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Primeira Liga 19/20



Pressão

por Ao Colinho do Isaías, em 01.03.16

Como quem acompanha o futebol (não só a Liga Portuguesa, mas outros campeonatos por essa Europa fora também) sabe, quem define o objectivo de ser campeão não pode vacilar com as equipas de menor valor que a sua. Os encontros entre "iguais" são sempre uma incógnita, muitas vezes repletos de surpresas e desenlaces inesperados, mas os encontros perante equipas de menor capacidade futebolística são os que definem, em grande parte das vezes, os campeões finais. Sempre defendi isto: de que serve ganhar derbies ou clássicos se se perdem pontos com quem se tinha a obrigação de vencer?

 

Quem viu o Benfica do início da época (depois do desastroso planeamento da pré-época) e quem o vê agora, percebe que são duas equipas distintas. Aliás, corrija-se, um era um conjunto de jogadores e este agora, uma EQUIPA, unida pela vontade de Vitória (o objectivo e o treinador, simultaneamente). Um Benfica que conseguiu construir um estilo de jogo que tem dado e dará muito poucas hipóteses a equipas de menor valor que o seu. Tem cumprido a sua quota, tem feito a sua obrigação e não mais se sentiu abalado.

 

A isto, não é estranho o factor pressão. É que depois de perder por três golos na Luz com o Sporting, o Benfica tinha tudo a reconstruir. O Sporting, por seu lado, tinha tudo a provar - é que não basta golear o Benfica para ser campeão. O Presidente do clube de Alvalade sabe (e disse-o) que encontrou um clube sem mentalidade vencedora. No entanto, por não ser (considero-o eu, opinião pessoal) uma pessoa muito inteligente (compensando essa lacuna com emotividade, demasiadas vezes, pueril), Bruno de Carvalho tem colocado sobre o seu clube, sobre si, sobre o treinador (que já de si tem a pressão de ter vindo directamente do maior rival) e sobre o plantel, toda a pressão de ter de provar o seu valor (por muito que para Jesus isso sejam "peaners").

Note-se: até Dezembro, o Benfica tinha o campeonato perdido. Só podia trabalhar para melhorar o seu jogo e tentar qualquer coisinha que salvasse a época. O Sporting tinha a vela içada e navegava pelo campeonato como se já fosse Maio. Só que um tinha pressão e o outro não. Tal como a recente recuperação do Porto demonstra, este será o factor decisivo neste campeonato: a pressão. O Sporting escolheu mal a sua estratégia emocional, pois, como afirmei na altura em que Jesus foi confirmado em Alvalade, nunca iria ter um plantel esta época para ser campeão "de caras" - e o facto é que não o tem.

 

Ontem o Benfica cumpriu, diante de um União da Madeira que lhe roubou dois pontos e três ao Sporting, mais um passo do seu caminho, sem pressão. O Sporting, por sua vez, terá ainda dez jogos pela frente em que jogará contra o adversário da jornada e contra si mesmo, a sua emoção e o seu incontrolável (ou descontrolado neste momento, direi) desejo de ser o que o Benfica é - tal como escrevi certo dia, é um síndrome de "destino roubado". O Porto, que regressou à luta em plena Luz, dá a ideia de estar a correr algo coxo, sim, mas vai conseguindo acompanhar o ritmo do pelotão, à espera de uma oportunidade: saberá agarrá-la, se surgir?

 

Tudo se irá decidir com o factor pressão.

Leia uma análise mais factual à partida, por Eu visto de Vermelho e Branco, aqui.

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rematado às 08:10


Enfurecido e desiludido

por Ao Colinho do Isaías, em 16.12.15

Sim, é possível sentir as duas emoções em simultâneo. Vou ser muito curto hoje.
Em Setúbal, perante uma equipa que deu espaços, jogámos relativamente bem, aproveitando as oportunidades devido à confiança que se instalou nos jogadores.

