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Primeira Liga 18/19



A responsabilidade não é de Bruno de Carvalho

por Ao Colinho do Isaías, em 12.06.18

Recentemente, tanto ilustres como desconhecidos Sportinguistas têm manifestado, de forma mais ou menos efusiva, a sua revolta perante a permanência de Bruno de Carvalho na Presidência do Sporting Clube de Portugal. Contudo, há que afirmá-lo, tal reacção não surge devido a afectações morais para com directrizes de gestão por parte do actual Presidente dessa instituição. Surge sim porque o Sporting perdeu quando ele prometera vencer e, agora, por sua própria culpa, perde também jogadores e, com isso, provavelmente, margem de manobra negocial em futuras transferências no futebol.

 

Isto é, os Sportinguistas só se revoltaram perante a iminente capitulação. Relembro que até depois do ataque em Alcochete e antes da final da Taça perdida, haviam imensas manifestações de apoio ao Presidente do Sporting!

 

Quando Bruno de Carvalho incitou, com o seu anti-Benfiquismo, vizinhos contra vizinhos, familiares contra familiares, colegas contra colegas, era um heroi para os Sportinguistas. Foi buscar Jorge Jesus para ser campeão e foi o gaúdio. Lançou a treta dos vouchers e os Sportinguistas uniram-se CONTRA o Benfica, sob uma fantasia de superioridade e soberba (sentimento aliás, sempre encontrado no Sporting em qualquer época). Quando se aliou a Pinto da Costa e sua turma e lançou Nuno Saraiva e jornalistas em jornais de referência numa campanha criminosa CONTRA o Benfica, era um divino César entre os cidadãos da Roma Sportinguista.

 

Panfletos de 2016, distribuidos anónimamente em Lisboa, página 1

 

Nem aos avisos de há dois anos nem a qualquer oposição foi dada atenção. Os sinais, os comportamentos, os evidentes traços de personalidade sempre lá estiveram, mas não foi por eles que os Sportinguistas se revoltaram. Revoltaram-se sim, apenas e somente, quando sairam derrotados em mais uma época desportiva, uma vez mais falhada por influência directa de Bruno de Carvalho e quando observam a sua Roma de Alvalade a arder, enquanto ele toca harpa e se inspira para mais umas ridículas conferências de imprensa!

 

Panfletos de 2016, distribuidos anónimamente em Lisboa, página 2

 Imaginemos pois que o Sporting tinha ganho os campeonatos nos últimos três anos, desde a chegada de Jesus. Que diriam os Sportinguistas? Algo semelhante, seguramente, ao que os Portistas disseram sob os primeiros anos da Presidência de Pinto da Costa no Futebol Clube do Porto:


«Aquilo é que é liderar! Pôs os jogadores e todos no clube na ordem! Reconquistou o clube aos traidores!»

 

Ainda em Fevereiro obteve cerca de 90% dos votos, enquanto liderava o clube com uma vasta maioria no acto eleitoral com maior número de votantes.

 

Por isso, Sportinguistas, anotem bem:

 

A responsabilidade não é de Bruno de Carvalho, pois ele é hoje o que sempre foi e nunca sequer se tentou esconder.
A responsabilidade é vossa e do vosso eterno, infinito e doentio anti-Benfiquismo.

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rematado às 12:46

Tal como indicado aqui, é evidente que mais e mais notícias visarão provocar dúvidas em relação à imagem do Sport Lisboa e Benfica. Por um lado, semear insinuações e acusações forjadas (como são exemplos a reportagem da SIC, os vouchers e até os emails), por outro, através de pontos de contacto com a comunicação social, transmiti-las de uma forma que faça transparecer culpa evidente, mesmo que sem prova ou fundamento, do Benfica.

 

Não estou com isto a dizer que quem integra a estrutura do Glorioso é santo, bem longe disso. Já repeti inúmeras vezes aqui, por exemplo, o quanto eu não gosto do tipo de pessoa que Vieira é. O que estou a dizer é que não gostar de alguém (porque não é Benfiquista mas trabalha lá, porque tem passado noutros clubes, porque cometeu erros ou foi incompetente) não retira nunca a presunção de inocência ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO.

 

O ónus da prova está do lado acusador, pelo que quem constantemente exige que o Sport Lisboa e Benfica, na pessoa de Luís Filipe Vieira, venha a público comunicar a defesa do clube de cada uma das diárias insinuações que se fazem, está a ser muito pouco sério. Primeiro, porque o clube tem um departamento de comunicação que serve para isso mesmo - e tem comunicado em defesa do clube por cada uma das insinuações e acusações - e depois, porque as pessoas têm de entender que, por muito que nos custe, o tempo romântico dos Presidencialismos apaixonados do passado reflecte-se hoje em dia em resultados como os que vemos por Alvalade com Bruno de Carvalho. Vieira não é nem apaixonado nem apaixonante, o que é adequado à realidade actual, no que concerne à gestão empresarial, POR MUITO QUE ESSA FALTA DE CHAMA MEXA COM A NOSSA PRÓPRIA PAIXÃO.

 

São tempos frios. São tempos estúpidos. São tempos materialistas.
Por isso, as consequências de posturas inflamadas no cargo máximo de um importante clube desportivo, cuja incidência da atenção social é máxima, serão, neste tempo, sempre semelhantes ao que se tem visto no Sporting: primeiro dão esmagadora maioria à paixão abrasadora, depois a paixão queima a própria casa e quem lá habita, obrigando-os a querer fugir, e depois opõem-se à paixão que tudo faz para continuar a arder junto da lenha que mais ama, consumindo-a no processo.

 

Vieira tem que ter é, isso sim, uma postura de gestor responsável, transmitir tranquilidade e normalidade - não só para sócios e adeptos, mas também para parceiros e potenciais investidores e patrocinadores - e deixar que o departamento de comunicação, por um lado, e o departamento jurídico, por outro, façam o que lhes compete.

 

A comunicação é imediata e nunca - repito: NUNCA! - será vista como suficiente por todos. Contudo, há coisas que a comunicação não pode ou deve dizer, por poder vir a afectar o trabalho do departamento jurídico.

O sistema judicial onde o departamento jurídico tem de funcionar é, contudo, MUITO LENTO. Por isso, demorou DOIS ANOS a demonstrar, provar, comprovar que a historieta dos vouchers são e sempre foram uma treta. Contudo, ao longo de dois anos, fomos sempre bombardeados por comunicação, social e pessoal, referindo-se à questão dos vouchers como um crime, uma ilegalidade, um motivo para o Benfica descer de divisão - e ainda iremos ouvir no futuro, apesar da última decisão da UEFA. Assim será com TODAS as outras insinuações que levaram a investigações.

 

Desmascarar, em público, um responsável por estas investigações, de seu nome Pedro Fonseca, ajudará a supervisionar os métodos investigantes e judiciais, cujas instituições estão absolutamente minadas, por décadas de hábitos de vassalagem cujos cordéis chegam a Pinto da Costa.

 

Eles, os nossos inimigos, sabem que o nosso "ponto fraco" é a honestidade, pois traz consigo, necessariamente, alguma ingenuidade. Aproveitando-se dessa ingenuidade, pretendem que se conclua entre nós que, "se há tanto processo, tanta investigação, tantas buscas, é porque se passa mesmo algo". Até pode passar-se algo, ninguém é 100% sério e honesto e não ponho as mãos no fogo por ninguém. Contudo, repare-se que os vouchers deram em nada (o Benfica deve agora agir judicialmente contra Bruno de Carvalho pelas calúnias), que os emails são uma mão cheia de nada sobre a qual se constroem narrativas ao gosto do freguês e que no e-Toupeira, AO CONTRÁRIO DO CASHBALL, ninguém do Benfica ficou em prisão preventiva ou sequer pagou fiança para sair: Paulo Gonçalves saiu em absoluta liberdade, com a excepção de não poder contactar com nenhum dos envolvidos. Isto são factos, não teorias ou ilações.

 

As coisas levarão tempo e, a haver culpa de alguém do Benfica, serão responsabilizados e devidamente punidos, todos concordamos. Até lá, temos de, infelizmente, nos habituar a que a comunicação social e os nossos inimigos nos tentem continuamente denegrir dia após dia. Quem de direito no clube irá agir perante cada um desses incidentes, mas Vieira, como Presidente e responsável máximo, não pode nem deve vir desgastar a sua imagem institucional (ainda por cima ele não é um bom comunicador por natureza), a responder pessoalmente à diária flatulência noticiosa.

 

Quem, como eu, escreve na internet, tem de ter sempre presente um sentido de responsabilidade e salvaguardar sempre o que é melhor para o Sport Lisboa e Benfica, o Glorioso, ao invés de aproveitar a espuma dos dias para querer demonstrar que se tem pessoalmente razão ou para agir sobre ódios (ou desgostos) pessoais contra quem quer que seja dentro do Benfica.

