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Primeira Liga 18/19



Para que seja absolutamente claro

por Ao Colinho do Isaías, em 25.09.18

Retirado daqui (grato, Papoila).

 

Deliberação
ERC/2018/112 (CONTJOR-TV)
Queixa apresentada pela Sport Lisboa e Benfica - Fu
tebol, SAD, contra Avenida dos
Aliados – Sociedade de Comunicação, S.A., Júlio Mag
alhães e Tiago Girão

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rematado às 09:27


Videoárbitro Mundial

por Ao Colinho do Isaías, em 16.06.18

De acordo que Diego Costa fez falta antes do golo do empate de Espanha frente a Portugal.

De acordo que o VAR falhou nesse lance, tal como o árbitro.

 

Contudo, pergunto:

 

Porque não esta indignação generalizada quando o VAR falhou contra o Benfica?

Porque não esta indignação generalizada quando o VAR falhou a favor do Sporting e do Porto?

 

É que esta indignação generalizada por causa de um evidente erro do árbitro e do VAR que prejudicou a Selecção, pela sua ausência noutros momentos da competição nacional de clubes, demonstra bem a cultura desportiva miserável que se vive neste país.

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rematado às 20:39


A responsabilidade não é de Bruno de Carvalho

por Ao Colinho do Isaías, em 12.06.18

Recentemente, tanto ilustres como desconhecidos Sportinguistas têm manifestado, de forma mais ou menos efusiva, a sua revolta perante a permanência de Bruno de Carvalho na Presidência do Sporting Clube de Portugal. Contudo, há que afirmá-lo, tal reacção não surge devido a afectações morais para com directrizes de gestão por parte do actual Presidente dessa instituição. Surge sim porque o Sporting perdeu quando ele prometera vencer e, agora, por sua própria culpa, perde também jogadores e, com isso, provavelmente, margem de manobra negocial em futuras transferências no futebol.

 

Isto é, os Sportinguistas só se revoltaram perante a iminente capitulação. Relembro que até depois do ataque em Alcochete e antes da final da Taça perdida, haviam imensas manifestações de apoio ao Presidente do Sporting!

 

Quando Bruno de Carvalho incitou, com o seu anti-Benfiquismo, vizinhos contra vizinhos, familiares contra familiares, colegas contra colegas, era um heroi para os Sportinguistas. Foi buscar Jorge Jesus para ser campeão e foi o gaúdio. Lançou a treta dos vouchers e os Sportinguistas uniram-se CONTRA o Benfica, sob uma fantasia de superioridade e soberba (sentimento aliás, sempre encontrado no Sporting em qualquer época). Quando se aliou a Pinto da Costa e sua turma e lançou Nuno Saraiva e jornalistas em jornais de referência numa campanha criminosa CONTRA o Benfica, era um divino César entre os cidadãos da Roma Sportinguista.

 

Panfletos de 2016, distribuidos anónimamente em Lisboa, página 1

 

Nem aos avisos de há dois anos nem a qualquer oposição foi dada atenção. Os sinais, os comportamentos, os evidentes traços de personalidade sempre lá estiveram, mas não foi por eles que os Sportinguistas se revoltaram. Revoltaram-se sim, apenas e somente, quando sairam derrotados em mais uma época desportiva, uma vez mais falhada por influência directa de Bruno de Carvalho e quando observam a sua Roma de Alvalade a arder, enquanto ele toca harpa e se inspira para mais umas ridículas conferências de imprensa!

 

Panfletos de 2016, distribuidos anónimamente em Lisboa, página 2

 Imaginemos pois que o Sporting tinha ganho os campeonatos nos últimos três anos, desde a chegada de Jesus. Que diriam os Sportinguistas? Algo semelhante, seguramente, ao que os Portistas disseram sob os primeiros anos da Presidência de Pinto da Costa no Futebol Clube do Porto:


«Aquilo é que é liderar! Pôs os jogadores e todos no clube na ordem! Reconquistou o clube aos traidores!»

 

Ainda em Fevereiro obteve cerca de 90% dos votos, enquanto liderava o clube com uma vasta maioria no acto eleitoral com maior número de votantes.

 

Por isso, Sportinguistas, anotem bem:

 

A responsabilidade não é de Bruno de Carvalho, pois ele é hoje o que sempre foi e nunca sequer se tentou esconder.
A responsabilidade é vossa e do vosso eterno, infinito e doentio anti-Benfiquismo.