Só que a confiança trabalha-se, através do envolvimento, da dinâmica.
Na Madeira, os jogadores pareciam postes de iluminação, ou árvores, tal a falta de reacção, de movimentação (salvo excepções como Renato ou Pizzi). Só que não é sobre os jogadores que recai a responsabilidade, isto porque para haver confiança nas movimentações e na ocupação de espaços com e sem bola, há que haver TRABALHO TÁCTICO! E esse, no Benfica, tem sido perto de zero... ou então a um nível muito abaixo do exigível. Por exemplo, o Jonas passou a vir e bem, ocupar a posição 10, descendo para vir buscar jogo, e quando recebia a bola, olhava e não tinha ninguém a mexer-se, a aparecer, a desmarcar-se! E depois é o Jonas que só dá no 4-4-2... o Jonas é um extraordinário 10, SE TIVER MOVIMENTAÇÕES À SUA VOLTA! De que vale ter Mitroglou como referência na área, um jogador de topo como ele, se NINGUÉM APARECE NO ESPAÇO?

Já nos excluímos do tri, não somente por um ou outro resultado, mas porque não apresentamos futebol ao nível necessário. No entanto, ter-se-á de resolver bem cedo esta época o problema que será manter a inabilidade de Rui Vitória como treinador para a próxima época...

Hoje não há mais nada. Enfurecido e desiludido.

Continuem a comer a propaganda e a dar poder ao "maior Benfiquista que já viveu" e "empresário do milénio"... é que mesmo que ele tenha de dispensar Rui Vitória, vai ser ele a escolher o próximo - e ele só acertou uma vez. É incapaz de delegar o futebol a quem sabe... talvez seja por ter os melhores interesses do Sport Lisboa e Benfica em consideração, ao invés dos seus interesses pessoais, certo?

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rematado às 08:22


O nevoeiro de uma reflexão maior

por Ao Colinho do Isaías, em 05.10.15

O jogo entre o União da Madeira e o Sport Lisboa e Benfica foi adiado devido ao denso e persistente nevoeiro. Muitos se insurgiram em relação a tentar jogar-se na Choupana, sim, mas há aqui questões que vão bem mais fundo e que acabaram por se tornar numa reflexão maior.

Em nenhuma liga de elite ocorre o empréstimo dos estádios e não me parece nem coerente nem justo que se recorra a esse meio, excepto em casos de força maior, claro.

Dea Court, Bournemouth - capacidade: 11.700
Dean Court, Bournemouth - capacidade: 11.700


Não vemos o Bournemouth deixar de jogar no pequeno (comparativamente) estádio que é seu historicamente para pedir emprestado um recinto maior quando recebe os grandes clubes da Premier League . Nem é permitido, normalmente, nem é justo que o façam. Investir num clube não é só arranjar uma equipa e tentar competir, é ter infra-estruturas . E se há clube que sempre, ao longo da sua História, teve nos seus sócios a profunda compreensão da importância das infra-estruturas para o crescimento do clube, esse foi o Sport Lisboa e Benfica.

É claro que isso traz-nos a outro ponto importante, relativamente à organização da nossa Primeira Liga: é que esta é suposto albergar a elite do nosso futebol. No entanto temos 18 equipas das quais apenas 10 (e já estou a ser simpático) têm qualidade para jogar futebol ao mais alto nível. As outras vão sobrevivendo, com dificuldade, muito anti-jogo , muito suor, sim, mas pouco futebol.

Numa altura em que a polémica em torno da venda dos direitos televisivos da Liga, promete estalar mais dia, menos dia, deve olhar-se para a redução do número de equipas na nossa Primeira Liga. Elite é elite. Quem lá está merece pelo futebol e não apenas porque é menos mau que os outros que desceram. 10 equipas, digo eu, com 4 voltas, 36 jogos no total. As maiores ligas da Europa têm 38 jogos numa época, não é dramático.

Mais: afirmo que é essencial que se determine quais são os mínimos de condições necessárias para que um estádio seja registado como recinto de um clube da Primeira Liga. Quem não apresenta estádio em condições, não pode participar. Não basta ter equipa, há que ter local condigno para a alojar. Se há aluguer de outro estádio, então esse que seja por toda uma época desportiva, sob a premissa de que o clube em questão terá de encontrar uma solução permanente, se quer permanecer na Primeira Liga.
Adicionalmente, terá, também, de ser proibida a instalação de bancadas temporárias. Bancadas, só permanentes e com as devidas condições.

Se isto acontecesse, ver-se-ia quais são os clubes que estariam dispostos a investir não só na construção de uma equipa que "fosse chegando" para os primeiros dos últimos, mas em verdadeiramente crescer como instituição, como clube de futebol.


Quem não quisesse, teria de contentar-se com, no máximo, a Segunda Liga.

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rematado às 16:03




Ao Colinho do Isaías

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