 

Temos de aproveitar o que tudo isto tem trazido de positivo: podemos hoje, com clareza, ver de entre aqueles que consideravamos pessoas inteligentes, dignas e de carácter, aqueles que apenas aguardavam uma desculpa para tentar destruir o nosso Benfiquismo. Hoje podemos vê-los pelo que realmente são. Como escrevi no título do post de ontem, a citação de Voltaire, eles guardavam escondido um amor que, por impossível na cobardia, só se pode manifestar em ódio:

«Como é duro odiar os que se gostaria de amar.»

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rematado às 08:54


Os precedentes de que ninguém fala

por Ao Colinho do Isaías, em 16.05.18

O que se passou ontem em Alcochete, na Academia do Sporting Clube de Portugal, foi um dos episódios mais tóxicos do futebol Português, mas, vejo que ninguém na comunicação social é capaz de afirmar, não é incidente sem um precedente facilmente identificável.

 

A violência é o culminar de todo um processo que despoja a mente de todas as barreiras, fronteiras e regras, por forma a trazer à tona da consciência a condição natural do animal (neste caso humano, mas não exclusivamente). Essa condição natural é violenta, pois num habitat desprovido de protecção civilizacional, esse é o tipo de comportamento que permite sobrevivência.

 

Bruno de Carvalho (quer consciente, quer inconscientemente) tem vindo a incendiar progressivamente todas as barreiras que travam o regresso à barbárie natural. O auge que se atingiu ontem (veremos se é, realmente, o auge ou se ainda vai piorar) passou por todo um processo em que ele foi provocando as pessoas que lhe prestavam atenção a despir-se do "fardo" moral gradualmente. Nisto, a comunicação social (nada mais que abutres, vivendo da morte e da desgraça - que também ajuda a despir a sociedade dos tais valores) tem tanta ou mais responsabilidade que o próprio Presidente do Sporting, eleito com esmagadora vantagem.

 

Contudo, não vejo ninguém a apresentar a conclusão lógica e óbvia: é que Bruno de Carvalho é, ele próprio, filho de um processo cultural que promoveu durante décadas não só a legitimação da violência, como da corrupção e do populismo.

Ora, então vejamos:

 

- Quem é que deu início à integração da ideia extremista de "nós contra eles" no futebol nacional?
Foi José Maria Pedroto, que depois ensinou Pinto da Costa.

 

- Quem é que pela primeira vez se serviu de um estilo ordinário e provocador, por forma a atrair para si os mais fracos de espírito, que passaram a ver nele o grande general de uma guerra que nem sequer era real, mas que ele inventou para esse fim?
Foi José Maria Pedroto, que depois ensinou Pinto da Costa.

 

- Quem é que incentivou, promoveu e se serviu de violência organizada para aterrorizar os constituintes das instituições desportivas e de comunicação social que, uma vez despojados pela violência, passaram a ser por si minados?
Foi José Maria Pedroto, que depois ensinou Pinto da Costa e a sua trupe.

 

- Quem é que legitimou o uso da corrupção no desporto como forma "normal" de gestão?

Foi José Maria Pedroto, que depois ensinou a Pinto da Costa.

Não se pode olhar para o incidente de ontem, na Academia do Sporting em Alcochete sem fazer a óbvia ligação cultural ao incidente do Verão Quente das Antas de 1980, nem ao gradual surgimento do tal processo de ódio que lhe deu origem.

A diferença, óbvia, entre a dupla Pedroto / Pinto da Costa e Bruno de Carvalho é que os primeiros tiveram como objectivo dar sucesso ao seu clube por quaisquer meios, enquanto que o segundo, por fixar o condão da (tentativa de) glória em si mesmo, acabou por revelar tendências auto-destrutivas que arrastam a responsabilidade de uma significativa fatia de sócios do seu clube.

 

Enquanto não se fizer esta ligação pública e Histórica entre a origem desta cultura e os seus sintomas e produtos finais, a cultura permanecerá, para bem de todos os que se alimentam dela, qual parasitas, destruindo o "corpo" onde residem, e novos e piores "filhos" desse processo destruidor surgirão para incendiar o Amanhã - quiçá, não só no desporto.

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rematado às 09:54


Marinho Neves - A Minha Chama

por Ao Colinho do Isaías, em 20.12.17

«Num tempo de fraude universal, dizer a verdade é um acto revolucionário.»
- George Orwell


O blog "A Minha Chama", publicou um artigo excepcional em homenagem a Marinho Neves que, por considerar que merece o destaque, transcrevo aqui.

 

Em homenagem a quem tanto lutou e sofreu pela sua integridade, distribua-se a informação acerca do que é e sempre foi o verdadeiro "caso dos emails" ou dos "vouchers": a factual, comprovada e provada associação mafiosa de Pinto da Costa e seus comparsas.

O corpo de Marinho Neves terá agora sobre si uma tabuleta, mas a sua alma, essa, deixou-nos os versos bem vivos sobre a verdade que viu.

 

«Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.»
- Álvaro de Campos

 

Marinho Neves entrou, talvez sem querer, na História. Contudo, somente será verdadeiramente lembrado e aceite como merece, quando a espuma do tempo levar consigo os detritos de um momento de contexto social, moral e ético de particular falsidade.

 

Eis aqui o artigo publicado pelo "A Minha Chama", a quem agradeço, que merece destaque e divulgação amplos:

 

Marinho Neves

 
Faleceu, no passado fim de semana, Marinho Neves...
 
Só um cancro o venceu.
 
Marinho Neves (ler pequena biografia), doravante MN, foi um jornalista destemido com quem tive o prazer de dialogar algumas vezes online numa das falecidas contas de Facebook desta página. Em 1996, lançou o conhecido livro "Golpe de Estádio", onde colocava a descoberto todas as tácticas que o fc porto de pdac utilizava para alcançar as suas vitórias desportivas.
Também trabalhou para o Sporting:
A sua visão ainda... Muito actual:
Como é do conhecimento geral, este sporting, sabe-se lá porquê, decidiu aliar-se ao fc porto.

Estas imagens, são excertos de uma entrevista que MN concedeu ao blog Cabelo do Aimar em Fevereiro de 2012. Podem ler a mesma aqui. Podem ainda ver uma entrevista de MN concedida à SIC aqui.
 
 
Nota 1: De facto... Não se estranha porque:
Nota 2: Atestar a veracidade destes relatos inseridos na entrevista... Não há muitas provas... Há pelo menos uma que por razões mais do que expectáveis, só revelo sem nomes. Fica aqui uma prova sobre o caso do restaurante:
Uma história engraçada. Outra aqui. E esta:
Histórias que por acaso retratei aqui.

Claro que podem ler o "Golpe de Estádio".
 

Interessante o artigo/link da anterior Nota 1:
Perante as ameaças, suspeito que o volume 2 não chegou a sair porque... Há muito que se sabe disto.
 
MN era também pintor. Fiquem com as suas obras relativas ao futebol:

Quem quiser conhecer mais a sua obra, é só entrar aqui.
 
E Pluribus UNUM!

 

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rematado às 16:27


"Comprava-se toda a gente como quem compra tremoços"

por Ao Colinho do Isaías, em 07.02.17

Copiando o título do companheiro Benfiquista blogueiro Benfica365, aproveito para partilhar também esta entrevista de Manuel José à TSF que, realmente, merece maior destaque que o que tem tido.

 
Foto: TSF

 

Manuel José, antigo treinador, fala sobre corrupção no futebol. Na TSF, deixa ainda elogios e criticas a Jorge Jesus e não só.


Manuel José não hesita em dizer que teve "vergonha de andar no futebol", nos anos 80 e 90, altura em que se compravam árbitros e resultados "como quem compra tremoços". O antigo técnico diz que essa foi a "fase mais negra do futebol português" e acrescenta que há quem queira voltar a esse tempo, tentando empurrar os árbitros para situações que já viveram no passado e que Manuel José considera vergonhosas.

Manuel José conversa com João Ricardo Pateiro

Em entrevista ao Entrelinhas da TSF, Manuel José conta uma história em que o tentaram comprar, no início de um jogo com a proposta "ganhas este jogo hoje e perdes os dois da próxima época". E denuncia que, foi por não pactuar com essas situações que acabou por ser afastado, por três vezes, do cargo de selecionador nacional.

Nesta conversa com João Ricardo Pateiro, Manuel José fala também o futebol de agora. Diz que Jorge Jesus é o melhor treinador da atualidade, sublinha mesmo que é melhor que José Mourinho, uma vez que joga "com nota artística" e não só para o resultado. Mas diz também que Jesus "tem de se moderar" e assumir os próprios erros quando erra, até porque "tem um ego doentio, patológico".

Por outro lado, e apesar de já ter dado a carreira como terminada, por razões pessoais e familiares, Manuel José diz que nunca treinaria o FC Porto com o atual presidente. Sem querer explicar as razões ficam as palavras: "não considero, não gosto, detesto" Pinto da Costa.