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rematado às 12:46


Os precedentes de que ninguém fala

por Ao Colinho do Isaías, em 16.05.18

O que se passou ontem em Alcochete, na Academia do Sporting Clube de Portugal, foi um dos episódios mais tóxicos do futebol Português, mas, vejo que ninguém na comunicação social é capaz de afirmar, não é incidente sem um precedente facilmente identificável.

 

A violência é o culminar de todo um processo que despoja a mente de todas as barreiras, fronteiras e regras, por forma a trazer à tona da consciência a condição natural do animal (neste caso humano, mas não exclusivamente). Essa condição natural é violenta, pois num habitat desprovido de protecção civilizacional, esse é o tipo de comportamento que permite sobrevivência.

 

Bruno de Carvalho (quer consciente, quer inconscientemente) tem vindo a incendiar progressivamente todas as barreiras que travam o regresso à barbárie natural. O auge que se atingiu ontem (veremos se é, realmente, o auge ou se ainda vai piorar) passou por todo um processo em que ele foi provocando as pessoas que lhe prestavam atenção a despir-se do "fardo" moral gradualmente. Nisto, a comunicação social (nada mais que abutres, vivendo da morte e da desgraça - que também ajuda a despir a sociedade dos tais valores) tem tanta ou mais responsabilidade que o próprio Presidente do Sporting, eleito com esmagadora vantagem.

 

Contudo, não vejo ninguém a apresentar a conclusão lógica e óbvia: é que Bruno de Carvalho é, ele próprio, filho de um processo cultural que promoveu durante décadas não só a legitimação da violência, como da corrupção e do populismo.

Ora, então vejamos:

 

- Quem é que deu início à integração da ideia extremista de "nós contra eles" no futebol nacional?
Foi José Maria Pedroto, que depois ensinou Pinto da Costa.

 

- Quem é que pela primeira vez se serviu de um estilo ordinário e provocador, por forma a atrair para si os mais fracos de espírito, que passaram a ver nele o grande general de uma guerra que nem sequer era real, mas que ele inventou para esse fim?
Foi José Maria Pedroto, que depois ensinou Pinto da Costa.

 

- Quem é que incentivou, promoveu e se serviu de violência organizada para aterrorizar os constituintes das instituições desportivas e de comunicação social que, uma vez despojados pela violência, passaram a ser por si minados?
Foi José Maria Pedroto, que depois ensinou Pinto da Costa e a sua trupe.

 

- Quem é que legitimou o uso da corrupção no desporto como forma "normal" de gestão?

Foi José Maria Pedroto, que depois ensinou a Pinto da Costa.

Não se pode olhar para o incidente de ontem, na Academia do Sporting em Alcochete sem fazer a óbvia ligação cultural ao incidente do Verão Quente das Antas de 1980, nem ao gradual surgimento do tal processo de ódio que lhe deu origem.

A diferença, óbvia, entre a dupla Pedroto / Pinto da Costa e Bruno de Carvalho é que os primeiros tiveram como objectivo dar sucesso ao seu clube por quaisquer meios, enquanto que o segundo, por fixar o condão da (tentativa de) glória em si mesmo, acabou por revelar tendências auto-destrutivas que arrastam a responsabilidade de uma significativa fatia de sócios do seu clube.

 

Enquanto não se fizer esta ligação pública e Histórica entre a origem desta cultura e os seus sintomas e produtos finais, a cultura permanecerá, para bem de todos os que se alimentam dela, qual parasitas, destruindo o "corpo" onde residem, e novos e piores "filhos" desse processo destruidor surgirão para incendiar o Amanhã - quiçá, não só no desporto.

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rematado às 09:54


Karl Humanus tem razão

por Ao Colinho do Isaías, em 15.12.17
Karl Humanus tem razão e tudo depende do que nós permitimos que aconteça entre nós.
Não se trata de quem gostamos ou deixamos de gostar, porque "valores mais altos se levantam e o valor mais alto, em termos futebolísticos, é o Benfica".
 
Através do Papoila Saltitante:

Eis o decálogo, eis os dez grandes objetivos das campanhas desestabilizadoras levadas a cabo pelo Futebol Clube do Porto e pelo Sporting Clube de Portugal de mãos dadas na Santa Aliança:
 
1. Fabricar e estabilizar um forte dispositivo de propaganda múltipla que produza e reproduza nas representações sociais a crença de que o Benfica é um clube corrupto que só vence pela chantagem e pelo condicionamento de instituições desportivas, árbitros e imprensa;
 
2. Produzir massivamente, através dos mais variados canais escritos e audiovisuais, ambiências emocionais acríticas que transformem pela repetição falsidades-estímulo em verdades indiscutíveis, sob execução dos directores de comunicação Francisco Marques e Nuno Saraiva e comando permanente de Pinto da Costa e Bruno de Carvalho;
 
