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Primeira Liga 18/19



Insustentável

por Ao Colinho do Isaías, em 02.11.18

Fiquei um admirador de Rui Vitória depois da conquista do Tri, altura em que me surpreendeu (e a todos) pela humildade e capacidade de unir os jogadores à sua volta para conquistar o Campeonato, a Taça da Liga e chegar aos Quartos-de-Final da Champions. Confirmou a sua capacidade com o Tetra inédito para o Glorioso no ano seguinte, completado com uma Taça de Portugal.

Perdemos o Penta, depois, num ano de ataques asquerosos, que fizeram com que Rui Vitória, na sua comunicação, mudasse. Viu-se forçado a puxar dos méritos, dos títulos e a ter de se defender, sozinho, dos ataques à sua pessoa e à equipa que lidera.

 

Hoje, e desde o segundo golo do Belenenses no Jamor, é um treinador que perdeu a sua melhor qualidade, tem de ser afirmado: a sua capacidade de motivar, de unir e de puxar o que de melhor têm os seus jogadores. A equipa perde-se em campo perante as contrariedade, quando antes era tão forte a reagir. Algo se passou no balneário, nos bastidores, mas seguramente que a tal não é alheia a repetida defesa do seu valor e da sua posição para a imprensa com a perda de uma humildade que era o seu brasão.

Rui Vitória tem já lugar cativo na História do Benfica, mas, considero, que não tem mais condições para permanecer. Um abraço, Rui, um profundo agradecimento, honesto e sentido, mas a tua posição tornou-se insustentável, neste momento. Deixei de acreditar que sejas capaz de dar a volta, dada a mudança na tua mensagem e, penso, os jogadores também deixaram.

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rematado às 22:32


Benfiquistas marcam golos

por Ao Colinho do Isaías, em 10.04.17

Há muito que considero que, neste tipo de campos, como o de Moreira de Cónegos, as equipas que o Benfica deve apresentar terão de ser formadas por elementos de músculo. São terrenos complicados pela forma como a sua própria dimensão e estado dificultam a circulação da bola e são um impedimento à técnica.

 

Ontem, apesar de o onze inicial não ter sido composto pelos elementos que maiores garantias ofereceriam em termos de capacidade de luta e muscular, foi uma equipa que se entregou à partida e acabou por construir esta vitória de forma muito semelhante à que conseguiu diante do Feirense em Santa Maria da Feira. É possível jogar mais que isto num campo destes, é. Só que é preferível esta visão pragmática sobre o resultado que se tem na mão (afinal, esta equipa derrotou-nos na meia-final da Taça da Liga e aquela dupla de ataque quase que voltava a fazer estragos novamente).

 

 
Se me perguntarem se este Benfica deslumbra neste momento, claro que respondo que não. Contudo, este é o Tugão e os anos 70 e 80 já lá vão. Desde o Mundial Itália 90 que o futebol, tacticamente, mudou - há que olhar para esse aspecto cultural também. Não quero com isto dizer que o Benfica não pode nem deve jogar mais. Quero sim dizer que a época é bem mais "longa" para quem tem de jogar meia época de futebol e outra metade de "assim-assim" em campos destes.
Se se quiser um futebol de elite com maior qualidade, é necessário ter coragem para mudar o que é necessário, para criar condições a que o espectáculo seja melhor. Já referi algumas dessas ideias anteriormente, pelo que não me repetirei.


Neste tipo de jogos, são os Benfiquistas, aqueles que lá estão nas bancadas e aqueles que se entregam a hora e meia de "prezado sofrimento" em frente a uma TV, que marcam os golos - é mesmo!

Nota final: Samaris. Ele que é um dos meus jogadores preferidos no plantel, pelo quanto sente a camisola que veste. Quer ele tenha ameaçado, quer tenha mesmo agredido, teve uma atitude repreensível que deverá ter também uma análise interna. Ao contrário do que arruaceiros armados em doutos e civilizados cidadãos querem que as pessoas creiam, o Benfica não é, nem nunca foi, isto.

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rematado às 12:26


Entregar o ouro ao bandido

por Ao Colinho do Isaías, em 27.01.17

A equipa do Sport Lisboa e Benfica mereceu perder este jogo.

 

Uma partida, como nós bem sabemos, é disputada em 90 minutos, não 45. A exigência, particularmente na concentração e no foco no jogo, é ainda mais elevada quando se enverga o Símbolo e o Manto Sagrado.

 

Rui Vitória, que no geral costuma ter uma boa leitura do jogo e dos adversários, foi, desta vez, "comido de cebolada" pelo ódio que se lhe opôs, incorporado e personalizado por Augusto Inácio. Como ele próprio referiu no final, foram "camisolas vermelhas contra verdes e brancas" - com esta injecção de fuel, o ódio se reacende. Perder, especialmente assim, com tanta desorientação, foi entregar o ouro ao bandido.