Sobre jogadores, Eusébio aparece no topo da lista. Para Manuel José, este é "o melhor português de todos os tempos", superior a Cristiano Ronaldo. Só no jogo de cabeça Ronaldo é superior a Eusébio, na comparação feita por Manuel José.

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rematado às 16:11


Reflexões sobre o SC Braga e a História do futeluso

por Ao Colinho do Isaías, em 23.05.16

As aspirações de António Salvador em promover o seu Sporting Clube de Braga para um estatuto superior são perfeitamente legítimas. É um homem ambicioso e claramente dedicado ao seu clube, quer se goste dele ou não.

Depois da habitual ironia caustica antes do jogo, em que achou bem lançar umas "bocas" aos rivais que não estavam na final, o presidente do FC Porto tem mantido um estranho e constrangedor silêncio após a derrota. É que vejamos: Pinto da Costa surgiu no Futebol Clube de Porto como o arauto de uma necessidade de combater o "imperialismo" Lisboeta, em particular do Sport Lisboa e Benfica (apenas porque era o que mais ganhava na altura, nada mais). Tomou de assalto o poder no seu clube (literalmente, como se sabe) e desde então que mantém o seu discurso coerente (apesar de absurdo) no qual afirma que o FC Porto é a "alternativa do norte ao centralismo do sul".

É óbvio, para quem tiver olhos para ver sem ser turvado por clubismos ou sentimentos regionalistas, que este discurso não tem sentido. Em primeiro lugar, o Sport Lisboa e Benfica não é um clube imperialista ou centralista, é sim um clube com uma ética de esforço e superação Histórica que lhe permitiu obter imensas vitórias, o que o torna num clube cativante - daí ser o clube com maior número de adeptos, não só em Portugal. De notar que o Benfica surge sem qualquer ideia de identificação local ou regional. Tinha o nome de Lisboa, tinha o nome de Benfica, mas não queria suportar-se numa representação local ou regional. Sempre quis ser maior e abrangente, recusou sempre definições que o limitassem ao local do seu nascimento, apesar de nunca renunciá-lo.

Pelo contrário, é o Sporting Clube de Portugal que nasceu desde logo com o intuito de ser representante (qual "clube único") de uma ideia de união nacional em torno de um clube que fosse a bandeira de Portugal no estrangeiro. A sua origem aristocrata e o seu mote fundador são sinais evidentes desse intento. O Sporting não contou foi com o facto de que a vitória, a glória e o carisma não são obtidos por decreto, nem tão pouco se compram. Deparando-se com um chato empecilho encarnado, com o nome pobre e plebeu de Benfica e que não negava a sua origem em Lisboa (ainda hoje é um problema para o Sporting ser associado a Lisboa no estrangeiro, por se considerar, à nascença, nacional), o clube de Alvalade procurou impôr-se pelo poder financeiro dos seus fundadores e pela ideia de que o que o Benfica tinha e conquistava, era, por direito inerente à sua condição de nascença, seu. Daí que tantos tivessem sido os jogadores e treinadores aliciados pelo Sporting após terem mostrado valor no Benfica - o Benfica não tinha o direito de ter os melhores, porque esses pertenciam ao Sporting por decreto.

Só que o Benfica, munido, como disse, de uma ética de esforço e superação incríveis, uniu-se sob a ideia de que o desporto era um mundo onde o poder político e financeiro não ditavam vencedores antecipados. Por isso é que, apesar de tantas vezes dado como ultrapassado ou derrotado, o Benfica se reergueu, sempre mais forte, pelo esforço e dedicação dos seus simpatizantes e sócios interventivos. O Sporting foi sendo consecutivamente atirado para segundo plano, quando julgava seu o direito de ser primeiro - é daqui que advém o sentimento dos Sportinguistas de que há um eterno "roubo" por parte do Benfica, a origem da questão é de que se trata de um "destino roubado", na realidade.


Posto isto, seria de esperar que o Futebol Clube do Porto, clube que nasceu para representar orgulhosamente a região da sua cidade, tivesse mais admiração pelo Sport Lisboa e Benfica que pelo Sporting Clube de Portugal - o que se verificou, de facto, durante décadas de rivalidade sadia e admiração mútua (como o provam, por exemplo, as inaugurações de ambos os Históricos estádios, tendo o Benfica participado na inauguração das Antas e o Porto na inauguração da Luz). Essa admiração advinha precisamente do facto de que o Benfica, à semelhança do Porto, era sustentado e engrandecido pelo orgulhoso trabalho dos seus sócios e não por uma ideia de direito à vitória, como era apanágio do Sporting.

Só que o Futebol Clube do Porto tinha, à partida, um limitador que não estava presente em nenhum dos outros dois clubes: a assumida representação da sua cidade como valor máximo da sua vontade de vencer. Este é que foi o verdadeiro limitador do FC Porto na sua ascensão perante o Benfica e o Sporting e não a adulteração histórica que Pinto da Costa promoveu, quando acusou os rivais de origem Lisboeta de vencerem pelo poder instituído. O que proporcionou a explosão vitoriosa do FC Porto após a chegada de Pinto da Costa e Pedroto foi que, com a liberdade da revolução, chegaram também "outras liberdades" a que o país não estava habituado e com as quais não sabia lidar. Nem todos os Portistas são Pintistas, por este motivo.

Assim, é de facto de estranhar que Pinto da Costa não tenha dado os parabéns ao Sporting Clube de Braga pela vitória na Taça de Portugal. O Braga é um clube do norte, da região que ele pretendia que o seu Porto representasse contra o "centralismo de Lisboa" e, por isso, uma parte de uma vitória sua, seguramente? Só que António Salvador e os Braguistas já há muito entenderam que para o presidente do FC Porto esse discurso de simpatia pelos outros clubes "do norte" só se aplica quando estes são subservientes aos interesses verdadeiramente centralistas de Pinto da Costa e, particularmente, só quando não ganham ao FC Porto. Há muito que se pode atribuir na promoção impressionante de clubes do norte à Primeira Liga, em particular daqueles possuidores de poucos sócios e de ainda menos recursos, a esta rede de interesses que ele soube montar, apelando a essa ideia de "clube único do norte", ao longo de quarenta anos do presidente do FC Porto. Já para não referir a adulteração e desrespeito dele para com a História do seu clube, o que, de fundo, envergonha os verdadeiros Portistas em relação a Pinto da Costa.

O SC Braga tem aspirações legítimas e tem todo o direito de lutar e trabalhar por elas. Muitas vezes, o seu presidente é deselegante e tem tiques reprováveis. No entanto, o que verdadeiramente pode assustar Pinto da Costa e, talvez, os Pintistas mais atentos é que o Braga pode vir a ocupar um dia o lugar que já foi do "antigo" FC Porto: o Braga é um clube com uma imagem muito menos fustigada pela atitude polémica e belicosa que deu força ao Porto e pode, por isso, se se mantiver por muito mais tempo o naufrágio Portista como nos últimos três anos, passar a ocupar a posição de grande clube da região. Ainda para mais, com cada vez mais interesse gerado, mais adeptos e mais sustentada e sólida presença na Europa... Grão a grão...

Só espero que o Sporting Clube de Braga, se de facto vier um dia a cumprir essa profecia, não lhe siga o exemplo. Penso que os Braguistas também não o desejam.

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rematado às 14:12


Não mordam o isco

por Ao Colinho do Isaías, em 06.10.15

Bruno de Carvalho está bem ciente do que foi provocar com a sua mais recente postura (sobre a qual, confesso, só li, pois jamais perco tempo com programas televisivos de baixo nível). Parecido com quando proferiu que o Presidente do Benfica lhe tinha proposto um pacto e que afinal era só brincadeira, lembram-se? O objectivo aí foi cumprido, pois desviou as atenções do Sporting, naquele momento.

É o mesmo que pretende agora. Do ponto de vista dele e de, infelizmente, uma boa fatia de Sportinguistas, o Sporting roubou o treinador ao Benfica e causou, com isso, grande transtorno. Como Otávio disse "O Sporting mudou e está a incomodar". É esta a perspectiva deles. É esta a directiva interna.
Só que repare-se que estas intervenções - que surgem, sem dúvida alguma, como resposta ao exposto no Football Leaks - visam desviar atenções na direcção do Sport Lisboa e Benfica, ganhar tempo e puxar algum adepto do Sporting Clube de Portugal que tenha ficado abalado com qualquer coisa, de volta para o alinhamento com o Presidente (não com o clube, claro).

Quem segue este blog sabe o que eu penso acerca do Sporting. O meu pai foi um verdadeiro Leão, dos últimos a sério, daqueles que ainda viram os cinco violinos jogar. Uma ida à Luz em miúdo meteu-me o Benfica no corpo, mas pude compreender a extrema importância do Sporting não só para o crescimento do Benfica, através da rivalidade competitiva, mas também no panorama e História desportiva em Portugal.
Posto isto, quem já me leu por aqui, sabe que na opinião do meu falecido pai, o seu clube fora quase sempre refém de uma sensação de "destino roubado", nunca se libertando para poder competir de cabeça limpa e afirmar-se por si, primeiro, e depois, sim, perante o rival.