3. Transformar os emails do Benfica obtidos através de crime informático em material incriminador, deixando na penumbra o crime de invasão da privacidade alheia e o crime de roubo económico em favor dos diálogos entre pessoas que são criminosamente transformados em cartilhas de corrupção activa pela descontextualização, pela deturpação e pela falsificação;
 
4. Linchar moralmente, da maneira mais torpe, quadros directivos do Benfica, dotando-os de malignidade e anti-cidadania nas percepções populares;
 
5. Colocar e/ou aliciar nas instâncias desportivas e nos jornais pessoas que sirvam os propósitos do programa propagandístico criado, fazendo com que a justiça e as penas sejam desse exclusivo foro e por essa via e nesse sentido fidelizem lógicas populares de pensamento e de acção;
 
6. Criar um ambiente decisório judicial e judiciário que criminalize severamente o Benfica e o ampute do seu poderio desportivo-financeiro, originando a ruptura dos apoios e dos parceiros internos e externos;
 
7. Provocar uma fractura entre adeptos e direção, levando aqueles a forçar o afastamento da actual direção modernizadora e do treinador e por esta via arruinar o futuro neste momento em construção através de uma nova direção que deSEIXALaria o que existe e viveria unicamente do futebol de onze e da aquisição onerosa de jogadores estrangeiros;
 
8. Enfraquecer a auto-estima dos atletas de todas as modalidades do Benfica e levá-los à desmoralização e às derrotas em campo;
 
9. Conduzir o Benfica a extremos de emoção, desânimo e revolta activa susceptível de originar castigos severos;
 
10. Incentivar directa e indirectamente a produção de falsos benfiquistas cavalos-de-tróia que ataquem o clube através de blogs e redes sociais, contribuindo desta maneira para ampliar a rede de desestabilização de nível central a cargo dos comandos da Santa Aliança. 
 
 
Karl Humanus in oubenficaouracha

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rematado às 13:41


Sporting cada vez mais cópia barata do FCP

por Ao Colinho do Isaías, em 17.06.17

Acabei de ver o jogo Sporting - Benfica em Hóquei.

 

Antes de mais, tem de ser dito: O Benfica não foi campeão porque falhou nos jogos teoricamente mais fáceis. Pôs-se a jeito ao ter de depender de um jogo que, claramente, estava preparado para não só o roubo a que se assistiu, como também, para a salgalhada que se verificou no final.

 

Não se pode associar o título desta época a este jogo somente.

Contudo:
Como é possível que, depois do que se passou no ringue, o treinador do Sporting se queixar da arbitragem?
Como é possível que, tendo agredido pelo menos duas vezes, de forma visível, dois adversários, o Pedro Gil ainda vai tentar agredir o árbitro (atropelando um colega de equipa pelo caminho)?
Como é possível que o capitão da sua equipa tenha passado o jogo todo a provocar o público afecto ao adversário e tenha depois tentado provocar o jogador João Rodrigues?

É possível, porque o clube que representa está cada vez mais identificado com o FC Porto. Tentando, nesta fase da sua História, uma cópia barata do clube azul e branco, acabará por implodir, como aliás, já implodiu inúmeras vezes no seu passado. É que o FC Porto (de Pinto da Costa, principalmente), é o clube original da desonestidade e trapaça.

A pira da Retribuição que consumirá um, por todos os seus actos, poderá vir a destruir o outro também, agora, por arrasto moral. Cada qual com o seu Destino.

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rematado às 19:54


Guerrilha psicológica

por Ao Colinho do Isaías, em 14.06.17

Decidi abster-me de comentar o assunto dos alegados emails supostamente exibidos pelo FC Porto e mantenho essa decisão. Decidi assim porque é, de facto, apenas e somente, um truque de guerra psicológica, bem ao estilo da CIA e do KGB, para que os Benfiquistas se desunam e façam tremer a estrutura do seu clube, semeando a desconfiança.

 

Debater o conteúdo dos alegados emails é, na psique colectiva dos Benfiquistas, validá-los, torná-los não só verdadeiros como factuais - pois é assim que a nossa mente funciona quando falamos de algo, mesmo que fictício. Curioso como é fácil ler na comunidade dos bloggers Benfiquistas que este ou aquele jornal ou orgão de comunicação social publica "não-assuntos" ou "fait-divers" leves, mas nesta situação, por mexer com algo que os Benfiquistas têm como sagrado (a integridade), já muitos caíram na armadilha, morderam o engodo.