 

 

Eu repito que a equipa do Benfica mereceu perder e que, por consequência (porque fez pela vida e bem), a equipa do Moreirense mereceu ganhar. O que me desgosta é ter sido com Inácio, que representa o ódio, personifica-o. É apenas mais um a fazê-lo, entre o presente e o passado. O Sport Lisboa e Benfica, como Símbolo, brilha mais intensamente que qualquer outro clube (pelo menos, em Portugal) e, por consequência, a sombra que essa Luz forma perante os outros é maior, fazendo parecer que o mais pequeno, mas menos brilhante, está à sua altura. Por isto, o Benfica não pode, nunca, perder-se. Não pode perder-se na sua equipa em campo e não pode perder-se em relação à direcção em que caminha.

 

O ódio, sombra causada pela intensa Luz do Glorioso, estará sempre presente, sempre à espreita. É no momento do jogo (que é sempre mais que apenas um jogo) que temos de mostrar a superioridade do nosso Símbolo, pois qualquer desleixo será aproveitado.

 

Contudo, este resultado poderá ter um efeito positivo. Rui Vitória, que é inteligente, não deverá voltar a arriscar nos seus onzes e seguramente que esta segunda parte será usada como exemplo doravante. Adicionalmente, com jogo na segunda-feira para a I Liga, os jogadores titulares estarão em brasa para rectificar a imagem que deixaram - e isso pode e deve ser psicologicamente usado pelo treinador. Apelo à humildade, concentração e dedicação de todos os envolvidos.

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rematado às 08:24


A simplicidade da grandeza

por Ao Colinho do Isaías, em 01.02.16

De forma simples, eficaz, descomplexada, o Benfica passou com distinção o duplo teste em Moreira de Cónegos, com um saldo total de 2-10 no conjunto das duas partidas.

Para a Taça da Liga, mais fácil e espectacular. Para a I Liga, mais pragmático e eficaz.

Depois de tudo pelo que esta equipa e este treinador passaram na primeira fase da época, parece-me que a melhor resposta a todas as nossas (merecidas) críticas é mostrarem, jogo após jogo, que a crítica é, no Sport Lisboa e Benfica, a sua melhor alavanca para o sucesso Histórico que fazem dele o Glorioso.

Leia uma análise mais factual à partida acima, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

Leia uma análise mais factual à partida acima, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

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rematado às 08:45


Isto não é nada!

por Ao Colinho do Isaías, em 31.08.15

O nosso Glorioso lá conseguiu, a custo, como tem sido sempre esta época, arrancar mais três pontinhos na Luz. Frente a uma equipa como o Moreirense, que luta pela manutenção, voltámos a mostrar muito pouco futebol. A equipa de Moreira de Cónegos fez pela vida e implementou o seu jogo, mas cabia ao Benfica a responsabilidade de pegar nas rédeas da partida.

A nossa equipa não jogou nada. Este tem de ser o primeiro comentário ao jogo jogado. Não há um pingo de coordenação, organização e interajuda, sejam elas defensivas ou ofensivas. Tudo é feito em esforço e demasiado entregue à capacidade criativa e à imprevisibilidade das unidades individuais. Acabámos por sofrer o primeiro golo num lance em que o Lisandro parecia um juvenil: largou a marcação do homem mais avançado do adversário, quando contava com o apoio de mais, pelo menos, três colegas contra outros dois, para, imagine-se, se virar para a bola! Quando o fez perdeu o avançado de vista e este ficou à vontade. Mais! Reparem nas imagens a colocação do resto dos colegas defensivos. Do lado contrário, caso o avançado Raphael quisesse cruzar ao segundo poste, aparecia isolado um outro jogador Moreirense! Inacreditável como vai tudo à bola e ninguém organiza!

Pronto, aos repelões e com dois avançados de área e um génio Jonas atrás deles, lá conseguimos fazer três golos e ainda compensar um golo irregular do adversário, em fora-de-jogo, só que isto não é nada! O único dos três golos que marcámos que é de facto originado por uma boa jogada, é o segundo, o do Samaris: boa capacidade do Mitroglou para suster a bola e um passe atrasado que rasga a organização defensiva contrária, sim Sr. No entando, os outros dois, sendo verdade que foram cruzamentos impecáveis do Gaitán, foram lances de "deixa mandar lá para dentro a ver se pega"... e lá pegou duas vezes, com duas excelente finalizações, de Jimenez e de Jonas, mas isto é demasiado ao acaso! Tinha sido um lance semelhante que abrira o marcador com o Estoril...

Eu sou paciente, no sentido de perceber que ideias novas não entram logo todas na equipa e que a preparação da pré-época foi desastrosa. No entanto, há que ver alguma coisa em campo e o que vejo, de momento, são onze jogadores e não uma equipa com o mínimo, o mínimo, de coordenação de qualquer espécie. Falta um plano, seja ele qual for.

Repito: Isto não é nada!

 

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

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rematado às 14:31




Ao Colinho do Isaías

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