Como sabem também, quem me vai lendo, não tenho em muito boa conta Luís Filipe Vieira, apesar de lhe reconhecer (e de já os ter apresentado aqui também) méritos. No entanto, ele já cometeu esse "pecado" antes, durante a sua longa presidência: recordam-se de algum outro presidente do Benfica que recorrentemente tenha falado no Sporting ou no Porto, para desviar as atenções de si ou do Benfica? É frequente no Sporting, devido ao tal síndrome de "destino roubado" que referi. É frequente no Porto, devido à directiva guerrilheira de Pinto da Costa, aluno de Pedroto. No Benfica, salvo essa excepção, não era recorrente. Sim, pontualmente falava-se, no entanto o foco fora sempre estar à altura do peso da própria História, não do rival.

Posto isto, não mordam o isco. Institucionalmente, o Benfica já o mordeu, ao permitir que um seu funcionário (que jamais o deveria ser, pois não representa a grandeza do Sport Lisboa e Benfica) se tenha envolvido nestas altercações tasqueiras reles. O nosso clube mordeu-o e agora terá de vir falar oficialmente do Sporting e do seu Presidente, dando o seu aval à sensação psicológica dos Sportinguistas (que nada mais é que projecção!) de que os Benfiquistas só estão bem quando "falam mal" do Sporting.
No entanto, cabe-nos elevar a fasquia e afastar-nos dessas altercações. Bruno de Carvalho está a fazer o que pode para defender os seus interesses (que podem não ser os do Sporting, mas isso não me cabe comentar). Também já tivemos de torcer o nariz com algumas actuações do nosso Presidente.


Repito: não mordam o isco, pois o estado de guerra aberta só beneficia quem da guerra se alimenta há mais de 30 anos e que está numa posição frágil, querendo mostrar força e tranquilidade.

 

Salão Neurótico - Morder o Isco
Não mordam o Isco!

 

Actualização 8 de Outubro, 2015, 08:57h:


http://hugogil.pt/onde-estao-as-provas-dos-jantares/

 
Actualização 8 de Outubro, 2015, 13:33h:

 

http://desporto.sapo.pt/futebol/primeira_liga/artigo/2015/10/08/vitor-pereira-estava-a-par-das-prendas-do-benfica


O presidente do Conselho de Aritragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Vítor Pereira, tinha conhecimento da existência das ofertas do Benfica aos árbitros, delegados e observadores da Liga.

A notícia é avançada esta quinta-feira pelo jornal O Jogo, que cita o ex-árbitro Pedro Henriques para sustentar a informação denunciada por Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, no programa 'Prolongamento', da TVI24, na passada segunda-feira. "Vítor Pereira e José Gomes sempre souberam das ofertas de cortesia do Benfica. Quando criou a Eusébio Cup, o Benfica começou a oferecer caixas com uma moldura do Eusébio. Essas caixas contêm uma camisola, bilhetes de entrada no museu do Benfica, um livro sobre o Eusébio e uns vouchers de refeições, que, segundo me foi dito pelo José Gomes, nenhum árbitro utilizou, evitando assim outras interpretações", disse o antigo juiz ao diário.


O Jogo (olha quem) avança um dos objectivos desta jogada de Bruno de Carvalho. No entanto ainda há quem não se queira convencer que o Presidente do Sporting é, voluntária ou involuntariamente, um peão de gâmbito da turma de Pinto da Costa!


Actualização 9 de Outubro, 2015, 22:36h:

 

http://www.maisfutebol.iol.pt/luis-filipe-vieira/bruno-de-carvalho/vieira-avisa-vou-defender-bom-nome-do-benfica-nos-locais-proprios


«Confesso que tenho o desejo de ver os dirigentes do futebol português a contribuírem para um futebol saudável, competitivo, que atraia público aos estádios. A ambição de ver Liga, Federação e clubes trabalharem em conjunto», começou por dizer.

«Recuperar a credibilidade do Benfica durou anos, por isso não contem comigo para voltar atrás no tempo. Mas também sei que como presidente tenho obrigação de defender o bom nome do clube. Quero deixar a garantia de que podem ter a certeza que assim será, mas nos locais próprios. Ignorem o ruído, porque, ao contrário do que alguns pensam, o ruído não beneficia ninguém. Falemos de nós e preocupemo-nos apenas com o Benfica», afirmou Luís Filipe Vieira.


Intervenção curta, sóbria, indo ao encontro da abordagem que a situação pedia (e que eu defendi).

A mensagem de que munido de todos os detalhes, nos locais apropriados de uma civilização, o bom nome do instituição será reposto, era precisamente o que o caso necessitava.
Agora, para que a resolução seja perfeita, só falta que se remova Pedro Guerra do Sport Lisboa e Benfica.

 

Actualização 12 de Outubro, 2015, 13:07h:

 

http://desporto.sapo.pt/futebol/primeira_liga/artigo/2015/10/12/sporting-tenta-provocar-benfica-com-video-de-eusebio

 

A cerca de duas semanas do dérbi na 2ª Circular, no Estádio da Luz, o Sporting continua num registo de provocações ao rival Benfica através de publicações diárias no seu blog oficial com 'farpas' ao clube 'encarnado'.

A mais recente provocação ao Benfica foi publicada esta segunda-feira no blog 'Verdade Leonina' e teve Eusébio como protagonista. Com o título, "Eu entrei no balneário do Benfica e disse à malta: Olhem malta, eu vou jogar mas não há problema que não há golos" - Eusébio da Silva Ferreira", o blog oficial do Sporting recorda uma história a propósito de um Beira-Mar x Benfica de 1977 em que o 'Pantera Negra' defrontou pela primeira, e última vez, o seu clube do coração.

No vídeo publicado pelo blog oficial do Sporting pode ver-se um excerto da entrevista de Eusébio a Cecília Carmo e ouvir-se o Pantera Negra confessar que jogou contrariado contra o 'seu' Benfica.

"Já tinha avisado o treinador do Beira-Mar que não ia rematar à baliza. 15 minutos antes do jogo fui ao balneário do Benfica e avisei para que não se preocupassem, pois não ia marcar golos (...) Não rematei, não marquei faltas nem grandes penalidades... andava lá no campo só a passar a bola aos outros. E nesse ano o Beira-Mar ganhou ao Sporting e o Benfica foi campeão", afirmou Eusébio em 2012.

 

Vale tudo. Recomendei que os adeptos não mordessem o isco e eu não o farei. Deixo somente a nota: no campeonato que referem, o de 76/77, no qual pretendem insinuar que Eusébio ofereceu o título ao Benfica nesse jogo, o Sporting acabou 9 pontos atrás do Benfica (num campeonato que contava com 2 pontos por vitória, 1 por empate), tendo o Glorioso se sagrado campeão com quatro jornadas ainda por disputar...
Depois, se realmente quiserem factos sobre isso, aqui têm:

http://em-defesa-do-benfica.blogspot.pt/2015/10/eusebio-do-beira-mar-rematou-mais-que.html

 

Actualização 12 de Novembro, 2015, 14:50h:

http://desporto.sapo.pt/futebol/primeira_liga/artigo/2015/11/11/arbitros-confirmam-prendas-do-benfica-dentro-dos-limites-permitidos

Os árbitros já entregaram a sua resposta ao inquérito enviado pela Comissão de Inquéritos da Liga sobre a polémica em torno das prendas do Benfica, tendo confirmado a situação dentro dos limites autorizados pelos regulamentos.

 

De acordo com a TSF, que teve acesso ao mail de resposta, os juízes confirmaram que o Benfica e também outros clubes dão lembranças, mas que estas não infringem o teto financeiro estabelecido e são entregues no final do jogo, não influenciando o comportamento ou a prestação nos desafios.

 

A mesma resposta ao inquérito não esclarece em nenhum momento quando é que se registou a oferta de convites para jantares pelo Benfica e em que jogos é que as ofertas foram recebidas, pois tal se deve a uma prática comum.

 

Portanto, tal como pensei, o momento está próximo. Em breve o Sport Lisboa e Benfica terá na sua mão o documento que comprova a farsa desta acusação e pode, aí sim, agir juridicamente sobre quem o caluniou.

 

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rematado às 09:32


Maxi Pereira: O novo refém da velha guerrilha

por Ao Colinho do Isaías, em 01.07.15

De Rui Vitória, treinador já apresentado no Sport Lisboa e Benfica, falarei depois de ver a bola rolar algumas vezes. É uma fase que se inicia, requer tempo, trabalho e esperança.

De Maxi, no entanto, uma que chega ao fim, aparentemente, é tempo agora de falar.