 

Por exemplo, um artigo do género "Benfica interessado em [jogador X], mas [jogador X] recusa abordagem", sem qualquer base fundamentada. Numa notícia deste género, debater o jogador, a sua alegada vontade ou a suposta vontade do Sport Lisboa e Benfica em contratá-lo, é contribuir para que esse jornal continue a publicar o mesmo tipo de artigos, por causarem um efeito psicológico não só nos leitores afectos ao Benfica, como aos seus rivais. Não se debate os jogadores que factualmente estão no clube ou oficialmente saíram ou entraram, mas um jogador e uma vontade que pode ser totalmente inexistente.

 

Do mesmo modo, estes alegados emails, que nem sequer verificados foram pelos trâmites informáticos necessários, estão a tornar-se assunto mesmo antes de o ser. Não importa se se gosta ou não de Pedro Guerra ou sequer verificar como é que ele reage. Pedro Guerra foi escolhido para alvo, precisamente porque é o elo comunicacional mais vulnerável da estrutura. As opiniões acerca dele dividem os Benfiquistas, desde o início. Por isso, o ataque usa como se fosse uma debilidade a pluralidade de pensamento que existe entre os adeptos do Sport Lisboa e Benfica.

Imaginem esta montagem toda à volta de Rui Gomes da Silva, por exemplo. Não teria este impacto psicológico, porque Rui Gomes da Silva não é, mediaticamente, vulnerável como Pedro Guerra, nem divide as opiniões. Com estas granadas psicologicas (e que só explodem porque lhes damos fuel), o Porto tapa os seus problemas e tenta dividir aquele oponente que, tão visceralmente, odeia. Ah e o Sporting ajuda à festa, claro, porque apesar de ser evidente que quem traíu Bruno de Carvalho na conversa privada com os jornalistas é alguém ligado ao Porto, o actual líder dessa instituição prefere tudo, até um acordo com o diabo, a ver um Benfica vitorioso.

 

Por isso, e também como alerta para outros, afirmo que aqui não se debaterá um assunto que seja mera munição de uma arma de guerrilha psicológica. Não vou debater os emails ou Pedro Guerra. Também não inverterei as coisas e passarei a falar do Fair Play financeiro da UEFA ou do fosso financeiro de outras instituições.

 

Aqui mora o Fogo Sagrado e o Sport Lisboa e Benfica.

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rematado às 08:47


"Bem prega Frei Tomás..."

por Ao Colinho do Isaías, em 18.04.17

 

Após um fim de semana no qual a equipa de futebol do Sport Lisboa e Benfica alargou um pouco a vantagem em relação ao Porto na segunda posição - tendo vencido o Marítimo enquanto que o Braga empatou com o segundo classificado - assistimos agora a mais um desfile de vitimização desresponsabilizante por parte de quem já poucos argumentos vai tendo para fazer vingar os seus ideais (se é que os tem de todo).

 

Com isto dito, não pretendo validar os cânticos dos adeptos Benfiquistas referentes ao trágico acidente de 1996 no Jamor. Bem pelo contrário.
São condenáveis e nada condizentes com o que o Benfica é.
Contudo, todos nós, Benfiquistas, Sportinguistas, Portistas, etc, partilhamos esta condição humana, com tudo o que tal acarreta. Alguns de nós pretendem transcendê-la, outros usufruí-la, por a favorecerem, outros apenas vão existindo. Estamos todos seguramente cientes, apesar de alguns moralismos fáceis que surgem sempre nestas alturas, que partilhamos todos desta tentação retaliatória perante a provocação, perante o insulto que, por vezes, parece nos ofender mais que uma agressão física. Faz parte da condição humana que todos partilhamos.

 

Os que agora se exibem na procissão da beatificação de vítimas destes horrendos cânticos (e reafirmo que são horrendos sem qualquer ironia), querem limpar seus próprios pecados, desviando atenções sobre as pedras que eles próprios lançaram sobre humanos, que, tal como eles mesmos, retaliaram. Para além do que se ouve abaixo, não esqueçamos aquele vídeo de há uns anos em que se apelava ao genocídio dos Benfiquistas, por exemplo, nem tão pouco do que tem sido a comunicação oriunda da instituição Sporting Clube de Portugal (particularmente desde a tomada de posse de Bruno de Carvalho) e da instituição Futebol Clube do Porto.

 

 

"Bem prega Frei Tomás! Faz o que ele diz, não faças o que ele faz!"

