logo que o veredicto esteja lançado e seja matematicamente impossível escapar à descida. Questões de arcaboiço emocional.

 

O nosso grande Petit, cuja saída extemporânea do Boavista é para mim ainda um mistério, veio agarrar um projecto sem pernas para andar ou, pelo menos, só podendo andar com pernas que não estas.

 

O Benfica não necessitou de se empenhar para vencer confortavelmente, pese os amarelos desnecessários de Jardel e Mitroglou (se bem que não me convenço que o do Grego não fosse propositado, pensando em "limpar" no Bessa). Jonas acrescentou mais dois à sua conta e só não será o melhor marcador este ano se for permitido ao Slimani passar a marcá-los com os cotovelos... e mesmo assim...

 

Mantivemos a liderança e ultrapassámos mais uma barreira. Juntos até ao fim, altura em que se farão as contas a esta interessante e completamente atípica época.

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

NOTA: Quanto às insinuações de Inácio acerca de Júlio César, enfim... só espero que os assalariados ao serviço de Bruno de Carvalho se mantenham nessa toada "peixeira". É que mesmo que fosse verdade, acabaram por unir ainda mais, como as declarações de Jorge Jesus já o tinham feito em relação a Rui Vitória. Pelo "peixe" lhes morre a boca - já ninguém os levará a sério quando se tratar de algo mesmo sério e grave.

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rematado às 13:52


Como varas verdes

por Ao Colinho do Isaías, em 07.03.16

Tinha deixado escrito, no artigo anterior, que seria a pressão a decidir este campeonato. Bom, para já, foi sem dúvida a pressão que decidiu o Sporting - Benfica de sábado. Tendo a iniciativa de jogo, até forçada sobre os jogadores, parecia, a equipa do Sporting nunca foi clarividente o suficiente para poder afirmar que dominou o jogo e que foi "tiro ao boneco".

Longe disso.

A equipa do Benfica apresentou-se organizada, pragmática e concentrada. Cometeu poucos erros e num deles ia quase sofrendo o empate. Teve sorte? Pois claro que teve. No entanto, "A sorte dá muito trabalho", como se diz por aí hoje em dia. Muito trabalho, dedicação e humildade confiante.


Disse Jorge Jesus que o Rui Patrício não fez uma defesa. Tem razão, de facto: o toque subtil do enorme jogador Mitroglou teve tanta classe, que o pseudo novo Victor Damas (como se Rui Patrício chegasse sequer aos calcanhares do enorme rival de Eusébio) só se pôde sentar para melhor assistir à comemoração. Não fez uma defesa porque não há como defender o indefensável.


Disse Jorge Jesus também que o Benfica venceu sem saber como. Talvez a imprensa tenha, de novo e como sempre (por estar sempre contra o Sporting - assim o afirma quem diz que sabe), deturpado ou entendido mal as palavras do futuro treinador do Real Madrid (ou será FC Porto, afinal?). Provavelmente Jorge Jesus, resignado com a derrota e com a inabilidade da sua equipa em dominar o jogo em sua casa (como as estatísticas abaixo revelam) e frustrado com a inabilidade dos seus jogadores em lidar com a pressão que o seu próprio presidente colocou sobre os seus ombros, terá dito: «O Benfica ganhou. Sem saber, como.», ou seja, terá assumido a derrota e admitido que, sem dispor de "saber", tê-la-á comido ele mesmo. É bem possível que afinal essas declarações mal entendidas sejam afinal mais uma campanha da comunicação social contra o Sporting.

A realidade, contudo, é que neste momento o Sport Lisboa e Benfica está na luta, quando esteve arredado em finais do ano passado. Tudo devido à pressão de uns que muito falam (e que quiseram pontapear o seu rival quando este esteve caído no chão) e à ausência desta dos que foram dados como mortos (até por mim!). A realidade é que o clube de Alvalade, com a pressão de si próprio, treme como varas verdes.

Estou seguro que ainda não foi desta, contudo, que o Sporting Clube de Portugal aprendeu que a Glória não se obtém por decreto: CONQUISTA-SE!

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

Nota 1: Penso que o Sporting deve punir Bryan Ruiz com severidade. Ter-se deixado subornar com um mero voucher para o Museu da Cerveja e um kit Eusébio é indigno. Só assim se explica ter falhado este golo cantado, certo? É que se houve um erro contra o Sporting, foi orquestrado pelo Benfica, decerto!

Nota 2: Ou então a astúcia e planeamento persecutório ao Sporting Clube de Portugal, perpetrado pelo Sport Lisboa e Benfica vai ao cúmulo, como este Benfiquista parece quer revelar:

Taveira-estádio.PNG

Afinal, é certo que os adeptos leoninos já a viam "toda lá dentro" quando afinal ficou bem fora.

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rematado às 08:45




Ao Colinho do Isaías

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