Parece-me ser verdade que a tentativa de renovação por parte do Benfica se iniciou há bastante tempo, ainda com a época a decorrer. Só que o empresário de Maxi, um homem demasiado influente, é virtualmente dono do futebol Uruguaio - bom, do futebol e não só. Os seus lucros são enormes e não em poucas instâncias muito pouco claros. A sua argúcia e ganância são devoradoras. O círculo onde se movimenta não é menos que uma "Mafia".
Paco Casal jogou o jogo da espera, primeiro, e do paga 2 milhões para ver, depois. Maxi, por sua vez, sempre se revelou feliz no Sport Lisboa e Benfica e sempre subentendeu que queria continuar e que o dinheiro não era o factor importante.

Então, se o problema não era o dinheiro e a vontade era de continuar, o que impediu a concretização da renovação de contrato? Só há um elemento que sobressai: evidentemente Paco Casal.


Maxi encontra-se, a meu ver, refém do mafioso Uruguaio que manda na selecção, nos clubes e até na comunicação social.
Grande parte da família de Maxi Pereira habita, ainda, no Uruguai. Que seria da vida deles se Maxi afrontasse tal figura do caporegime na América do Sul? Que seria da vida do próprio Maxi, provavelmente vendo-se impedido de providenciar uma boa vida à sua família, como revelou ser a sua maior preocupação?

Para mim, pessoalmente, há poucas dúvidas.

O Sport Lisboa e Benfica tem responsabilidade em dois factores: o primeiro, na figura de quem quer que tenha de facto conduzido o processo, ao não cortar o processo de negociação mal se tenha apercebido do jogo sujo de Casal. O segundo, quando se pretendeu passar a imagem que a renovação não acontecia porque Maxi não queria - inaceitável. Até posso entender que, do ponto de vista do mundo futebolístico, o Benfica podia não querer hostilizar o mafioso Casal ao quebrar o silêncio sobre como o processo estava na mesa e denunciar o agente. O que é incompreensível é que, perante tal evidência, não se tenha protegido Maxi.
Hostilizar Maxi, agora, é injusto. Ele sempre quis continuar connosco, mas as variantes da frase "primeiro está a minha família" com que sempre nos brindou, fazem muito mais sentido quando se percebe o poder do seu empresário em todas as esferas da vida Uruguaia e até internacional... e a capacidade de Pinto da Costa de encontrar sempre formas inovadoras de guerrilhar.

Pinto da Costa até pode ter prometido a Paco Casal que sim Sr, que dava os dois milhões de prémio de assinatura ao empresário e que oferecia um salário de 2 milhões/ano a Maxi. Pinto da Costa sabia, se o fez, que tal o faria afastar Maxi do Benfica. Vamos ver é se para o mafioso Paco Casal, Pinto da Costa é mafioso e meio. Vamos ver se se concretiza essa tal proposta e se Maxi vai mesmo para o FC Porto.
Penso que não, penso que a jogada já deu frutos: Maxi já foi hostilizado pelos Benfiquistas e já não será o mesmo se renovar (por alguma reviravolta do destino). Pinto da Costa pode agora, se quiser, dar o dito por não dito pois já ganhou a parada que queria: O Benfica perdeu o seu timoneiro de há seis anos no lance do puto Bruno e o seu sub-capitão de há oito neste lance. Como isso não chega para garantir uma vitória do FC Porto, o próximo alvo é o conselho de arbitragem, cuja perda de controlo já valeram dois anos em branco ao Don portista: esta questão do sorteio dos árbitros não é um fim, mas um início.

 

Actualização 10/JUL/2015 19:29h:

http://www.maisfutebol.iol.pt/liga/maxi-pereira/maxi-talvez-seja-a-ultima-camisola-do-benfica-que-trago

Maxi Pereira foi cumprir uma promessa religiosa a um santo, levando consigo e deixando no altar uma camisola do Sport Lisboa e Benfica. Depois disse que ainda está tudo por decidir. Na minha perspectiva, tal acto apenas confirma a minha suspeita em relação a que é Paco Casal quem força Maxi. Mais: este interregno parece-me uma derradeira tentativa do próprio Maxi Pereira seguir carreira noutro país que não Portugal - ninguém tem um gesto destes com uma camisola do clube que serviu durante 8 anos e não sente amor por ele. Maxi ama o Benfica e, podendo, jamais o trairia. Só que, como bem disse, o bem-estar da sua família vem primeiro e o mafioso tem-no na mão. Pensará que, com certeza um Galatassaray ou um Stoke City (clubes falados na imprensa) não terão problemas em pagar os 2 milhões exigidos por Casal, mais o salário pretendido. Mais a mais, será que Pinto da Costa mantém a oferta na mesa? Veremos.

Actualização 14/JUL/2015 20:19h:

http://www.abola.pt/clubes/ver.aspx?t=5&id=560106

«Há a oportunidade de ir para o FC Porto. Vou para Portugal e vamos ver o que definimos. Estou tranquilo, o que vier é a pensar na família, para que esteja bem. O futuro é isto. É uma mudança muito grande, nunca imaginei que pudesse chegar a este momento. O futebol é assim», afirmou esta terça-feira o lateral direito, em declarações à estação televisiva uruguaia Telemundo.

«Estive um ano a dizer que queria ficar no Benfica, mas o contrato foi chegando ao fim. Vim para a Copa América e disse desde logo que tudo poderia acontecer», recordou o jogador de 31 anos.


Ainda não oficializado, mas perto disso. Neste discurso, no entanto, lê-se resignação, não vontade de abraçar um novo desafio. Não são palavras alegres, determinadas e recheadas de energia perante um salto qualitativo e financeiro, mas sim de resignação.
Reafirmo que outras forças bem mais fortes que a paixão clubística forçam Maxi para este novo rumo na carreira, contra a sua vontade.

Actualização 15/JUL/2015 13:13h:

http://www.record.xl.pt/Futebol/Nacional/1a_liga/Porto/interior.aspx?content_id=962356

Maxi junta-se ao estágio do FC Porto e é, portanto, oficialmente jogador do clube. Paco Casal teve, portanto, mais força, e Pinto da Costa teve de manter a proposta e pagar tudo. Aparentemente, terá custado cerca de 7,5 milhões só em prémio de assinatura para Maxi e Casal... fora o salário. Promete, cumpre.
così, la cosa nostra".

Actualização 15/JUL/2015 14:07h:

http://www.abola.pt/clubes/ver.aspx?t=5&id=560266

Já integrado no estágio do FC Porto em Horst, na Holanda, Maxi Pereira proferiu as primeiras palavras como dragão. «Estou muito contente por estar aqui e fazer parte deste grupo», referiu, em declarações ao Porto Canal.

O jogador, que assinou contrato com os azuis e brancos válido por três épocas, estabeleceu ainda os seus objetivos:

«Quero integrar-me no grupo e ser mais um a trabalhar no duro para chegar ao objetivo, que é ser campeão pelo FC Porto.»

 

Actualização 16/OUT/2015 11:41h:

http://www.abola.pt/clubes/ver.aspx?t=5&id=577075

Maxi Pereira falou abertamente, pela primeira vez, sobre a polémica saída do Benfica para representar o FC Porto.

«No princípio foi um pouco complicado, é normal devido à rivalidade entre os dois clubes. Foi um golpe», reconheceu o lateral de 31 anos, em declarações ao diário uruguaio Ovácion.

«Estive oito anos no Benfica e na última temporada, quando o contrato estava a terminar, não fizeram muito para renová-lo», explicou Maxi Pereira, deixando uma interrogação no ar:

- Se queriam tanto um jogador como diziam, porque esperaram que o contrato terminasse?

«Quando é assim, não sei se o querem assim tanto. Fiquei um pouco magoado, senti que não me valorizavam. E o FC Porto foi-me buscar», terminou.


É claro que as vezes que Paco Casal não compareceu às negociações, adiando-as, e as exigências que vinha fazendo nada influiram nesta conclusão...

 

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rematado às 14:11


Jorge Jesus no Sporting: Cui Bono?

por Ao Colinho do Isaías, em 04.06.15

A expressão latina cui bono? - às vezes também expressa como cui prodest? - significa literalmente "a quem beneficia?" e é usada tanto para sugerir um motivo oculto quanto para indicar que o responsável por algo pode não ser aquele que, a princípio, parece ser. Geralmente a expressão é usada para sugerir que a pessoa ou pessoas culpadas de um crime devem estar entre aqueles que têm algo a ganhar com ele. Aplica-se na investigação criminal, sugerindo que a descoberta de um possível interesse pode servir para descobrir o culpado do delito.
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Cui_bono%3F

O impensável aconteceu mesmo. Dou a mão à palmatória, pois fui dos que não creram no desenho que parecia formar-se. Jorge Jesus mudou do Sport Lisboa e Benfica directo para o Sporting Clube de Portugal.

Não é mistério para quem já me leu que sou fã do trabalho de Jorge Jesus. Mais: penso que ele devolveu uma identidade popular ao clube com o seu jeito de comunicar e tocar numa Portugalidade que é tão imensa como o Benfica. Esta saída significa obrigatoriamente uma reestruturação, mas seria essa a ideia base por detrás do que falhou nas negociações de renovação entre Vieira e Jesus? E como surgem ao Sporting, caídos do céu, investidores que potenciaram esta facada no orgulho e competência Benfiquista?