 

Melhor teria sido não retaliar desta forma absurda, mas que surjam então os santos entre os demais para nos mostrar como se faz com os seus actos, mais que com as suas palavras recheadas de falsa moral. Que aqueles que agora choram as palavras ofensivas não sejam aqueles que acossam o pior lado que todo o ser humano tem, seja ele adepto de que clube for ou tenha ele o ideal que tiver.

A equipa do Sport Lisboa e Benfica, os tais rapazes com o Fogo Sagrado, esses têm de se focar no seu trabalho somente. O barulho à sua volta é somente o reflexo do sucesso do seu caminho. Caminhá-lo é não ceder à tentação de competir contra os outros, mas sim manterem-se em competição consigo mesmos, com os seus próprios limites, transcendendo-os.

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rematado às 08:54


Hércules e o carroceiro

por Ao Colinho do Isaías, em 03.04.17

Num comentário ao post anterior, achei apropriado colocar uma parábola clássica, na qual um carroceiro, vendo a sua carroça carregada atolada na lama espessa, decide que a sua única opção é rezar a Hércules, para que o ajude a ultrapassar tal situação complicada. Pediu o favor aos deuses e ajoelhou-se. Contudo, Hércules apareceu-lhe e disse-lhe que se quiser o favor dos deuses, então que se entregue ao esforço perante o que lhe parece complicado e então beneficiará da ajuda divina.

 

Perante o Porto na Luz, o Benfica jogou bem, teve momentos de algum desacerto que foram bem aproveitados pelo adversário, e parece querer queixar-se de algum azar nos momentos de decisão em que podia ter marcado o golo da vitória e também de irregularidades na arbitragem.

Nada disso, digo eu. O caminho está correcto e traçado. Estamos na frente mas toda uma comunidade jornalística quer fazer-nos pensar que o Glorioso tem diante de si o tal lodo espesso intransponível.

 

Continuem a trabalhar, a aplicar o vosso máximo esforço, a imbuir cada gesto com o vosso mais profundo desejo de vitória. A Águia voa alto, bem acima do tal lodo onde aqueles que não lhe conseguem chegar às asas, rastejam. Ela é que escolhe quem com ela voa.

 

 

«Hércules e o Carroceiro

Certa vez um Carroceiro estava a levar uma carga pesada ao longo de um caminho enlameado. Finalmente ele chegou a uma parte da estrada onde as rodas se afundaram no lodo até a metade e o quanto mais os cavalos puxavam, mais se afundavam as rodas. Assim, o Carroceiro largou o seu chicote, ajoelhou-se e rezou ao poderoso Hércules: "Oh Hércules, ajude-me nesta minha hora de angústia," implorou. Hércules apareceu a ele e disse:

"Vamos homem! Nada de preguiça. Levante-se e ponha seu ombro à roda.
Os deuses ajudam os que se ajudam a si mesmos.

 

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rematado às 08:53

Alguma vontade, mas pouca clarividência - assim foi a exibição da nossa equipa em Paços de Ferreira. Num campo pequeno, contra uma equipa tipicamente do "tugão", com 11 jogadores atrás da linha da bola quase constantemente, exigia-se maior capacidade física para compensar a técnica e criatividade impossibilitadas de aparecer.

 

Era jogo para Raul, para o choque, a garra, a insistência. Era jogo para André Horta ou André Almeida no meio. Era jogo para Carrillo, mais poderoso no ombro-a-ombro, e para Cervi, mais combativo, de início. Semelhanças com este jogo em Paços teremos ainda noutros até ao fim do campeonato - há que perceber que em Portugal há uma significativa parte dos estádios na I Liga que não têm condições para beneficiar a boa prática do jogo de futebol. Nesses jogos, temos de ser diferentes, temos de ser mais como eles são e ainda assim melhores. Querer jogar na técnica num campo como o da Mata Real, perante um adversário que no momento defensivo tem uma massa aglomerada em 30 metros do campo, é cair na armadilha. Teremos de ser uma equipa de choque, de embate, de capacidade física.

 

Assim, demos Paços em desacerto...

 

...mas depois, contra todas as previsões e até em oposição àquilo que parecia facto consumado (a perda da liderança), um golo do Carvalho e uma soberba exibição do também "nosso" Varela (que até contra o seu Benfica se exibiu em grande nível), ofereceram-me uma bela prenda no meu aniversário, bem compensatória do desaire no dia anterior. «E esta, hein?!»

 

Grato, João! Grato, Bruno!

Um dia regressam e envergam o manto sagrado! Estamos atentos a vós!

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rematado às 08:19




Ao Colinho do Isaías

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