Afinal, Cui Bono?

Tinha já deixado um alerta, ainda sem me passar pela cabeça que podia ser esta a consequência, de que a proximidade de Luís Filipe Vieira com Pinto da Costa se tratava de um perigo para o Benfica. A instituição usurpada pelo último renasceu apoiada exclusivamente no ódio ao Sport Lisboa e Benfica, fazendo disso a valência das suas forças. Entre os métodos utilizados na altura da ascensão Portista, esteve sempre a cisão entre os dois grandes clubes sediados em Lisboa e o incentivo ao ódio e violência entre os mesmos, deixando o FC Porto folgado para subir passo a passo.
Quando o Benfica e o Sporting guerrearam sob a supervisão do novo Porto, Cui Bono?

Porque haveria o Presidente do Sport Lisboa e Benfica de aceitar um qualquer arranjo com Pinto da Costa seja para o que for? Porque demonstrou tanta cautela e se mostrou tão contido nessa altura Luís Filipe Vieira perante o inimigo número 1 de todos os valores da instituição Sport Lisboa e Benfica?
Luís Filipe Vieira tem esqueletos no armário, segredos e assuntos esquecidos que prefere não ver renascidos em praça pública. Quando se faz um favor a um mafioso, fazem-se todos, pois o primeiro é a salvaguarda para todos os outros.

Correndo o risco de parecer paranóico, postulo que Pinto da Costa terá cobrado um favor a Luís Filipe Vieira: A saída de Jorge Jesus.
Sabendo o líder Portista que Jorge Jesus dificilmente se integraria nas hostes do FCP, tal foi o ódio incentivado pelos seus comandados à figura do treinador do Glorioso, decidiu-se por promover uma facada, um golpe duplo, com que podia, pelo menos por uma época, arrumar os dois grandes de Lisboa e ficar folgado para, com Lopetegui ou mesmo, quiçá, Marco Silva, reconquistar o campeonato. Porquê golpe duplo? Porque Jorge Jesus vai fazer o Sporting melhorar muito mas duvido que consiga, estruturalmente, fazê-lo campeão - e Pinto da Costa sabe-o. E depois porque a saída de Jorge Jesus do Benfica deixa o futebol Benfiquista fragilizado, naturalmente - a não ser que Rui Vitória consiga, em tempo recorde, o milagre da... vitória.
Eis, talvez, sem realmente saber, na altura, o perigo que vaticinei involuntariamente. Exposto o golpe, tudo parece mais claro, digo eu.

Não duvido das competências de Rui Vitória, duvido do seu traquejo, isto é, da sua capacidade de superação, de se erguer ao desafio de estar constantemente sobre escrutínio e saber transmitir e vingar as suas ideias. Duvido, mas isso não quer dizer que não possa estar enganado - e espero que esteja!
Será afinal Marco Silva? Talvez seja ainda uma possibilidade. Mais competente, já testado, com um trabalho bem vincado e coroado numa época neste mesmo Sporting, com um plantel de meio da tabela. Desse duvido menos, mas será sempre um reinício.

Depois, temos o caso de Luís Filipe Vieira. Se falhar o tri, sairá sob enorme contestação. Se calhar foi o acordo a que chegou com Pinto da Costa, sair no fim do mandato.
O problema será, quem depois? O fraco Seara, demasiado ligado a Joaquim Oliveira? O ridicularizado Rui Gomes da Silva? Eis aí, o que poderá ser o xeque-mate do lance de Pinto da Costa quando, se postulo correctamente, deu as suas ordens a Vieira.
Quem o sucede, neste vazio? Ninguém à vista. No entanto, não quer isso dizer que não haja ninguém, credível e forte. Só que o ambiente criado pelos Benfiquistas tem de ser propício a que essa pessoa surja. Não poderá ser de pânico, não poderá ser incendiário. Terá de ser de mangas arregaçadas para levar, de novo, o Benfica ao colo.
Como o fez quando não tinha campo para jogar futebol. Como o fez quando ficou sem jogadores. Como o fez quando tiveram os sócios de construir o próprio estádio.
Se surgirem esses Benfiquistas, o homem certo emergirá. Se surgirem os incendiários, será um dos outros, incapazes de fazer frente aos desafios e ao poder do polvo da fruta.

Nunca perder de vista que, mesmo quando o Sporting aparece animado de aparente força vital própria, o inimigo está sempre por detrás dessa força, para que os dois maiores clubes portugueses jamais se entendam e limpem o futebol.

Aquando da saída de Artur José Pereira para o Sporting (bombástico na altura), Cosme Damião terá dito:
“O Sporting tem dinheiro. Nós temos dedicação. No imediato o dinheiro vence a dedicação. No futuro, a dedicação goleia o dinheiro”

E depois, acerca dessa mesma pré-época, disse:

- publicado originalmente em:

http://em-defesa-do-benfica.blogspot.pt/2014/07/cosme-damiao-e-pre-epoca-191415.html


Perante este ataque, o que podemos fazer é continuar a dedicação do nosso colinho ao Sport Lisboa e Benfica e encontrar soluções... para esta época e, provavelmente também, para o fim deste mandato de Luís Filipe Vieira.

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Actualização 5 de Junho 8:40h:


Luís Filipe Vieira discursou aos Benfiquistas dizendo-se "desiludido mas não surpreendido" com a atitude de Jesus. Coloca-se na posição de vítima e prossegue a demonização do treinador. Contudo, questiono-me: Se não está surpreendido, se sabia de algo previamente, porque não tentou a renovação mais cedo? Se não sabia, porque diz então que não está surpreendido? Tinha dúvidas quanto ao carácter de Jorge Jesus? Se sim, então porque não acautelou desde logo um técnico de valia superior, ainda com a época a decorrer, por forma a tomar posse mal a época acabasse? Ou para Luís Filipe Vieira, esse técnico superior (pelo menos ao nível de Jesus) é Rui Vitória?
Considero que o Presidente do Sport Lisboa e Benfica tenta atirar areia para os olhos dos Benfiquistas. Há (muito!) mais por detrás de todo este processo. Para mim, não faz sentido de outra forma.


Actualização 5 de Junho 13:48h:

http://observador.pt/2015/06/05/o-que-vieira-disse-de-jesus-aos-deputados/

Segundo este artigo, alguns deputados que jantaram ontem com Luís Filipe Vieira revelaram excertos de conversas privadas que tiveram com o Presidente do Benfica. Acho estranho que tal aconteça espontâneamente, pois seria fácil para Vieira descobrir quem falara por saber o que disse a quem. Nenhum dos deputados, com certeza, quer, politicamente, correr o risco de ficar marcado como um "bufo". Logo, ou a notícia é fabricada à partida, ou as revelações feitas pelos deputados são propositadas e acordadas com Vieira. O certo é que todas elas beneficiam a imagem de Vieira e prejudicam a de Jorge Jesus, mesmo que, enfatizo, sejam baseadas em factos reais ocorridos durante estes seis anos. A meia verdade é, logo à partida, meia mentira, pelo menos.


Actualização 5 de Junho 16:07h:

http://www.publico.pt/desporto/noticia/jesus-parto-com-a-consciencia-do-dever-cumprido-grato-pelo-carinho-1698012

Diz-se que na vida por cada porta que se fecha, uma outra se abre.

Cumpro, este mês, o fim de um ciclo de seis épocas desportivas ao serviço do Sport Lisboa e Benfica, que me possibilitou viver alguns dos momentos mais felizes e marcantes da minha vida profissional... e essas são as memórias que, para sempre, em mim perdurarão.

Ao longo desse período sempre ofereci o meu melhor em proveito do clube, tentando respeitar a sua história e grandeza.
Contudo, todas as épocas têm o seu fim e as instituições são sempre maiores do que as pessoas que ao longo da sua vida por ela vão passando.

Parto, com a consciência do dever cumprido, grato pelo carinho e oportunidade com que fui brindado ao longo deste período.


Este comunicado assinado por Jorge Jesus, escrito claramente por outra pessoa, talvez com o seu aval, em nada adianta o assunto. Palavras parcas e vãs para o que foram estes 6 anos. Se é que foi injustiçado, como alguns defendem, esta era a uma oportunidade para pôr os pontos nos "i's". Ainda terá mais oportunidades para o fazer.
A minha opinião é que ele está perfeitamente ciente do que verdadeiramente se passou e foi agente activo na jogada.


Actualização 5 de Junho 19:58h:

http://ptjornal.com/video-jorge-jesus-e-bruno-de-carvalho-jantaram-juntos-apos-pacos-benfica-41116

Surge o testemunho de uma pessoa, que deu o nome de Alexandre Cardoso, empregado de mesa de um restaurante, indicando que serviu Bruno de Carvalho e Jorge Jesus, jantando à mesma mesa, na semana da derrota do Benfica em Paços de Ferreira.

Se for verdade, não só Jorge Jesus foi peça activa neste lance bombástico, como se percebe que Luís Filipe Vieira não tinha condições de confiança para manter a relação com o treinador. Outra questão é: quem promoveu este jantar entre os dois, ainda por cima numa semana tão crítica? Porquê arriscarem ambos serem reconhecidos num restaurante, quando bastava encontrarem-se numa casa privada, longe do olhar de qualquer transeunte ou funcionário? Faz sentido este relato?


Actualização 6 de Junho 16:28h:

http://www.cmjornal.xl.pt/desporto/detalhe/benfiquistas_organizam_manifestacao_por_marco_silva.html

Página criada no Facebook, promove manifestação pacífica no Estádio da Luz, para convencer Luís Filipe Vieira a contratar Marco Silva. Será a criação deste movimento espontâneo ou uma forma de justificar a correcção da primeira escolha de Vieira? Interessante será, também, verificar a adesão a esta manifestação.


Actualização 6 de Junho 20:55h:

http://www.record.xl.pt/multimedia/hora_record/interior.aspx?content_id=953345

Record TV faz o seu próprio apanhado do que se passou nas conversações para renovação. Seja verdade, mentira ou mais ou menos, este é o primeiro passo para se abrir a porta à ideia de Luís Filipe Vieira não se recandidatar ou ter como perder as próximas eleições. Interessante, tendo em conta o que especulei neste artigo.


Actualização 7 de Junho 14:46h:

http://www.noticiasaominuto.com/desporto/402205/auto-golos-sao-razao-para-cardozo-rejeitar-sporting#/615/0

Aparentemente a pedido de Jorge Jesus, o Sporting tem começado a encetar contactos por alguns nomes para a estrutura técnica do futebol e também para o plantel. Já houveram várias respostas negativas a tal ideia de integrar a equipa do Sporting, mas talvez a que tenha mais classe, paixão e simbolismo é a resposta de Óscar Cardozo, o melhor marcador estrangeiro do Benfica:

"Sporting? Não gosto de marcar auto-golos"

 

Actualização 8 de Junho 16:38h:

http://www.zerozero.pt/news.php?id=156257

Se se confirmar esta notícia, então Maxi juntou-se, naturalmente, ao rol de figuras que Jorge Jesus pretendia levar para Alvalade. Mais: também terá recusado o FC Porto, o que é deveras importante realçar. Aguardemos pois pela oficialização.

 

Actualização 9 de Junho 08:32h:

http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=34&did=189880

Ribeiro Cristovão, jornalista desportivo e conhecido sportinguista, escreveu este artigo deixando sérias dúvidas sobre o procedimento de Jorge Jesus e Bruno de Carvalho. O dinheiro! De onde vem o dinheiro?!

«Jorge Jesus, de férias nos Estados Unidos enquanto não deita mãos ao trabalho está, no entanto, suficientemente tranquilo e confortável. É que o seu advogado, quando abandonou Alvalade, depois de ter confirmado o contrato entre o treinador e o Clube, era portador, além de dois cheques bem nutridos, de 36 garantias bancárias condizentes com os 36 meses a que corresponde a sua ligação à nova entidade patronal.

Sabendo certamente daquilo que havia sucedido a Marco Silva, ou seja o despedimento por justa causa, Jorge Jesus quis prevenir-se antes de ter de (eventualmente) remediar.

Daqui se conclui que o presidente do Sporting aceitou todas as exigências que o seu novo treinador decidiu colocar em cima da mesa.»


Actualização 11 de Junho 10:36h:

http://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/FR56127.pdf

Rui Vitória é oficialmente registado na CMVM como o próximo treinador do Sport Lisboa e Benfica.

Actualização 6 de Julho 08:31h:

Jorge Jesus, entrevistado pela primeira vez enquanto treinador do Sporting, teve, entre outras, duas declarações importantes:

- O Benfica não lhe ofereceu um salário abaixo do anterior, como fora noticiado na comunicação social.

- Resolveu a situação relativa à proposta do Sporting em dois dias, tendo sido contactado apenas após a época terminar.

Pela parte que me toca, apenas a primeira é credível. É óbvio que uma mudança destas não se trata nem se resolve em dois dias. Fica o apontamento, agora que a situação começa a clarear.

Actualização 21 de Agosto 15:49h:

"Benfica e Sporting de candeias às avessas e o FC Porto (conjunturalmente perto dos leões na eleição de Pedro Proença) nas suas sete quintas, eis o estado na nação futebolística neste princípio de temporada. Nas últimas três décadas, Pinto da Costa teve sempre o feeling certo para tirar partido das guerras a sul, capitalizando-as em favor dos dragões. Muitos são os exemplos de alianças pontuais com águias ou leões, que, invariavelmente beneficiaram o FC Porto. Desta feita, depois do acordo tácito com o Sporting que permitiu derrotar Luís Duque e colocar na liderança da Liga Pedro Proença, Pinto da Costa, por mais que diga que isso não lhe interessa nada, só pode observar, de cadeirinha e com um sorriso rasgado no rosto, a troca de mísseis entre a Luz e Alvalade e vice-versa. 
E enquanto os eternos rivais se fragilizam, o FC Porto - como sempre - toma partido por um deles, ajustando o discurso e isolando o outro.
São estes os parâmetros em que está lançado, fora das quatro linhas o campeonato nacional. Da estratégia do FC Porto continuará a fazer parte um ataque cerrado a Vítor Pereira, que no próximo ano irá a votos na FPF; e outro, quiçá mais difícil mas não menos empenhado, à liderança federativa de Fernando Gomes. Apadrinhar listas que tirem do poder os atuais presidente dos árbitros e presidente da FPF é o passo que se segue, sendo que o primeiro é um alvo mais vulnerável; o segundo, vice-presidente da UEFA e com um trabalho de monta já realizado, será mais difícil de abater. O certo é que o FC Porto está a tentar criar, sábia e pacientemente, condições para recuperar influência."
 
José Manuel Delgado, in A Bola
 

Actualização 25 de Agosto 11:06h:

http://expresso.sapo.pt/desporto/2015-08-25-A-historia-desconhecida-da-ida-de-Jesus-para-Alvalade-

Jorge Jesus atendeu o telefone, e do outro lado da linha estava o senhor X, que ele conhecia de outras andanças, de outros negócios. “Está tudo bem contigo e com a tua família?”, perguntou o senhor X, mas o que lhe interessava saber era como estavam as coisas entre ele e o Benfica. O senhor X abriu o jogo, disse-lhe que estava a telefonar mandatado pelo Sporting e por Bruno de Carvalho (BdC), que o queria a ele e não queria Marco Silva. “É tudo muito bonito”, respondeu-lhe Jesus, mas o senhor X e BdC só podiam estar malucos — onde é que já se tinha visto aquilo, o Sporting com dinheiro para pagar o que pagava o Benfica, se o que se contava era que não tinha um euro para mandar cantar um cego?... O senhor X descansou-o.

“O dinheiro é com o Sporting”, disse ele, pedindo-lhe que avançasse um número, não aquele que achava poder receber em Alvalade, mas o que realmente queria. “Cinco milhões.” O senhor X anotou e prometeu ligar-lhe dentro de dias com novidades. Despediram-se. Uma semana depois, o senhor X voltou a ligar, e Jesus ouviu o que queria. “Cinco milhões de euros. Se quiseres, são teus.”


E quem é este Senhor X? E quem deu a ideia a Bruno de Carvalho? E quem forneceu a linha de financiamento, de onde quer que ela venha, para tal? Basicamente, pergunto: quem foi o Senhor X do Bruno de Carvalho, que terá semeado a ideia, regado quando ela ganhava forma e aplicado o adubo?

 

Actualização 22 de Setembro 11:28h:

http://www.noticiasaominuto.com/desporto/455089/amarelos-a-maxi-passam-se-coisas-esquisitissimas

“Não temos quatro pontos porque não estamos a jogar só com o Benfica, porque estamos provavelmente iguais ao Sporting, e cuidado com o Sporting! Porque o que faltou ao Benfica neste jogo sobra agora ao Sporting: o Jorge Jesus”

 

Pinto da Costa comenta a falta que Jorge Jesus faz ao Benfica e que este beneficia agora o Sporting. Uma vez mais, procura dividir os dois maiores clubes de Portugal, mas mais importante ainda, deixa implícito que o Porto beneficiou com a mudança de treinador da Luz para Alvalade, abrindo a porta à sua (para mim, óbvia) participação, ainda que indirecta, com certeza.

 

Actualização 15 de Outubro 16:12h:

http://redpass.blogs.sapo.pt/o-artigo-completo-da-sabado-sobre-o-1005147

Publico o artigo da revista Sábado, apresentada pelo blog Red Pass, acerca dos detalhes que envolvem o processo movido pelo Sport Lisboa e Benfica a Jorge Jesus, relativo às circunstâncias da sua saída para o Sporting Clube de Portugal.

Não sei se é por ser "conversa de advogado", é possível que sim, mas parece-me uma exposição recheada de exagero, colocando toda a responsabilidade do outro lado. É claro que numa exposição processual deste tipo, seria de esperar que tal fosse feito, mas parece-me uma hiperbolização extrema de algo que, sendo sustentado em prova, não requereria tamanha "enfatização poética", na minha opinião.

Bom, também pode ter sido a revista Sábado a dar esse cunho mais "lírico" ao exposto no processo, é possível.

 

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rematado às 22:44


Perigo: O derradeiro ataque?

por Ao Colinho do Isaías, em 17.03.15

Quando se deu início à guerrilha norte-sul, por parte de Pedroto e Pinto da Costa, a primeira vítima foi o Sporting. Aquele que era o segundo maior e melhor clube Português sucumbiu mais facilmente aos ataques por ser, precisamente, o segundo maior. Com astúcia e alianças temporárias mas proveitosas, o presidente usurpador de um clube que já se tinha transformado no terceiro grande com muito trabalho e dedicação, conseguia, a pouco e pouco, afastar o segundo para poder tomar-lhe o lugar. Infelizmente, digo-o eu, conseguiu. O Sporting Clube de Portugal sofreu um KO técnico na batalha da década de 80 e não contou com o apoio institucional do Sport Lisboa e Benfica, apoio esse que lhe era devido, na minha opinião, por ser precisamente o rival mais directo e aquele que com mais fervor, competição após competição, acabou por empurrar o próprio crescimento do nosso Glorioso. O Sporting nasceu para, e sempre almejou ser, o principal clube Português - basta ler o seu nome. Contudo, encontrou diante de si um rival que se agigantou sempre perante as adversidades e que soube competir pelos méritos que ambos desejavam. A rivalidade com o Sporting Clube de Portugal edificou - e de que maneira! - a própria grandeza do Sport Lisboa e Benfica, que conseguiu ocupar o tal lugar de nº1 que era tão desejado pelo clube da nobreza.


Em 1980, o Sporting Clube de Portugal ganhou o campeonato. A final da Taça de Portugal dessa época disputar-se-ia entre o Sport Lisboa e Benfica e o Futebol Clube do Porto. Apesar de ainda ser apenas um funcionário da secção de futebol do FC Porto, Pinto da Costa bebia toda a estratégia do treinador Pedroto e começava a conquistar apoio suficiente dentro do clube para preparar o seu golpe traiçoeiro. A ideia de Pedroto era basear toda a motivação para as conquistas do seu clube não numa rivalidade, como até então tinha acontecido entre Benfica e Sporting, mas numa guerra. Na sua visão, o FC Porto representaria não só a cidade mas a região norte inteira e apresentar-se-ia como o único estandarte capaz de defender, e combater por, essa região, pintada nos seus quadros demagogos como eterna, única e injustiçada vítima do poder central do sul. Mostrando-se vítimas do que iriam infligir durante tanto tempo, projectariam nos outros os seus próprios pecados. É claro que para o fazer com maior sucesso, seria essencial aproveitar-se da rivalidade dos dois grandes nacionais, sediados em Lisboa. Foram precisamente essas as bases de todo o crescimento "relâmpago" do Futebol Clube do Porto desde o golpe de Pinto da Costa, no qual afastou, sem apelo ou misericórdia, os seus "inimigos de estado" do próprio clube.

Só que, nesse ano, nem Pinto da Costa tinha ainda tomado o poder, nem o FC Porto aceitava em pleno a visão de Pedroto. A resposta dos dois eternos rivais Benfica e Sporting perante as injúrias e insultos provocatórios vindos da dupla guerrilheira, foi uma união nunca vista - não uma união desportiva, como era habitual na correcção institucional que costumava caracterizar a relação entre os dois clubes, mas uma união ideológica: "Portugal é inteiro, de norte a sul, sem divisões. O SL Benfica e o Sporting CP são clubes de dimensão nacional devido aos seus feitos e à competição entre si. Se o FC Porto quer ser nacional também, que seja bem vindo à competição dentro do desporto, mas nunca poderá sê-lo se se excluir do próprio país que quer que o aceite."

Com esta reacção unida, adeptos do Sporting campeão e do Benfica terceiro classificado deram uma resposta, inequívoca na altura, a Pedroto e Pinto da Costa.

 
Foi a última vez. A partir do momento em que o golpe ocorreu no seio do clube Portista, a argúcia ambiciosa e desregrada do novo líder conseguiu afastar os dois rivais, atirando o elo mais fraco para um jejum de vitórias considerável, tendo em conta o que fora até então a História dos leões (curiosamente iniciado no ano em que Pinto da Costa assumiu o trono no Porto). Como o Sport Lisboa e Benfica ainda ia ganhando, agora a meias com este novo Futebol Clube do Porto, os Benfiquistas focaram-se cada vez mais na guerrilha com este novo poder azul e branco, esquecendo-se da importância que teve e terá sempre, para si mesmo, o seu verdadeiro rival. Esse esquecimento Benfiquista, ainda por cima pavoneando a ausência de vitórias perante o orgulho Sportinguista, acabou por azedar o rival verde e branco e extremar a sua posição quanto ao seu rival genuíno.

Os anos 90 foram o que se viu, com a tomada de assalto do poder no futebol nacional por Pinto da Costa e o afundamento do Sporting Clube de Portugal, a nível de títulos conquistados mas nunca na sua estatura, para o terceiro posto. Também o Sport Lisboa e Benfica se afundou, como todos sabemos, nessa década. O campeonato tão brilhantemente conquistado em 94 iniciou um período de 11 anos sem que o futebol Benfiquista se pudesse afirmar perante o poder instituido que, se tornara já também, um poder futebolístico dentro de campo e não só fora.


Relembrei tudo isto porque quando Manuel Vilarinho, que trouxe Luís Filipe Vieira, foi eleito, passou-se a ideia de que o Glorioso estava renascido e que iria agora tomar o seu devido lugar. Vilarinho saíu, entrou Vieira para a presidência e, mais uma vez, se clamava que o Benfica regressara. O campeonato bastante atípico, ainda que bravamente conquistado, de 2005, precedido da vitória na Taça de Portugal da época anterior, parecia assinalar uma vez mais o acordar do gigante atordoado. Contudo, durante os quatro anos seguintes continuámos a assistir ao passeio do poder Portista e a diversos "tiros no pé" por parte do nosso clube.


Depois, chegou Jorge Jesus ao Benfica. De imediato conquistou os corações dos Benfiquistas e guiou com competência um plantel que deixaria dúvidas a muitos ao título no seu primeiro ano. Era desta. Estava de volta a Águia e o Sport Lisboa e Benfica voltaria a ocupar o seu lugar devido. Não. O Futebol Clube do Porto, ou melhor dizendo, Pinto da Costa, estava ainda bem vivo e segurava ainda as rédeas todas - seguiu-se um "tri" Portista.
Vencemos o campeonato na época passada e temos na mão a possibilidade de um "bi", mas não se pense que tudo mudou. Aliás, esta campanha mentirosa do "colinho" encaixa perfeitamente na filosofia estratégica de Pinto da Costa, muito mais que na de qualquer Sportinguista, por muito que tenham vindo a ser usados como arma de arremesso contra os seus verdadeiros rivais. Só que Pinto da Costa está velho, já se nota, e é ainda uma incógnita se a máquina que montou à sua volta sobreviverá à sua "queda da cadeira". O que me parece um evidente sinal de Perigo é que esta campanha, aliada à forma natural demais com que um Luís Filipe Vieira, sem margem de manobra pessoal para outra decisão dados os seus próprios "esqueletos no ármario", negoceia e se alinha com Pinto da Costa. Quem os vir sentados à mesma mesa até poderá pensar que tudo o que se passou na História dos últimos 30 anos do futebol Português foi obra de ficção. A forma como Vieira parece estar algemado nesta situação é deveras preocupante. E este é que é, talvez, o derradeiro ataque de Pinto da Costa, antes de sair de cena, ao alvo que nunca conseguiu abater:


o Sport Lisboa e Benfica.

É que há que ter em conta o modo como um guerrilheiro pensa:

“O ódio como factor de luta: o ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona mais além das limitações naturais do ser humano e o converte numa efectiva, violenta, selectiva e fria máquina de matar. Os nossos soldados têm que ser assim; um povo sem ódio não pode triunfar sobre um inimigo brutal.
Há que levar a guerra até onde o inimigo a leve: à sua casa, aos seus lugares de diversão; fazê-la total. Há que impedir-lhe de ter um minuto de tranquilidade, um minuto de sossego fora dos seus quartéis, e ainda dentro dos mesmos: atacá-lo onde quer que se encontrar; fazê-lo sentir uma fera acossada por cada lugar que transitar.”

(CHE GUEVARA, 1967)

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rematado às 11:35




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